Zinc Sulfate

Nível de evidência: L3 Indicações previstas: 4

Índice

  1. Zinc Sulfate
    1. Relatório de avaliação farmacêutica
  2. Sulfato de Zinco: De suplemento mineral e descongestionante oftálmico para faringite
    1. Resumo em Uma Frase
    2. Visão Geral Rápida
    3. Por que Esta Previsão é Razoável?
    4. Evidências de Ensaios Clínicos
    5. Evidências da Literatura
    6. Informações de Comercialização no Brasil
    7. Considerações de Segurança
    8. Conclusão e Próximos Passos
      1. Observação sobre as demais previsões
    9. Aviso de isenção de responsabilidade

Relatório de avaliação farmacêutica

Sulfato de Zinco: De suplemento mineral e descongestionante oftálmico para faringite

Resumo em Uma Frase

O sulfato de zinco foi registrado no Brasil como suplemento mineral e como medicamento de ação oftálmica (descongestionante oftálmico). O modelo TxGNN prevê que pode ser eficaz para Faringite (Pharyngitis), atualmente com 1 ensaio clínico e 2 publicações apoiando esta direção, ambos de relevância apenas indireta.

Visão Geral Rápida

Item Conteúdo
Indicação Original Outros suplementos minerais, exceto de ferro e para reidratação
Nova Indicação Prevista Faringite (Pharyngitis)
Pontuação de Previsão TxGNN 99,85%
Nível de Evidência L3
Situação no Mercado Brasileiro Apenas registros cancelados
Número de Registros 3 (todos cancelados)
Decisão Recomendada Hold

Por que Esta Previsão é Razoável?

Atualmente, não há dados detalhados sobre o mecanismo de ação. Segundo informações conhecidas, o sulfato de zinco é um sal mineral usado como suplemento e em colírios, e mecanisticamente pode ser aplicável a quadros de irritação da mucosa da garganta.

O zinco, quando liberado localmente (por exemplo, em pastilhas), pode reduzir a inflamação da mucosa, favorecer o reparo do epitélio e modular a resposta imune local, além de influenciar a função sensorial e o paladar. Esses efeitos são plausíveis para irritação e dor de garganta.

A ligação, porém, é indireta: o único ensaio clínico avaliou dor de garganta pós-operatória (relacionada à intubação), e não faringite infecciosa. Os registros brasileiros do fármaco (suplemento e uso oftálmico) também não têm relação direta com a nova indicação.

Evidências de Ensaios Clínicos

Número do Ensaio Fase Status Participantes Principais Achados
NCT02405832 Não se aplica (NA) Concluído 87 Estudo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo sobre pastilhas orais de zinco no pré-operatório para reduzir a incidência de síndrome de dor de garganta pós-operatória. Desenho controlado, mas população pós-intubação, não faringite infecciosa.

Evidências da Literatura

PMID Ano Tipo Periódico Principais Achados
23720981 2013 RCT J Med Assoc Thai Suplementação de sulfato de zinco para aliviar mucosite oral e faringite induzidas por radiação em pacientes com câncer de cabeça e pescoço.
20123362 2010 Relato/série de casos Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod Recuperação de disgeusia prolongada pós-tonsilectomia; discute o possível papel da deficiência de zinco.

Informações de Comercialização no Brasil

Número de Registro Nome Comercial Forma Farmacêutica Indicação Aprovada
Registro 117950003 (cancelado) NESH ZINCO Não informada Outros suplementos minerais, exceto de ferro e para reidratação
Registro 103700113 (cancelado) COLÍRIO TEUTO Não informada Outros medicamentos com ação no aparelho visual
Registro 102980488 (cancelado) MAXIBELL Não informada Descongestionantes oftálmicos

Considerações de Segurança

  • Contraindicações (grafo de conhecimento TxGNN, não extraídas de bula): o grafo associa o fármaco a diversas condições, entre elas hipertensão, doença renal, doença hepática, diabetes mellitus e cetoacidose diabética, doenças cardiovasculares, hipercalcemia e nefrocalcinose, nefrolitíase, hipertireoidismo/doença de Graves e glaucoma de ângulo fechado. Trata-se de sinal computacional que exige verificação na bula.
  • Interações Medicamentosas: foram identificadas 100 interações; entre as listadas, as de nível moderado incluem alendronato, risedronato, ibandronato (bisfosfonatos), tetraciclina e baloxavir marboxil. As demais listadas são de nível leve (por exemplo, corticoides como hidrocortisona, dexametasona, betametasona e triamcinolona, e imunobiológicos como abatacepte, adalimumabe e anakinra, além de azatioprina e baricitinibe).
  • Sinal de segurança específico da via nasal: a literatura associa a irrigação intranasal de sulfato de zinco à toxicidade do epitélio olfatório (anosmia). Isso é relevante caso a via de administração seja ampliada para vias aéreas superiores.

As advertências e contraindicações da bula brasileira não estavam disponíveis; consulte a bula para informações de segurança completas.

Conclusão e Próximos Passos

Decisão: Hold

Justificativa:

  • A previsão tem pontuação alta no modelo, mas as evidências são apenas indiretas (dor de garganta pós-operatória, mucosite por radiação), sem ensaio de Fase 2/3 em faringite infecciosa. Além disso, todos os registros brasileiros estão cancelados e faltam dados de bula e de mecanismo de ação, o que impede avançar na triagem de segurança.

Para prosseguir, é necessário:

  • Obter e analisar a bula na ANVISA (advertências e contraindicações).
  • Obter dados de mecanismo de ação (por exemplo, via DrugBank).
  • Realizar ensaio randomizado controlado em faringite aguda (infecciosa) com forma farmacêutica adequada (como pastilhas).
  • Definir a via de administração e a forma farmacêutica viáveis e avaliar a compatibilidade com o status regulatório atual (registros cancelados).
  • Avaliar os sinais de segurança do grafo de conhecimento e as interações de nível moderado antes de qualquer uso.

Observação sobre as demais previsões

As outras indicações previstas têm suporte ainda mais fraco e não são recomendadas para avanço: doença da cavidade nasal (L5, Hold; literatura apenas pré-clínica e sinal de toxicidade olfatória), laringofaringite aguda (L4; única evidência trata de mucosite por radioquimioterapia) e deficiência congênita de protrombina (L5, Hold; sem justificativa mecanística nem evidência).

Aviso de isenção de responsabilidade

Este conteúdo é apenas para fins de pesquisa e não constitui aconselhamento médico. É necessária validação clínica antes de qualquer aplicação clínica.



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