Potassium Iodide

Nível de evidência: L4 Indicações previstas: 10

Índice

  1. Potassium Iodide
    1. Relatório de avaliação farmacêutica
  2. Iodeto de Potássio: De expectorante/mucolítico para doença da cavidade nasal
    1. Resumo em Uma Frase
    2. Visão Geral Rápida
    3. Por que Esta Previsão é Razoável?
    4. Evidências de Ensaios Clínicos
    5. Evidências da Literatura
    6. Informações de Comercialização no Brasil
    7. Considerações de Segurança
    8. Conclusão e Próximos Passos
    9. Aviso de isenção de responsabilidade

Relatório de avaliação farmacêutica

Iodeto de Potássio: De expectorante/mucolítico para doença da cavidade nasal

Resumo em Uma Frase

O iodeto de potássio foi originalmente registrado no Brasil como expectorante e mucolítico (além de usos em nutrientes parenterais e polivitamínicos com minerais). O modelo TxGNN prevê que pode ser eficaz para doença da cavidade nasal (nasal cavity disease), atualmente com nenhum ensaio clínico e 4 publicações (relatos de caso, a maioria veterinários) apoiando esta direção.

Visão Geral Rápida

Item Conteúdo
Indicação Original Outros produtos não enquadrados em classe terapêutica específica
Nova Indicação Prevista Doença da cavidade nasal (nasal cavity disease)
Pontuação de Previsão TxGNN 99,95%
Nível de Evidência L4
Situação no Mercado Brasileiro ✗ Apenas registros cancelados
Número de Registros 11
Decisão Recomendada Hold

Por que Esta Previsão é Razoável?

Atualmente, não há dados detalhados sobre o mecanismo de ação. Segundo informações conhecidas, o iodeto de potássio é um sal de iodo usado há muito tempo como expectorante e no tratamento de certas infecções fúngicas e semelhantes a fungos, como a esporotricose e as zigomicoses (conidiobomicose e basidiobiomicose).

A relação com a nova indicação é plausível, mas restrita: a literatura recuperada descreve o uso do iodeto em doença nasal infecciosa granulomatosa ou micótica (pitiose rinofacial em ovelhas, rinite micótica em equinos, infecção nasal por Pseudallescheria boydii em cavalo e um caso humano de zigomicose nasofacial). O vínculo não se sustenta para "doença da cavidade nasal" de forma ampla.

Como as evidências são relatos de caso, em sua maioria em animais, e não há dados controlados em humanos, a previsão deve ser tratada como uma questão de pesquisa, e não como uma indicação sustentada.

Evidências de Ensaios Clínicos

Atualmente não há ensaios clínicos relacionados registrados.

Evidências da Literatura

PMID Ano Tipo Periódico Principais Achados
34902797 2022 Relato de caso (veterinário, ovinos) Journal de Mycologie Médicale Tratamento bem-sucedido com iodeto de potássio da pitiose rinofacial em ovelhas, doença importante no Brasil causada por Pythium insidiosum
39576399 2024 Relato de caso (veterinário, equino) Veterinary Research Communications Rinite micótica por Aspergillus fumigatus em égua tratada com clotrimazol tópico e iodeto de potássio oral
10976304 2000 Relato de caso (veterinário, equino) J Am Vet Med Assoc Infecção nasal por Pseudallescheria boydii em cavalo, tratada com miconazol intranasal e iodeto de sódio intravenoso
7997795 1994 Relato de caso (humano) Rev Inst Med Trop São Paulo Zigomicose nasofacial no Pará (Brasil), com resposta rápida ao iodeto de potássio

Informações de Comercialização no Brasil

Todos os 11 registros encontrados estão cancelados. Os 5 principais:

Número de Registro Nome Comercial Forma Farmacêutica Indicação Aprovada
Registro 112330050 LAQFA - Iodeto de Potássio Não informada Outros produtos não enquadrados em classe terapêutica específica
Registro 118190015 Spectolab Balsâmico Não informada Expectorantes balsâmicos e mucolítico
Registro 178170997 Benexpec Não informada Expectorantes balsâmicos e mucolítico
Registro 102351357 Secrelise Não informada Expectorantes balsâmicos e mucolítico
Registro 102351464 Multitosse Não informada Expectorantes balsâmicos e mucolítico

Considerações de Segurança

  • Condições associadas a contraindicação ou cautela (base de conhecimento do modelo, não texto de bula): hipertensão, insuficiência hepática e doença hepática, doença renal, epilepsia, doença pulmonar obstrutiva crônica, transtornos de ansiedade e neuróticos, distimia, transtornos psicóticos e esquizoafetivos, porfiria, pancreatite, doença da vesícula biliar, trombocitopenia, hipotireoidismo (incluindo mixedema e hipotireoidismo congênito), úlcera péptica, doença inflamatória intestinal, dermatite herpetiforme, diabetes mellitus e cetoacidose diabética.
  • Interações medicamentosas: foram identificadas 45 interações; as 20 listadas nos dados compilados incluem:
    • Graves: inibidores da ECA (benazepril, captopril, enalapril, lisinopril, moexipril, perindopril, quinapril), bloqueadores do receptor de angiotensina (olmesartana, valsartana, azilsartana medoxomila, losartana, telmisartana) e trimetoprima. A associação com esses fármacos tende a elevar o risco de hipercalemia.
    • Moderadas: anti-inflamatórios não esteroidais (cetorolaco, ibuprofeno, diclofenaco, oxaprozina, naproxeno), alisquireno e tolvaptana.
  • Observação: a pesquisa na literatura também recuperou relato histórico de toxicidade por iodeto (PMID 29815838) e a possibilidade de reações de hipersensibilidade; as informações de advertências e contraindicações da bula ainda não foram obtidas. Consulte a bula para informações de segurança.

Conclusão e Próximos Passos

Decisão: Hold

Justificativa:

  • Apesar da pontuação TxGNN muito alta (99,95%), as evidências se limitam a quatro relatos de caso, três deles veterinários, sem ensaios clínicos e sem dados controlados em humanos. Além disso, o iodeto de potássio não tem registro válido no Brasil (todos os 11 estão cancelados) e as informações de segurança da bula estão ausentes, o que impede avançar para a triagem de segurança.

Para prosseguir, é necessário:

  • Obter e analisar a bula na ANVISA (advertências e contraindicações), etapa que atualmente bloqueia a avaliação de segurança.
  • Obter dados de mecanismo de ação (por exemplo, via DrugBank).
  • Delimitar a indicação a micoses nasais granulomatosas específicas (zigomicose, esporotricose), em vez de "doença da cavidade nasal" em geral.
  • Buscar estudos em humanos, como séries de casos ou estudos observacionais, sobre doença nasal fúngica ou granulomatosa.
  • Avaliar a situação regulatória (registro cancelado) e a compatibilidade de via de administração e formulação.

    Aviso de isenção de responsabilidade

Este conteúdo é apenas para fins de pesquisa e não constitui aconselhamento médico. É necessária validação clínica antes de qualquer aplicação clínica.



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