Alprostadil

Nível de evidência: L4 Indicações previstas: 10

Índice

  1. Alprostadil
    1. Relatório de avaliação farmacêutica
  2. Alprostadil: Da disfunção erétil e cardiopatias congênitas ducto-dependentes à malformação aórtica
    1. Resumo em Uma Frase
    2. Visão Geral Rápida
    3. Por que Esta Previsão é Razoável?
    4. Evidências de Ensaios Clínicos
    5. Evidências da Literatura
    6. Considerações de Segurança
    7. Conclusão e Próximos Passos
    8. Aviso de isenção de responsabilidade

Relatório de avaliação farmacêutica

Alprostadil: Da disfunção erétil e cardiopatias congênitas ducto-dependentes à malformação aórtica

Resumo em Uma Frase

Alprostadil (prostaglandina E1) é usado originalmente no tratamento da disfunção erétil e na manutenção da patência do canal arterial em cardiopatias congênitas, como atresia tricúspide e coarctação da aorta. O modelo TxGNN prevê que pode ser eficaz para malformação aórtica (Aortic Malformation), mas, até o momento, há 0 ensaios clínicos e 8 publicações (apenas 1 ensaio randomizado, sobre outro desfecho) associadas a esta direção.

Visão Geral Rápida

Item Conteúdo
Indicação Original Disfunção erétil, disfunção sexual psicológica (dispareunia), ejaculação precoce, atresia tricúspide, coarctação da aorta, tetralogia de Fallot, entre outras (conforme o grafo de conhecimento; não há registro no Brasil)
Nova Indicação Prevista Malformação aórtica (Aortic Malformation)
Pontuação de Previsão TxGNN 99,98%
Nível de Evidência L4
Situação no Mercado Brasileiro Não comercializado
Número de Registros 0
Decisão Recomendada Hold

Por que Esta Previsão é Razoável?

Atualmente, não há dados detalhados sobre o mecanismo de ação nos dados compilados para este relatório. Segundo informações conhecidas, o alprostadil (PGE1) relaxa a musculatura lisa do canal arterial, mantendo-o aberto. Essa é a base do uso em lesões cardíacas congênitas ducto-dependentes, nas quais a circulação pulmonar ou sistêmica depende da persistência do canal.

A relação com a indicação original é muito estreita: coarctação da aorta e coarctação atípica já constam entre as indicações originais, e a interrupção do arco aórtico segue a mesma lógica fisiológica. Assim, a previsão do TxGNN reflete em grande parte um uso já estabelecido, e não uma oportunidade realmente nova de reposicionamento.

A literatura também sugere efeitos anti-inflamatórios e protetores de órgãos do PGE1 (por exemplo, após circulação extracorpórea), mas estes não são específicos da malformação aórtica.

Evidências de Ensaios Clínicos

Atualmente não há ensaios clínicos relacionados registrados.

Evidências da Literatura

PMID Ano Tipo Periódico Principais Achados
19080093 2008 RCT Zhonghua Yi Xue Za Zhi Avaliou alprostadil e ulinastatina sobre a resposta inflamatória e a lesão pulmonar após circulação extracorpórea em crianças com cardiopatia congênita (efeito perioperatório, indireto)
6763200 1982 Coorte Pharmacotherapy Avaliação do alprostadil no manejo de cardiopatia congênita no lactente: dilata o canal arterial e aumenta o fluxo sanguíneo pulmonar
15362549 2004 Revisão Kyobu Geka Transposição das grandes artérias: o canal deve ser mantido aberto com alprostadil para evitar deterioração do ventrículo esquerdo
41167776 2025 Coorte Zhonghua Fu Chan Ke Za Zhi Via e momento do parto em 123 fetos com cardiopatia congênita complexa (evidência indireta)
42469655 2026 Coorte BMC Pregnancy Childbirth Manejo integrado gestacional e perinatal de cardiopatia congênita fetal complexa (evidência indireta)
30184041 2018 Relato de caso Braz J Cardiovasc Surg Janela aortopulmonar complexa: milrinona e alprostadil usados antes da cirurgia para reduzir a pressão pulmonar elevada
19068708 2008 Relato de caso Kyobu Geka Neonato com interrupção do arco aórtico tipo B, mantido com alprostadil e submetido a reparo em estágio único e hemodiafiltração contínua, com sobrevivência
20029353 2009 Pré-clínico (animal) Minerva Chir Alprostadil atenuou a lesão de isquemia e reperfusão do músculo esquelético em ratos (não específico)

Considerações de Segurança

  • Contraindicações (segundo o grafo de conhecimento, não texto de bula): síndrome do desconforto respiratório do recém-nascido e do adulto, doenças pulmonares, hipotensão, doenças da coagulação, anemia falciforme e outras hemoglobinopatias, persistência hereditária de hemoglobina fetal, mieloma múltiplo, leucemias (linfoide, linfoblástica aguda e mieloide), policitemia, trombocitose, estenose pilórica, priapismo, estenose uretral, doença de Peyronie e fibromatose peniana, balanite, balanopostite, balanite xerótica obliterante e uretrite.
  • Eventos adversos descritos na literatura: uso prolongado de PGE1 em neonato associado a hiperplasia foveolar antral e estenose pilórica hipertrófica (PMID 23521358) e síndrome pseudo-Bartter (PMID 12811550).
  • Interações medicamentosas: foram identificadas 59 interações. As de gravidade moderada incluem canagliflozina, dapagliflozina, empagliflozina, ertugliflozina, lorcaserina e sapropterina. Outras, de gravidade não classificada, incluem pantoprazol, morfina, metformina, omeprazol, rosiglitazona, lansoprazol, vancomicina, atropina, prednisona, sinvastatina, anfotericina B, cloreto de potássio, prednisolona e ranitidina.

Como não há dados de bula da ANVISA, consulte a bula do produto utilizado para informações de segurança completas.

Conclusão e Próximos Passos

Decisão: Hold

Justificativa: A previsão para malformação aórtica reflete em grande parte um uso já estabelecido (coarctação da aorta e interrupção do arco aórtico, mantendo o canal pérvio), e não um reposicionamento novo. Não há ensaios clínicos, o produto não está registrado no Brasil e faltam dados de bula e de mecanismo de ação.

Para prosseguir, é necessário:

  • Obter e analisar a bula aprovada pela ANVISA (advertências e contraindicações), pois a ausência desses dados impede a triagem de segurança.
  • Complementar os dados detalhados de mecanismo de ação (MOA) a partir do DrugBank.
  • Verificar se a indicação prevista é, na prática, apenas uma extensão de indicações já existentes (coarctação e atresia tricúspide), definindo se há valor de reposicionamento.
  • Esclarecer a via regulatória e a disponibilidade no Brasil, já que não há registro vigente.
  • Considerar plano de monitoramento de segurança para neonatos (apneia, estenose pilórica, distúrbios eletrolíticos) em caso de uso prolongado.

Observação sobre as demais previsões: as outras indicações previstas (estenose tricúspide congênita, displasia valvar congênita, agenesia da valva tricúspide, valva tricúspide em cavalgamento, prolapso da valva tricúspide, anomalia do aparelho subvalvar tricúspide, ventrículo direito de dupla saída com heterotaxia, defeito do septo cardíaco e bócio endêmico) têm evidência apenas de previsão (L5) ou indireta (defeito do septo cardíaco, L4), e permanecem em Hold. O bócio endêmico e o prolapso da valva tricúspide não têm base mecanística plausível, e a pontuação provavelmente é um artefato do grafo.

Aviso de isenção de responsabilidade

Este conteúdo é apenas para fins de pesquisa e não constitui aconselhamento médico. É necessária validação clínica antes de qualquer aplicação clínica.



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