Vinblastine

Nível de evidência: L3 Indicações previstas: 10

Índice

  1. Vinblastine
    1. Relatório de avaliação farmacêutica
  2. Vimblastina: De antineoplásico geral a rabdomiossarcoma
    1. Resumo em Uma Frase
    2. Visão Geral Rápida
    3. Por que Esta Previsão é Razoável?
    4. Evidências de Ensaios Clínicos
    5. Evidências da Literatura
    6. Informações de Comercialização no Brasil
    7. Citotoxicidade
    8. Considerações de Segurança
    9. Conclusão e Próximos Passos
    10. Aviso de isenção de responsabilidade

Relatório de avaliação farmacêutica

Vimblastina: De antineoplásico geral a rabdomiossarcoma

Resumo em Uma Frase

Vimblastina (Vinblastine) é um alcaloide da vinca, registrado no Brasil como antineoplásico. O modelo TxGNN prevê que pode ser eficaz para Rabdomiossarcoma (Rhabdomyosarcoma), atualmente sem ensaios clínicos registrados e com 7 publicações associadas a esta direção, em sua maioria relatos de caso e estudos pré-clínicos.

Visão Geral Rápida

Item Conteúdo
Indicação Original Antineoplásico
Nova Indicação Prevista Rabdomiossarcoma (Rhabdomyosarcoma)
Pontuação de Previsão TxGNN 99,86%
Nível de Evidência L3
Situação no Mercado Brasileiro Somente registros cancelados
Número de Registros 3 (todos cancelados)
Decisão Recomendada Hold

Por que Esta Previsão é Razoável?

Atualmente, não há dados detalhados sobre o mecanismo de ação na base compilada para este relatório. Segundo informações conhecidas, a vimblastina é um alcaloide da vinca que se liga à tubulina e inibe a polimerização dos microtúbulos, causando parada mitótica em células de divisão rápida.

O rabdomiossarcoma é um sarcoma pediátrico altamente proliferativo, o que torna plausível a ação de um agente antimitótico. Alcaloides da vinca (principalmente a vincristina) já fazem parte dos esquemas padrão para essa doença, de modo que a novidade do reposicionamento específico da vimblastina é limitada.

A literatura inclui um esquema metronômico pediátrico com vários fármacos (2011), um estudo de letalidade sintética entre inibidores de PLK1 e fármacos desestabilizadores de microtúbulos (2015) e relatos de caso. A contribuição isolada da vimblastina nas combinações descritas não pode ser separada.

Evidências de Ensaios Clínicos

Atualmente não há ensaios clínicos relacionados registrados.

Evidências da Literatura

PMID Ano Tipo Periódico Principais Achados
41216926 2026 Coorte Pediatric Blood & Cancer Ensaios CWS-96 e CWS-2002P em sarcomas de partes moles não rabdomiossarcoma em crianças e adolescentes (relevância indireta)
22156656 2011 Estudo piloto Oncotarget Regime metronômico pediátrico com 4 fármacos
38050209 2023 Relato de caso/Revisão Medicine Rabdomiossarcoma perianal em adulta; resposta parcial após nivolumabe, dacarbazina, cisplatina e vimblastina, seguida de ressecção cirúrgica
26024389 2015 Pré-clínico Cell Death & Differentiation Letalidade sintética entre inibidores de PLK1 e fármacos desestabilizadores de microtúbulos em modelos de rabdomiossarcoma
3329524 1987 Pré-clínico/Mecanístico Anti-Cancer Drug Design Seletividade terapêutica dos alcaloides da vinca em xenoenxertos de rabdomiossarcoma humano em camundongos
2451411 1987 Relato de caso/Revisão Hinyokika Kiyo Rabdomiossarcoma prostático refratário em criança, com redução rápida da massa pélvica após cisplatina, vimblastina e peplomicina
14328283 1965 Revisão (histórica) Br J Clin Pract Revisão histórica da quimioterapia de tumores em crianças

Informações de Comercialização no Brasil

Número de Registro Nome Comercial Forma Farmacêutica Indicação Aprovada
Registro nº 115410006 (cancelado) VINATIN Não informada Antineoplásico
Registro nº 155620015 (cancelado) VELBAN Não informada Antineoplásico
Registro nº 100330130 (cancelado) FAULBLASTINA Não informada Antineoplásico

Citotoxicidade

Item Conteúdo
Classificação de Citotoxicidade Citotóxico convencional (alcaloide da vinca, inibidor de microtúbulos)
Risco de Mielossupressão Alto (neutropenia é a toxicidade limitante de dose conhecida da classe; o grafo de conhecimento também associa o fármaco a neutropenia, trombocitopenia e agranulocitose)
Classificação de Emetogenicidade Baixa a média
Itens de Monitoramento Hemograma completo com diferencial, função hepática e renal, avaliação neurológica periférica
Proteção no Manuseio Necessário seguir os regulamentos de manuseio de citotóxicos; consulte as advertências e precauções na bula

Considerações de Segurança

  • Contraindicações sinalizadas pelo grafo de conhecimento (não provenientes de bula): insuficiência hepática, trombocitopenia, neutropenia, agranulocitose, neuropatia periférica e doenças do sistema nervoso periférico, hiperbilirrubinemia (incluindo síndrome de Gilbert), doença pulmonar, isquemia miocárdica e doença arterial coronariana, doenças infecciosas (incluindo infecções fúngicas e dermatofitose), além de transtornos de ansiedade e distímico.
  • Interações medicamentosas (100 interações registradas; principais):
    • Maior: claritromicina.
    • Moderada: aprepitanto, dexametasona, metronidazol, eliglustate, miconazol, rolapitanto, rosuvastatina, sinvastatina, tinidazol, fenilbutirato de glicerol e troglitazona.
    • Menor: levofloxacino.
  • Alerta da literatura: relato de íleo grave com infusão de cisplatina e vimblastina em neuroblastoma (1988).

As advertências e contraindicações da bula aprovada pela ANVISA não estavam disponíveis; consulte a bula para informações de segurança completas.

Conclusão e Próximos Passos

Decisão: Hold

Justificativa:

  • A evidência é de nível L3, composta por relatos de caso, estudos pré-clínicos e um estudo piloto de combinação, sem ensaios registrados. A vincristina já ocupa o lugar dos alcaloides da vinca nos esquemas padrão de rabdomiossarcoma. Os três registros brasileiros estão cancelados, e faltam dados de segurança da bula, o que impede a triagem de segurança.

Para prosseguir, é necessário:

  • Obter a bula da ANVISA (advertências e contraindicações) e os dados do mecanismo de ação.
  • Realizar revisão sistemática comparando vimblastina com vincristina em rabdomiossarcoma.
  • Avaliar se há interesse regulatório, já que não há registro válido no Brasil e não há formas farmacêuticas informadas.
  • Definir plano de monitoramento hematológico, hepático e neurológico para populações pediátricas.

    Aviso de isenção de responsabilidade

Este conteúdo é apenas para fins de pesquisa e não constitui aconselhamento médico. É necessária validação clínica antes de qualquer aplicação clínica.



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