Pregabalin

Nível de evidência: L4 Indicações previstas: 6

Índice

  1. Pregabalin
    1. Relatório de avaliação farmacêutica
  2. Pregabalina: Da dor neuropática e fibromialgia à tendinite
    1. Resumo em Uma Frase
    2. Visão Geral Rápida
    3. Por que Esta Previsão é Razoável?
    4. Evidências de Ensaios Clínicos
    5. Evidências da Literatura
    6. Considerações de Segurança
    7. Conclusão e Próximos Passos
      1. Outras indicações previstas (resumo)
    8. Aviso de isenção de responsabilidade

Relatório de avaliação farmacêutica

Pregabalina: Da dor neuropática e fibromialgia à tendinite

Resumo em Uma Frase

A pregabalina é um ligante da subunidade alfa-2-delta dos canais de cálcio, usado originalmente em transtorno de ansiedade, fibromialgia, síndrome de dor miofascial e neuralgia pós-herpética. O modelo TxGNN prevê que pode ser eficaz para tendinite (tendinitis), mas, para essa indicação, não há ensaios clínicos e a literatura recuperada é indireta (6 publicações, nenhuma tratando a tendinite em si).

Visão Geral Rápida

Item Conteúdo
Indicação Original Transtorno de ansiedade, fibromialgia, síndrome de dor miofascial e neuralgia pós-herpética (segundo o grafo de conhecimento; não há registros no Brasil)
Nova Indicação Prevista Tendinite (tendinitis)
Pontuação de Previsão TxGNN 99,71%
Nível de Evidência L4
Situação no Mercado Brasileiro ✗ Não comercializado (segundo os dados compilados)
Número de Registros 0
Decisão Recomendada Hold

Por que Esta Previsão é Razoável?

A pregabalina liga-se à subunidade alfa-2-delta dos canais de cálcio dependentes de voltagem e reduz a liberação de neurotransmissores excitatórios. Isso pode aliviar componentes de dor neuropática ou de sensibilização central que acompanham doenças tendíneas crônicas. Os dados compilados não trazem uma descrição formal do mecanismo de ação; a explicação acima é uma interpretação mecanística plausível.

A relação com as indicações originais está na dor crônica: fibromialgia e dor miofascial envolvem o sistema musculoesquelético e a sensibilização central, o que aproxima o fármaco de condições dolorosas dos tendões. A ligação, porém, é indireta.

É preciso cautela. A literatura recuperada trata de analgesia pós-operatória (reparo artroscópico do manguito rotador), relatos de caso de compressão nervosa e incapacidade associada a fluoroquinolonas. Nada disso mostra tratamento da tendinite em si. A pontuação muito alta do TxGNN é uma previsão computacional, sem confirmação clínica.

Evidências de Ensaios Clínicos

Atualmente não há ensaios clínicos relacionados registrados para a tendinite.

Evidências da Literatura

PMID Ano Tipo Periódico Principais Achados
34052386 2022 RCT Arthroscopy Pregabalina oral perioperatória comparada ao bloqueio do plexo braquial interescalênico após reparo artroscópico do manguito rotador, com foco em dor pós-operatória, consumo de opioides e satisfação do paciente
32839073 2021 Coorte retrospectiva J Orthop Sci Avaliação do efeito analgésico e poupador de opioides da pregabalina após reparo do manguito rotador; os estudos prévios têm resultados conflitantes
41017607 2025 Relato de caso/Revisão Praxis Incapacidade associada a fluoroquinolonas (ciprofloxacino), incluindo tendinopatias; sem relação direta com o tratamento por pregabalina
40818536 2025 Editorial Arthroscopy Síndrome do piriforme e compressão do nervo ciático; sem relação direta com a pregabalina
37051935 2023 Relato de caso Pain Pract Lesão do nervo cutâneo femoral posterior após maratona, associada a tendinite dos isquiotibiais
39703364 2024 Pré-clínico (animal) Adv Pharmacol Pharm Sci Extrato de Cissus quadrangularis na neuropatia induzida por vincristina em ratos; sem relação direta com a pregabalina

Considerações de Segurança

  • Contraindicações segundo o grafo de conhecimento (não é texto de bula): transtorno de ansiedade, transtorno neurótico, transtorno distímico, trombocitopenia, angioedema (incluindo as formas adquirida, hereditária, não histaminérgica e induzida por bloqueadores do sistema renina-angiotensina-aldosterona), miopatia, doença muscular, doença do músculo esquelético, paralisia periódica familiar, rabdomiólise, fasciite nodular, insuficiência renal e bloqueio atrioventricular.
  • Interações medicamentosas (100 interações registradas; as principais):
    • Maior gravidade: morfina e morfina lipossomal.
    • Gravidade moderada: pioglitazona, rosiglitazona, troglitazona, difenoxina, difenoxilato, dronabinol, nabilona, metoclopramida, ópio e sibutramina.
    • Gravidade desconhecida: calcitriol, vitamina A, fentermina, pantoprazol, glimepirida, sucralfato, palonosetrona e nistatina.

Para advertências e contraindicações oficiais, consulte a bula.

Conclusão e Próximos Passos

Decisão: Hold

Justificativa:

  • Não há ensaios clínicos nem literatura direta sobre pregabalina na tendinite. A pontuação alta do TxGNN reflete apenas uma previsão computacional (nível L4), e a ausência de registro no Brasil limita o acesso.

Para prosseguir, é necessário:

  • Estudos clínicos ou pré-clínicos que testem diretamente a pregabalina na tendinite, e não apenas na dor pós-operatória.
  • Dados detalhados do mecanismo de ação e análise da ligação mecanística com a doença tendínea.
  • Advertências e contraindicações oficiais obtidas da bula (ANVISA), pendência que bloqueia a triagem de segurança.
  • Avaliação da viabilidade regulatória, já que o fármaco não tem registro no Brasil.

Outras indicações previstas (resumo)

Os dados compilados incluem outras indicações previstas. A mais avançada é a enxaqueca (migraine disorder), com pontuação de 99,47% e nível L2. Há um ensaio de Fase 3 retirado (NCT00447369) e ensaios randomizados pediátricos pequenos, comparando a pregabalina com valproato e propranolol. A recomendação é tratá-la como questão de pesquisa, pois não há evidência confirmatória de Fase 3. As demais indicações (miosite granulomatosa idiopática, miosite fibrosa, miosite por corpos de inclusão e enxaqueca com aura do tronco encefálico) têm apenas previsão do modelo ou estudos pré-clínicos (L4–L5) e permanecem em Hold.

Aviso de isenção de responsabilidade

Este conteúdo é apenas para fins de pesquisa e não constitui aconselhamento médico. É necessária validação clínica antes de qualquer aplicação clínica.



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