Isoniazid

Nível de evidência: L4 Indicações previstas: 1

Índice

  1. Isoniazid
    1. Relatório de avaliação farmacêutica
  2. Isoniazida: Da tuberculose à conjuntivite
    1. Resumo em Uma Frase
    2. Visão Geral Rápida
    3. Por que Esta Previsão é Razoável?
    4. Evidências de Ensaios Clínicos
    5. Evidências da Literatura
    6. Informações de Comercialização no Brasil
    7. Considerações de Segurança
    8. Conclusão e Próximos Passos
    9. Aviso de isenção de responsabilidade

Relatório de avaliação farmacêutica

Isoniazida: Da tuberculose à conjuntivite

Resumo em Uma Frase

Isoniazida é um fármaco antituberculoso (tuberculostático), originalmente usado no tratamento da tuberculose. O modelo TxGNN prevê que pode ser eficaz para Conjuntivite (Conjunctivitis), mas atualmente há 0 ensaios clínicos e apenas 12 publicações (em sua maioria relatos de caso e revisões, com relevância indireta) associadas a esta direção.

Visão Geral Rápida

Item Conteúdo
Indicação Original Tuberculostáticos (tratamento da tuberculose)
Nova Indicação Prevista Conjuntivite (Conjunctivitis)
Pontuação de Previsão TxGNN 99,36%
Nível de Evidência L4
Situação no Mercado Brasileiro ✗ Apenas registros cancelados
Número de Registros 6
Decisão Recomendada Hold

Por que Esta Previsão é Razoável?

Atualmente, não há dados detalhados sobre o mecanismo de ação. Segundo informações conhecidas, a isoniazida é um fármaco antituberculoso, sua eficácia contra a tuberculose é consolidada, e mecanisticamente pode ser aplicável a quadros oculares desencadeados por infecção micobacteriana.

A ligação com a conjuntivite é estreita e indireta. A ceratoconjuntivite flictenular é uma reação de hipersensibilidade a antígenos micobacterianos (por exemplo, da tuberculose). Tratar a infecção tuberculosa de base, ou fazer profilaxia em populações de alto risco, pode reduzir a doença ocular. Trata-se de atuar sobre o gatilho infeccioso ou imunológico, e não de um efeito anticonjuntivite direto.

A pontuação elevada do TxGNN (99,36%) é uma previsão computacional e não é sustentada por ensaios clínicos diretos. A isoniazida também aparece em uma revisão entre os fármacos sistêmicos com efeitos adversos oculares. Vários artigos sobre artrite reativa associada ao BCG citam conjuntivite como parte da síndrome e mencionam a isoniazida apenas no tratamento da artropatia, o que não sustenta uma indicação para conjuntivite.

Evidências de Ensaios Clínicos

Atualmente não há ensaios clínicos relacionados registrados.

Evidências da Literatura

Não há ensaios randomizados entre as publicações. Estão listadas abaixo as mais pertinentes, priorizando as diretamente ligadas à tuberculose ocular.

PMID Ano Tipo Periódico Principais Achados
14253168 1965 Coorte/profilaxia Am Rev Respir Dis Profilaxia com isoniazida para ceratoconjuntivite flictenular em esquimós do sudoeste do Alasca (sem resumo disponível)
33607832 2021 Relato de caso Medicine Ceratoconjuntivite flictenular associada a tuberculose sinonasal primária em paciente pediátrico; a tuberculose é causa comum em áreas endêmicas
14089390 1964 Relato de caso Arch Ophthalmol Tuberculose primária da conjuntiva
10641112 1999 Série de casos Oftalmologia (Bucareste) 28 casos de ceratoconjuntivite tuberculosa, 13 em crianças com tuberculose primária, todos com teste tuberculínico positivo
5103251 1971 Não classificado Ann Oculist Uso de isoniazida no tratamento local da tuberculose ocular (sem resumo disponível)
1363080 1992 Revisão Optom Clin Efeitos adversos oculares de fármacos sistêmicos; conjuntivite associada a diversos fármacos
10084171 1999 Relato de caso Rev Rhum Artropatia refratária pós-BCG intravesical tratada com isoniazida (não trata conjuntivite)
10084173 1999 Relato de caso/revisão Rev Rhum Poliartrite após BCG intravesical; revisão de 26 casos
12226788 2002 Relato de caso Dtsch Med Wochenschr Artrite reativa crônica com conjuntivite após BCG
8136810 1993 Série de casos Rev Rhum Poliartrite em 4 pacientes tratados com BCG intravesical

Informações de Comercialização no Brasil

Todos os registros encontrados estão cancelados; não há registro válido atualmente.

Número de Registro Nome Comercial Forma Farmacêutica Indicação Aprovada
Registro nº 110390106 FURP-ISONIAZIDA Não informada Tuberculostáticos
Registro nº 112330036 LAQFA-ISONIAZIDA Não informada Tuberculostáticos
Registro nº 110630073 FARMANGUINHOS - ISONIAZIDA Não informada Tuberculostáticos
Registro nº 126250029 LFM - ISONIAZIDA Não informada Tuberculostáticos
Registro nº 110630139 FARMANGUINHOS ISONIAZIDA + RIFAMPICINA Não informada Tuberculostáticos

Considerações de Segurança

  • Contraindicações e condições de risco (grafo de conhecimento do TxGNN, não texto de bula): insuficiência hepática (incluindo aguda), doença hepática, hepatite, porfiria (incluindo hereditária e distúrbios do metabolismo da porfirina), doença da vesícula biliar, diabetes mellitus, cetoacidose diabética, gota, doença do sistema nervoso periférico/neuropatia periférica, abuso/dependência de substâncias e acetilação lenta.
  • Interações medicamentosas: foram identificadas 242 interações. Entre as listadas, a maioria é de gravidade moderada, com destaque para antidiabéticos (acarbose, metformina, pioglitazona, alogliptina, canagliflozina, dapagliflozina, clorpropamida, albiglutida), metronidazol, budesonida, alosetrona e análogos da vitamina D (colecalciferol, calcifediol, calcitriol). Corticoides como hidrocortisona, triamcinolona, dexametasona e betametasona têm interação leve.

Para advertências e contraindicações da bula, consulte o documento oficial.

Conclusão e Próximos Passos

Decisão: Hold

Justificativa:

  • A previsão se baseia sobretudo na pontuação computacional; não há ensaios clínicos, e a literatura trata de conjuntivite ligada à tuberculose (tratando a infecção de base), não de efeito direto sobre a conjuntivite em geral. Além disso, todos os registros no Brasil estão cancelados.

Para prosseguir, é necessário:

  • Dados do mecanismo de ação da isoniazida
  • Bula da ANVISA com advertências e contraindicações
  • Definir se a indicação-alvo é limitada à conjuntivite de origem tuberculosa (ceratoconjuntivite flictenular) e avaliar estudos específicos nessa população
  • Avaliar a via de administração (sistêmica ou ocular) e a compatibilidade com a nova indicação
  • Revisar o perfil de hepatotoxicidade e neuropatia frente ao benefício esperado em uma condição geralmente leve

    Aviso de isenção de responsabilidade

Este conteúdo é apenas para fins de pesquisa e não constitui aconselhamento médico. É necessária validação clínica antes de qualquer aplicação clínica.



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