Cefalotin

Nível de evidência: L4 Indicações previstas: 8

Índice

  1. Cefalotin
    1. Relatório de avaliação farmacêutica
  2. Cefalotina: Da antibioticoterapia sistêmica à uretrite gonocócica
    1. Resumo em Uma Frase
    2. Visão Geral Rápida
    3. Por que Esta Previsão é Razoável?
    4. Informações de Comercialização no Brasil
    5. Considerações de Segurança
    6. Conclusão e Próximos Passos
    7. Aviso de isenção de responsabilidade

Relatório de avaliação farmacêutica

Cefalotina: Da antibioticoterapia sistêmica à uretrite gonocócica

Resumo em Uma Frase

Cefalotina (cefalotina sódica) é uma cefalosporina de primeira geração, registrada na ANVISA como antibiótico sistêmico, usada originalmente no tratamento de infecções bacterianas. O modelo TxGNN prevê que pode ser eficaz para uretrite gonocócica (gonococcal urethritis), mas atualmente há 0 ensaios clínicos e 0 publicações apoiando esta direção; a previsão se baseia apenas no modelo e em raciocínio indireto.

Visão Geral Rápida

Item Conteúdo
Indicação Original Cefalosporinas / antibióticos sistêmicos simples
Nova Indicação Prevista Uretrite gonocócica (Gonococcal urethritis)
Pontuação de Previsão TxGNN 99,25%
Nível de Evidência L4
Situação no Mercado Brasileiro ✗ Apenas registros cancelados
Número de Registros 9 (todos cancelados)
Decisão Recomendada Hold

Por que Esta Previsão é Razoável?

Atualmente, não há dados detalhados sobre o mecanismo de ação nos dados compilados. Segundo informações conhecidas, a cefalotina é uma cefalosporina de primeira geração que inibe a síntese da parede celular bacteriana ao se ligar às proteínas ligadoras de penicilina (PBP). Sua eficácia em infecções bacterianas, sobretudo por Gram-positivos, é reconhecida, e mecanisticamente poderia ser aplicável a outras infecções bacterianas.

A uretrite gonocócica é uma infecção bacteriana, o que explica a pontuação alta do TxGNN como associação de classe antibacteriana. Contudo, as cefalosporinas de primeira geração têm atividade limitada contra Neisseria gonorrhoeae, e as diretrizes atuais se baseiam em cefalosporinas de terceira geração, como a ceftriaxona.

Além disso, o produto está cancelado no mercado brasileiro e é de uso exclusivamente parenteral. A previsão deve ser tratada como hipótese, sem suporte clínico direto.

Outras indicações previstas (todas sem ensaios clínicos ou literatura):

Posição Indicação Pontuação Nível Comentário
2 Uretrite por Ureaplasma 99,25% L5 Ureaplasma não possui parede celular; beta-lactâmicos são mecanisticamente ineficazes
3 Bronquite 99,25% L4 Maioria é viral; antibiótico só seria plausível em casos bacterianos
4 Síndrome de hiperviscosidade policlonal 99,16% L5 Sem vínculo mecanístico plausível; provável artefato do grafo
5 Hiperamilasemia 99,16% L5 Achado laboratorial sem relação com a ação antibacteriana
6 Doença inflamatória uterina 99,11% L4 Racional indireto (profilaxia cirúrgica); cobertura anaeróbica limitada
7 Pielonefrite xantogranulomatosa 99,09% L4 Tratamento é tipicamente cirúrgico; atividade limitada contra Gram-negativos
8 Analbuminemia congênita 99,01% L5 Doença genética; sem mecanismo plausível

Informações de Comercialização no Brasil

Todos os 9 registros encontrados estão cancelados; não há registro válido atualmente.

Número de Registro Nome Comercial Forma Farmacêutica Indicação Aprovada
Registro 116370100 Cefalotina Sódica Não informada Cefalosporinas
Registro 100410215 Cefalotina Sódica Não informada Cefalosporinas
Registro 104970176 Cefalotil Não informada Antibióticos sistêmicos simples
Registro 174200013 Cefalotina Sódica Não informada Cefalosporinas
Registro 100630084 Kefalomax Não informada Cefalosporinas

Há ainda outros 4 registros cancelados (Cefariston, Cefalotina Sódica ×2 e Keflin Neutro).

Considerações de Segurança

  • Interações Medicamentosas: foram identificadas 12 interações de gravidade moderada (base DDInter):
    • Aminoglicosídeos: canamicina, neomicina, estreptomicina, amicacina (incluindo a forma lipossomal) e gentamicina.
    • Outros: ácido picossulfúrico, varfarina, cloranfenicol, etinilestradiol, ácido micofenólico e pemetrexede.
  • Transportadores: a cefalotina inibe o transportador de ânions orgânicos OAT3 (SLC22A8) e interage com o OAT4 (SLC22A11), o que pode alterar a eliminação renal de outros fármacos.

Para advertências e contraindicações, consulte a bula.

Conclusão e Próximos Passos

Decisão: Hold

Justificativa:

  • Não há ensaios clínicos nem literatura apoiando a previsão; a evidência é apenas indireta (L4).
  • O fármaco tem atividade limitada contra N. gonorrhoeae, existem alternativas padrão (ceftriaxona) e todos os registros no Brasil estão cancelados.

Para prosseguir, é necessário:

  • Dados de mecanismo de ação (MOA) e do perfil de sensibilidade de N. gonorrhoeae à cefalotina.
  • Bula da ANVISA com advertências e contraindicações, para triagem de segurança.
  • Estudos in vitro ou clínicos que mostrem vantagem sobre os tratamentos atuais.
  • Avaliação da viabilidade regulatória, dado que não há registro válido no Brasil.

    Aviso de isenção de responsabilidade

Este conteúdo é apenas para fins de pesquisa e não constitui aconselhamento médico. É necessária validação clínica antes de qualquer aplicação clínica.



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