Potassium Chloride
| Nível de evidência: L5 | Indicações previstas: 1 |
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- Cloreto de Potássio: De reposição hidroeletrolítica e nutrição parenteral para acidose tubular renal
Cloreto de Potássio: De reposição hidroeletrolítica e nutrição parenteral para acidose tubular renal
Resumo em Uma Frase
Cloreto de potássio é um eletrólito originalmente usado na reposição hidroeletrolítica e na nutrição parenteral. O modelo TxGNN prevê que pode ser eficaz para Acidose Tubular Renal (Renal Tubular Acidosis), mas atualmente há 0 ensaios clínicos e apenas literatura de baixa força (relatos de caso, revisões e estudos observacionais) apoiando esta direção.
Visão Geral Rápida
| Item | Conteúdo |
|---|---|
| Indicação Original | Reposição hidroeletrolítica e alimentação parenteral |
| Nova Indicação Prevista | Acidose Tubular Renal (Renal Tubular Acidosis) |
| Pontuação de Previsão TxGNN | 99,87% |
| Nível de Evidência | L5 (nenhum ensaio clínico; a literatura disponível é composta por relatos de caso, revisões e estudos observacionais, sem estudos que testem o fármaco na doença) |
| Situação no Mercado Brasileiro | ✗ Apenas registros cancelados |
| Número de Registros | 20 (todos cancelados) |
| Decisão Recomendada | Hold |
Por que Esta Previsão é Razoável?
Atualmente, não há dados detalhados sobre o mecanismo de ação. Segundo informações conhecidas, o cloreto de potássio é um sal de reposição de potássio, e sua eficácia na correção da hipopotassemia (baixo nível de potássio no sangue) está bem estabelecida.
Na acidose tubular renal distal (tipo 1), a secreção de H⁺ pelo túbulo distal é prejudicada, o que provoca perda urinária de potássio e hipopotassemia. Isso pode causar paralisia periódica e risco de arritmias. A reposição de potássio corrige essa consequência da doença, mas não trata o defeito tubular subjacente.
O tratamento principal da doença é a terapia alcalinizante (bicarbonato ou citrato, frequentemente na forma de citrato de potássio). O cloreto de potássio seria, portanto, um tratamento adjuvante, com papel principalmente quando o citrato de potássio não é adequado ou a hipopotassemia persiste. A pontuação muito alta do TxGNN provavelmente reflete a associação conhecida entre hipopotassemia e acidose tubular renal e a classe de reposição eletrolítica do fármaco; trata-se de uma previsão computacional, não de validação clínica. Atenção: em formas com hiperpotassemia (tipo 4), o cloreto de potássio seria contraindicado ou perigoso.
Evidências de Ensaios Clínicos
Atualmente não há ensaios clínicos relacionados registrados.
Evidências da Literatura
Foram selecionadas as publicações mais relevantes. Não há ensaios clínicos randomizados; os achados abaixo são descritivos.
| PMID | Ano | Tipo | Periódico | Principais Achados |
|---|---|---|---|---|
| 786013 | 1976 | Revisão | Am J Med Sci | Causas, consequências e correção da hipopotassemia; perda urinária de potássio sugere desperdício inadequado |
| 6277192 | 1982 | Revisão | Am J Med | Revisão dos distúrbios da função do néfron distal |
| 38445406 | 2023 | Estudo de coorte/genético | Tunis Med | Correlação genótipo-fenótipo na acidose tubular renal distal; acidose hiperclorêmica, hipopotassemia e nefrocalcinose |
| 10213645 | 1999 | Coorte/observacional | Am J Kidney Dis | Acidose metabólica na insuficiência renal avançada, comparando pacientes diabéticos e não diabéticos |
| 34748193 | 2022 | Relato de caso | J Nephrol | Acidose tubular renal distal e paralisia periódica hipopotassêmica na gestação |
| 40288831 | 2025 | Relato de caso com revisão | Nefrologia | Acidose tubular renal primária na gestação e prognóstico perinatal |
| 37727491 | 2023 | Relato de caso | World J Clin Cases | Acidose tubular renal distal incompleta descoberta na gestação |
| 34595212 | 2021 | Relato de caso | Case Rep Nephrol Dial | ATR tipo I com hipopotassemia grave (1,6 mEq/L) associada a Sjögren/lúpus; tratada com infusão de cloreto de potássio |
| 40654398 | 2024 | Relato de caso | JNMA | Síndrome de Sjögren manifestada por hipopotassemia grave com acidose; tratada com cloreto de potássio intravenoso |
| 1468597 | 1992 | Relato de caso | Nihon Naibunpi Gakkai Zasshi | Tireoidite de Hashimoto com ATR distal e Sjögren; paciente recebeu cloreto de potássio oral por hipopotassemia |
Informações de Comercialização no Brasil
Todos os registros encontrados estão cancelados (principais 5 de 20).
| Número de Registro | Nome Comercial | Forma Farmacêutica | Indicação Aprovada |
|---|---|---|---|
| Registro nº 117720007 | Solução de Cloreto de Potássio | Não informada | Reposição hidroeletrolítica e alimentação parenteral |
| Registro nº 155920001 | Cloreto de Potássio | Não informada | Reposição hidroeletrolítica e alimentação parenteral |
| Registro nº 125680032 | Ionclor | Não informada | Eletrólitos simples |
| Registro nº 116880036 | Cloreto de Potássio 19,1% | Não informada | Reposição hidroeletrolítica e alimentação parenteral |
| Registro nº 104971470 | Slow-K | Não informada | Eletrólitos simples |
Considerações de Segurança
- Contraindicações associadas segundo o grafo de conhecimento (não extraídas da bula): hipertensão, epilepsia, doença pulmonar obstrutiva crônica, úlcera gástrica e péptica, doença renal, anúria, pancreatite, doença hepática, doença da vesícula biliar, insuficiência cardíaca congestiva, doença cardíaca/cardiovascular, doença arterial coronariana, hipercalcemia, nefrocalcinose, sarcoidose, hiperplasia prostática benigna, anemia falciforme, hemocromatose hereditária, hemossiderose, doença de Wilson, entre outras.
- Interações medicamentosas (100 interações identificadas; exemplos):
- Graves: amilorida, benazepril, olmesartana, valsartana, azilsartana (risco de hiperpotassemia com poupadores de potássio, IECA e BRA); anti-histamínicos e anticolinérgicos (clorfeniramina, acrivastina, bronfeniramina, fenil-toloxamina, atropina, hioscina, homatropina, benzatropina, biperideno, glicopirrônio); amitriptilina.
- Moderadas: cetorolaco, ibuprofeno, alisquireno.
- Leve: cianocobalamina.
- Alerta específico: nas formas de acidose tubular renal com hiperpotassemia (tipo 4), o cloreto de potássio seria perigoso.
Conclusão e Próximos Passos
Decisão: Hold
Justificativa:
- A previsão é plausível como terapia adjuvante da hipopotassemia associada à ATR distal, mas não há ensaios clínicos nem estudos controlados; a literatura se resume a relatos de caso e revisões. Além disso, o fármaco não trata o defeito subjacente, e todos os registros no Brasil estão cancelados.
Para prosseguir, é necessário:
- Obter e analisar a bula na ANVISA (advertências e contraindicações), pois a segurança ainda não pôde ser triada de forma adequada.
- Complementar os dados de mecanismo de ação (por exemplo, via DrugBank).
- Definir o papel do fármaco em relação ao citrato de potássio e ao bicarbonato, com revisão sistemática ou estudos comparativos.
- Delimitar os subtipos de ATR elegíveis (excluindo tipo 4 e hiperpotassemia) e um plano de monitoramento de potássio sérico e função renal.
- Verificar a viabilidade regulatória, já que não há registro válido no Brasil, e as formas farmacêuticas e vias de administração necessárias.
Aviso de isenção de responsabilidade
Este conteúdo é apenas para fins de pesquisa e não constitui aconselhamento médico. É necessária validação clínica antes de qualquer aplicação clínica.