Vinblastine
| Nível de evidência: L3 | Indicações previstas: 10 |
Índice
Vimblastina: De antineoplásico geral a rabdomiossarcoma
Resumo em Uma Frase
Vimblastina (Vinblastine) é um alcaloide da vinca, registrado no Brasil como antineoplásico. O modelo TxGNN prevê que pode ser eficaz para Rabdomiossarcoma (Rhabdomyosarcoma), atualmente sem ensaios clínicos registrados e com 7 publicações associadas a esta direção, em sua maioria relatos de caso e estudos pré-clínicos.
Visão Geral Rápida
| Item | Conteúdo |
|---|---|
| Indicação Original | Antineoplásico |
| Nova Indicação Prevista | Rabdomiossarcoma (Rhabdomyosarcoma) |
| Pontuação de Previsão TxGNN | 99,86% |
| Nível de Evidência | L3 |
| Situação no Mercado Brasileiro | Somente registros cancelados |
| Número de Registros | 3 (todos cancelados) |
| Decisão Recomendada | Hold |
Por que Esta Previsão é Razoável?
Atualmente, não há dados detalhados sobre o mecanismo de ação na base compilada para este relatório. Segundo informações conhecidas, a vimblastina é um alcaloide da vinca que se liga à tubulina e inibe a polimerização dos microtúbulos, causando parada mitótica em células de divisão rápida.
O rabdomiossarcoma é um sarcoma pediátrico altamente proliferativo, o que torna plausível a ação de um agente antimitótico. Alcaloides da vinca (principalmente a vincristina) já fazem parte dos esquemas padrão para essa doença, de modo que a novidade do reposicionamento específico da vimblastina é limitada.
A literatura inclui um esquema metronômico pediátrico com vários fármacos (2011), um estudo de letalidade sintética entre inibidores de PLK1 e fármacos desestabilizadores de microtúbulos (2015) e relatos de caso. A contribuição isolada da vimblastina nas combinações descritas não pode ser separada.
Evidências de Ensaios Clínicos
Atualmente não há ensaios clínicos relacionados registrados.
Evidências da Literatura
| PMID | Ano | Tipo | Periódico | Principais Achados |
|---|---|---|---|---|
| 41216926 | 2026 | Coorte | Pediatric Blood & Cancer | Ensaios CWS-96 e CWS-2002P em sarcomas de partes moles não rabdomiossarcoma em crianças e adolescentes (relevância indireta) |
| 22156656 | 2011 | Estudo piloto | Oncotarget | Regime metronômico pediátrico com 4 fármacos |
| 38050209 | 2023 | Relato de caso/Revisão | Medicine | Rabdomiossarcoma perianal em adulta; resposta parcial após nivolumabe, dacarbazina, cisplatina e vimblastina, seguida de ressecção cirúrgica |
| 26024389 | 2015 | Pré-clínico | Cell Death & Differentiation | Letalidade sintética entre inibidores de PLK1 e fármacos desestabilizadores de microtúbulos em modelos de rabdomiossarcoma |
| 3329524 | 1987 | Pré-clínico/Mecanístico | Anti-Cancer Drug Design | Seletividade terapêutica dos alcaloides da vinca em xenoenxertos de rabdomiossarcoma humano em camundongos |
| 2451411 | 1987 | Relato de caso/Revisão | Hinyokika Kiyo | Rabdomiossarcoma prostático refratário em criança, com redução rápida da massa pélvica após cisplatina, vimblastina e peplomicina |
| 14328283 | 1965 | Revisão (histórica) | Br J Clin Pract | Revisão histórica da quimioterapia de tumores em crianças |
Informações de Comercialização no Brasil
| Número de Registro | Nome Comercial | Forma Farmacêutica | Indicação Aprovada |
|---|---|---|---|
| Registro nº 115410006 (cancelado) | VINATIN | Não informada | Antineoplásico |
| Registro nº 155620015 (cancelado) | VELBAN | Não informada | Antineoplásico |
| Registro nº 100330130 (cancelado) | FAULBLASTINA | Não informada | Antineoplásico |
Citotoxicidade
| Item | Conteúdo |
|---|---|
| Classificação de Citotoxicidade | Citotóxico convencional (alcaloide da vinca, inibidor de microtúbulos) |
| Risco de Mielossupressão | Alto (neutropenia é a toxicidade limitante de dose conhecida da classe; o grafo de conhecimento também associa o fármaco a neutropenia, trombocitopenia e agranulocitose) |
| Classificação de Emetogenicidade | Baixa a média |
| Itens de Monitoramento | Hemograma completo com diferencial, função hepática e renal, avaliação neurológica periférica |
| Proteção no Manuseio | Necessário seguir os regulamentos de manuseio de citotóxicos; consulte as advertências e precauções na bula |
Considerações de Segurança
- Contraindicações sinalizadas pelo grafo de conhecimento (não provenientes de bula): insuficiência hepática, trombocitopenia, neutropenia, agranulocitose, neuropatia periférica e doenças do sistema nervoso periférico, hiperbilirrubinemia (incluindo síndrome de Gilbert), doença pulmonar, isquemia miocárdica e doença arterial coronariana, doenças infecciosas (incluindo infecções fúngicas e dermatofitose), além de transtornos de ansiedade e distímico.
- Interações medicamentosas (100 interações registradas; principais):
- Maior: claritromicina.
- Moderada: aprepitanto, dexametasona, metronidazol, eliglustate, miconazol, rolapitanto, rosuvastatina, sinvastatina, tinidazol, fenilbutirato de glicerol e troglitazona.
- Menor: levofloxacino.
- Alerta da literatura: relato de íleo grave com infusão de cisplatina e vimblastina em neuroblastoma (1988).
As advertências e contraindicações da bula aprovada pela ANVISA não estavam disponíveis; consulte a bula para informações de segurança completas.
Conclusão e Próximos Passos
Decisão: Hold
Justificativa:
- A evidência é de nível L3, composta por relatos de caso, estudos pré-clínicos e um estudo piloto de combinação, sem ensaios registrados. A vincristina já ocupa o lugar dos alcaloides da vinca nos esquemas padrão de rabdomiossarcoma. Os três registros brasileiros estão cancelados, e faltam dados de segurança da bula, o que impede a triagem de segurança.
Para prosseguir, é necessário:
- Obter a bula da ANVISA (advertências e contraindicações) e os dados do mecanismo de ação.
- Realizar revisão sistemática comparando vimblastina com vincristina em rabdomiossarcoma.
- Avaliar se há interesse regulatório, já que não há registro válido no Brasil e não há formas farmacêuticas informadas.
- Definir plano de monitoramento hematológico, hepático e neurológico para populações pediátricas.
Aviso de isenção de responsabilidade
Este conteúdo é apenas para fins de pesquisa e não constitui aconselhamento médico. É necessária validação clínica antes de qualquer aplicação clínica.