Enalaprilat

Nível de evidência: L5 Indicações previstas: 1

Índice

  1. Enalaprilat
    1. Relatório de avaliação farmacêutica
  2. Enalaprilato: De anti-hipertensivo para glaucoma hereditário primário
    1. Resumo em Uma Frase
    2. Visão Geral Rápida
    3. Por que Esta Previsão é Razoável?
    4. Evidências de Ensaios Clínicos
    5. Evidências da Literatura
    6. Informações de Comercialização no Brasil
    7. Considerações de Segurança
    8. Conclusão e Próximos Passos
    9. Aviso de isenção de responsabilidade

Relatório de avaliação farmacêutica

Enalaprilato: De anti-hipertensivo para glaucoma hereditário primário

Resumo em Uma Frase

Enalaprilato é um inibidor da enzima conversora de angiotensina (ECA), originalmente registrado no Brasil como anti-hipertensivo (marca RENITEC). O modelo TxGNN prevê que pode ser eficaz para Glaucoma Hereditário Primário (Primary Hereditary Glaucoma), mas atualmente há 0 ensaios clínicos e 0 publicações apoiando esta direção; a previsão se baseia apenas na pontuação do modelo.

Visão Geral Rápida

Item Conteúdo
Indicação Original Anti-hipertensivos
Nova Indicação Prevista Glaucoma Hereditário Primário (Primary Hereditary Glaucoma)
Pontuação de Previsão TxGNN 99,09%
Nível de Evidência L5
Situação no Mercado Brasileiro Apenas registros cancelados
Número de Registros 1
Decisão Recomendada Hold

Por que Esta Previsão é Razoável?

Atualmente, não há dados detalhados sobre o mecanismo de ação no material compilado. Segundo informações conhecidas, o enalaprilato é um inibidor da ECA (a enzima conversora de angiotensina, alvo ACE) e é a forma ativa do enalapril, usado para tratar hipertensão. Ao inibir a ECA, reduz a formação de angiotensina II.

Existem componentes do sistema renina-angiotensina em tecidos oculares, e já se propôs que a inibição da ECA possa influenciar a dinâmica do humor aquoso e a pressão intraocular. Esse é o único elo mecanístico plausível entre a indicação original (hipertensão) e a nova (glaucoma).

Esse vínculo, porém, é especulativo. O glaucoma hereditário primário (congênito/do desenvolvimento) costuma decorrer de anomalias genéticas do ângulo da câmara anterior (por exemplo, variantes em CYP1B1 e MYOC), e não de um mecanismo ligado à hipertensão arterial. Além disso, o enalaprilato é uma formulação intravenosa, o que torna duvidosa sua adequação ao uso ocular crônico. A previsão, portanto, deve ser tratada como hipótese a validar, não como achado.

Evidências de Ensaios Clínicos

Atualmente não há ensaios clínicos relacionados registrados.

Evidências da Literatura

Atualmente não há literatura relacionada.

Informações de Comercialização no Brasil

Número de Registro Nome Comercial Forma Farmacêutica Indicação Aprovada
Registro nº 100290031 (cancelado) RENITEC Não informada Anti-hipertensivos

Considerações de Segurança

  • Contraindicações (associações no grafo de conhecimento, não texto de bula): o grafo de conhecimento do TxGNN (PrimeKG) registra contraindicação com angioedema em suas diversas formas: angioedema, angioedema adquirido, angioedema induzido por bloqueadores do sistema renina-angiotensina-aldosterona, angioedema não histaminérgico, angioedema hereditário e angioedema hereditário com deficiência de C1-inibidor.
  • Interações Medicamentosas: foi registrada 1 entrada, de natureza farmacológica e não de interação entre fármacos: o alvo ECA (gene ACE), que é o próprio mecanismo do enalaprilato. Não há dados suficientes para avaliar a segurança nesta nova indicação.

Para as demais informações de segurança, consulte a bula.

Conclusão e Próximos Passos

Decisão: Hold

Justificativa:

  • A única sustentação é a alta pontuação do modelo (99,09%), sem nenhum ensaio clínico ou publicação. O mecanismo é especulativo e pouco conectado às causas genéticas do glaucoma hereditário primário. Além disso, o produto está com registro cancelado no Brasil e é de uso intravenoso.

Para prosseguir, é necessário:

  • Obter dados do mecanismo de ação (por exemplo, via DrugBank) e avaliar a relevância do sistema renina-angiotensina ocular no glaucoma hereditário.
  • Realizar estudos pré-clínicos e revisão da literatura sobre inibidores da ECA e pressão intraocular.
  • Obter e analisar a bula na ANVISA (advertências e contraindicações), pois esses dados ainda não estão disponíveis.
  • Avaliar a viabilidade de via de administração e formulação adequadas ao uso ocular, já que o enalaprilato é intravenoso.
  • Considerar o risco de angioedema, contraindicação registrada no grafo de conhecimento.
  • Esclarecer a situação regulatória, dado que o único registro no Brasil está cancelado.

    Aviso de isenção de responsabilidade

Este conteúdo é apenas para fins de pesquisa e não constitui aconselhamento médico. É necessária validação clínica antes de qualquer aplicação clínica.



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