Procaine

Nível de evidência: L4 Indicações previstas: 10

Índice

  1. Procaine
    1. Relatório de avaliação farmacêutica
  2. Procaína: De anestésico local a metemoglobinemia (previsão sem respaldo terapêutico)
    1. Resumo em Uma Frase
    2. Visão Geral Rápida
    3. Por que Esta Previsão é Razoável?
    4. Evidências de Ensaios Clínicos
    5. Evidências da Literatura
      1. Outras previsões do modelo (resumo)
    6. Informações de Comercialização no Brasil
    7. Considerações de Segurança
    8. Conclusão e Próximos Passos
    9. Aviso de isenção de responsabilidade

Relatório de avaliação farmacêutica

Procaína: De anestésico local a metemoglobinemia (previsão sem respaldo terapêutico)

Resumo em Uma Frase

A procaína é um anestésico local do tipo éster, registrado no Brasil para usos como anestesia local e produtos odontológicos e de orofaringe. O modelo TxGNN prevê, como principal candidata, a metemoglobinemia (methemoglobinemia). Porém, a literatura compilada descreve a procaína como causa dessa condição, e não como tratamento. Há 0 ensaios clínicos e 5 publicações (relatos de caso, revisão e estudos antigos) ligadas a essa previsão.

Visão Geral Rápida

Item Conteúdo
Indicação Original Anestésicos locais
Nova Indicação Prevista Metemoglobinemia (methemoglobinemia)
Pontuação de Previsão TxGNN 99,50%
Nível de Evidência L4
Situação no Mercado Brasileiro Apenas registros cancelados
Número de Registros 4
Decisão Recomendada Hold

Por que Esta Previsão é Razoável?

Atualmente, não há dados detalhados sobre o mecanismo de ação da procaína nos dados compilados para este relatório. Segundo informações conhecidas, ela é um anestésico local que bloqueia canais de sódio. Os dados farmacológicos associam o composto aos receptores de rianodina RyR1 e RyR2, mas sem dados de bioatividade que confirmem um alvo principal.

A previsão não parece ser razoável do ponto de vista terapêutico. A literatura indica que a procaína e outros anestésicos locais (como a lidocaína) podem provocar metemoglobinemia, provavelmente porque metabólitos de aminas aromáticas oxidam a hemoglobina. A pontuação alta do TxGNN provavelmente reflete uma associação fármaco-doença no grafo de conhecimento, e não benefício terapêutico. Trata-se de um sinal de segurança (evento adverso), não de uma oportunidade de reposicionamento.

Entre as demais previsões do modelo, a fibromialgia (99,23%) e a tendinite (99,20%) têm plausibilidade mecanística melhor, pelo uso de infiltração de anestésico local para alívio sintomático de dor. Mesmo assim, as evidências são frágeis (ver abaixo).

Evidências de Ensaios Clínicos

Atualmente não há ensaios clínicos relacionados registrados.

Evidências da Literatura

PMID Ano Tipo Periódico Principais Achados
5529388 1970 Relato de caso Acta Physiol Latino Am Metemoglobinemia causada por procaína intravenosa
14246695 1965 Relato de caso Lancet Metemoglobinemia após lidocaína (mesma classe de anestésicos)
3691245 1987 Estudo clínico Zhonghua Wai Ke Za Zhi Efeito da anestesia intravenosa com procaína sobre os níveis de metemoglobina
6705717 1984 Revisão Drugs Uso racional de anestésicos locais; revisão geral, sem foco em tratamento
5644303 1968 Estudo de transferência placentária Am J Obstet Gynecol Passagem de procaína e ácido para-aminobenzoico pela placenta humana

Nenhum desses trabalhos demonstra benefício da procaína no tratamento da metemoglobinemia.

Outras previsões do modelo (resumo)

Doença prevista Pontuação Nível Observação
Metemoglobinemia, tipo alfa 99,43% L5 Sem evidências; associação provavelmente adversa
Síndrome de Tourette 99,34% L5 Sem evidências; ligação meramente especulativa
Anafilaxia 99,29% L4 Literatura descreve reações causadas por procaína/penicilina procaína (síndrome de Hoigné), não tratamento
Deficiência de metemoglobina redutase 99,27% L5 Sem evidências; preocupação de segurança
Hipertireoidismo 99,25% L4 Relatos históricos (1940–1960), de baixa qualidade
Fibromialgia 99,23% L4 Séries de casos antigas (1951–1963) com infiltração de procaína; melhor plausibilidade, exige ECRs modernos
Tendinite 99,20% L3 Estudo de 2022 sobre terapia neural com procaína 1% em tendinopatia do supraespinhal e ensaio de 2013 sobre anestésico local vs. corticoide; aplicabilidade a verificar
Miosite fibrosa 99,18% L5 Sem evidências
Miosite granulomatosa idiopática 99,18% L5 Sem evidências; sem papel plausível

Informações de Comercialização no Brasil

Todos os registros encontrados estão cancelados.

Número de Registro Nome Comercial Forma Farmacêutica Indicação Aprovada
Registro 105700050 DORDENTE Não informada Anestésicos locais
Registro 167730344 BISMU-JET Não informada Anti-infecciosos e antissépticos tópicos para orofaringe
Registro 103420050 PASSAJÁ Não informada Produtos odontológicos
Registro 115600080 AFTINE Não informada Produtos para orofaringe

Considerações de Segurança

  • Contraindicações (base de conhecimento TxGNN/PrimeKG, não texto de bula): síndrome do QT longo (inclusive familiar), torsades de pointes, doença renal, doença hepática, doença da vesícula biliar, trombocitopenia, lúpus eritematoso sistêmico, deficiência de potássio, distúrbios hipotensivos, colite por Clostridium difficile, enterocolite necrosante perinatal, miastenia gravis e doenças da junção neuromuscular, deficiência de butirilcolinesterase, doença cardiovascular e cardíaca, bloqueio atrioventricular, agranulocitose, neutropenia e síndromes de neutropenia congênita (incluindo síndrome de Kostmann).
  • Interações medicamentosas (17 registros):
    • Maior gravidade: ácido nitroso (Major).
    • Moderadas: sulfassalazina e outros anestésicos locais (lidocaína tópica e oftálmica, benzocaína, cocaína tópica e nasal, tetracaína tópica e oftálmica, oxibuprocaína, cinchocaína).
    • Menores: laronidase, hialuronidase, doxorrubicina e doxorrubicina lipossomal.
  • Sinais de segurança da literatura: metemoglobinemia, reações anafiláticas e não alérgicas (síndrome de Hoigné, com penicilina procaína) e dermatite alérgica de contato.
  • As advertências e contraindicações da bula da ANVISA não estavam disponíveis; consulte a bula para informações de segurança completas.

Conclusão e Próximos Passos

Decisão: Hold

Justificativa:

  • A indicação com maior pontuação (metemoglobinemia) é, segundo a literatura, um efeito adverso da procaína, e não uma oportunidade terapêutica. Não há ensaios clínicos para nenhuma das indicações previstas, e os registros no Brasil estão todos cancelados.
  • Apenas fibromialgia e tendinite merecem investigação como questões de pesquisa, para alívio sintomático da dor.

Para prosseguir, é necessário:

  • Obter e analisar as advertências e contraindicações da bula na ANVISA (lacuna bloqueante para a triagem de segurança).
  • Complementar os dados de mecanismo de ação (por exemplo, via DrugBank).
  • Descartar formalmente a metemoglobinemia e indicações correlatas como alvos terapêuticos e tratá-las como alerta de segurança.
  • Se houver interesse em dor musculoesquelética, revisar sistematicamente as evidências de infiltração de procaína e planejar ensaios randomizados modernos (injeção em pontos-gatilho ou anestésicos intravenosos), verificando o desenho do estudo de terapia neural de 2022.
  • Avaliar a viabilidade regulatória, já que não há registro vigente no Brasil.

    Aviso de isenção de responsabilidade

Este conteúdo é apenas para fins de pesquisa e não constitui aconselhamento médico. É necessária validação clínica antes de qualquer aplicação clínica.



Voltar ao topo

Copyright © 2026 藥提醒科技有限公司 (yao.care). Este relatório é apenas para fins de pesquisa e não constitui aconselhamento médico.

This site uses Just the Docs, a documentation theme for Jekyll.