Potassium Chloride

Nível de evidência: L5 Indicações previstas: 1

Índice

  1. Potassium Chloride
    1. Relatório de avaliação farmacêutica
  2. Cloreto de Potássio: De reposição hidroeletrolítica e nutrição parenteral para acidose tubular renal
    1. Resumo em Uma Frase
    2. Visão Geral Rápida
    3. Por que Esta Previsão é Razoável?
    4. Evidências de Ensaios Clínicos
    5. Evidências da Literatura
    6. Informações de Comercialização no Brasil
    7. Considerações de Segurança
    8. Conclusão e Próximos Passos
    9. Aviso de isenção de responsabilidade

Relatório de avaliação farmacêutica

Cloreto de Potássio: De reposição hidroeletrolítica e nutrição parenteral para acidose tubular renal

Resumo em Uma Frase

Cloreto de potássio é um eletrólito originalmente usado na reposição hidroeletrolítica e na nutrição parenteral. O modelo TxGNN prevê que pode ser eficaz para Acidose Tubular Renal (Renal Tubular Acidosis), mas atualmente há 0 ensaios clínicos e apenas literatura de baixa força (relatos de caso, revisões e estudos observacionais) apoiando esta direção.

Visão Geral Rápida

Item Conteúdo
Indicação Original Reposição hidroeletrolítica e alimentação parenteral
Nova Indicação Prevista Acidose Tubular Renal (Renal Tubular Acidosis)
Pontuação de Previsão TxGNN 99,87%
Nível de Evidência L5 (nenhum ensaio clínico; a literatura disponível é composta por relatos de caso, revisões e estudos observacionais, sem estudos que testem o fármaco na doença)
Situação no Mercado Brasileiro ✗ Apenas registros cancelados
Número de Registros 20 (todos cancelados)
Decisão Recomendada Hold

Por que Esta Previsão é Razoável?

Atualmente, não há dados detalhados sobre o mecanismo de ação. Segundo informações conhecidas, o cloreto de potássio é um sal de reposição de potássio, e sua eficácia na correção da hipopotassemia (baixo nível de potássio no sangue) está bem estabelecida.

Na acidose tubular renal distal (tipo 1), a secreção de H⁺ pelo túbulo distal é prejudicada, o que provoca perda urinária de potássio e hipopotassemia. Isso pode causar paralisia periódica e risco de arritmias. A reposição de potássio corrige essa consequência da doença, mas não trata o defeito tubular subjacente.

O tratamento principal da doença é a terapia alcalinizante (bicarbonato ou citrato, frequentemente na forma de citrato de potássio). O cloreto de potássio seria, portanto, um tratamento adjuvante, com papel principalmente quando o citrato de potássio não é adequado ou a hipopotassemia persiste. A pontuação muito alta do TxGNN provavelmente reflete a associação conhecida entre hipopotassemia e acidose tubular renal e a classe de reposição eletrolítica do fármaco; trata-se de uma previsão computacional, não de validação clínica. Atenção: em formas com hiperpotassemia (tipo 4), o cloreto de potássio seria contraindicado ou perigoso.

Evidências de Ensaios Clínicos

Atualmente não há ensaios clínicos relacionados registrados.

Evidências da Literatura

Foram selecionadas as publicações mais relevantes. Não há ensaios clínicos randomizados; os achados abaixo são descritivos.

PMID Ano Tipo Periódico Principais Achados
786013 1976 Revisão Am J Med Sci Causas, consequências e correção da hipopotassemia; perda urinária de potássio sugere desperdício inadequado
6277192 1982 Revisão Am J Med Revisão dos distúrbios da função do néfron distal
38445406 2023 Estudo de coorte/genético Tunis Med Correlação genótipo-fenótipo na acidose tubular renal distal; acidose hiperclorêmica, hipopotassemia e nefrocalcinose
10213645 1999 Coorte/observacional Am J Kidney Dis Acidose metabólica na insuficiência renal avançada, comparando pacientes diabéticos e não diabéticos
34748193 2022 Relato de caso J Nephrol Acidose tubular renal distal e paralisia periódica hipopotassêmica na gestação
40288831 2025 Relato de caso com revisão Nefrologia Acidose tubular renal primária na gestação e prognóstico perinatal
37727491 2023 Relato de caso World J Clin Cases Acidose tubular renal distal incompleta descoberta na gestação
34595212 2021 Relato de caso Case Rep Nephrol Dial ATR tipo I com hipopotassemia grave (1,6 mEq/L) associada a Sjögren/lúpus; tratada com infusão de cloreto de potássio
40654398 2024 Relato de caso JNMA Síndrome de Sjögren manifestada por hipopotassemia grave com acidose; tratada com cloreto de potássio intravenoso
1468597 1992 Relato de caso Nihon Naibunpi Gakkai Zasshi Tireoidite de Hashimoto com ATR distal e Sjögren; paciente recebeu cloreto de potássio oral por hipopotassemia

Informações de Comercialização no Brasil

Todos os registros encontrados estão cancelados (principais 5 de 20).

Número de Registro Nome Comercial Forma Farmacêutica Indicação Aprovada
Registro nº 117720007 Solução de Cloreto de Potássio Não informada Reposição hidroeletrolítica e alimentação parenteral
Registro nº 155920001 Cloreto de Potássio Não informada Reposição hidroeletrolítica e alimentação parenteral
Registro nº 125680032 Ionclor Não informada Eletrólitos simples
Registro nº 116880036 Cloreto de Potássio 19,1% Não informada Reposição hidroeletrolítica e alimentação parenteral
Registro nº 104971470 Slow-K Não informada Eletrólitos simples

Considerações de Segurança

  • Contraindicações associadas segundo o grafo de conhecimento (não extraídas da bula): hipertensão, epilepsia, doença pulmonar obstrutiva crônica, úlcera gástrica e péptica, doença renal, anúria, pancreatite, doença hepática, doença da vesícula biliar, insuficiência cardíaca congestiva, doença cardíaca/cardiovascular, doença arterial coronariana, hipercalcemia, nefrocalcinose, sarcoidose, hiperplasia prostática benigna, anemia falciforme, hemocromatose hereditária, hemossiderose, doença de Wilson, entre outras.
  • Interações medicamentosas (100 interações identificadas; exemplos):
    • Graves: amilorida, benazepril, olmesartana, valsartana, azilsartana (risco de hiperpotassemia com poupadores de potássio, IECA e BRA); anti-histamínicos e anticolinérgicos (clorfeniramina, acrivastina, bronfeniramina, fenil-toloxamina, atropina, hioscina, homatropina, benzatropina, biperideno, glicopirrônio); amitriptilina.
    • Moderadas: cetorolaco, ibuprofeno, alisquireno.
    • Leve: cianocobalamina.
  • Alerta específico: nas formas de acidose tubular renal com hiperpotassemia (tipo 4), o cloreto de potássio seria perigoso.

Conclusão e Próximos Passos

Decisão: Hold

Justificativa:

  • A previsão é plausível como terapia adjuvante da hipopotassemia associada à ATR distal, mas não há ensaios clínicos nem estudos controlados; a literatura se resume a relatos de caso e revisões. Além disso, o fármaco não trata o defeito subjacente, e todos os registros no Brasil estão cancelados.

Para prosseguir, é necessário:

  • Obter e analisar a bula na ANVISA (advertências e contraindicações), pois a segurança ainda não pôde ser triada de forma adequada.
  • Complementar os dados de mecanismo de ação (por exemplo, via DrugBank).
  • Definir o papel do fármaco em relação ao citrato de potássio e ao bicarbonato, com revisão sistemática ou estudos comparativos.
  • Delimitar os subtipos de ATR elegíveis (excluindo tipo 4 e hiperpotassemia) e um plano de monitoramento de potássio sérico e função renal.
  • Verificar a viabilidade regulatória, já que não há registro válido no Brasil, e as formas farmacêuticas e vias de administração necessárias.

    Aviso de isenção de responsabilidade

Este conteúdo é apenas para fins de pesquisa e não constitui aconselhamento médico. É necessária validação clínica antes de qualquer aplicação clínica.



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