Phenylbutazone

Nível de evidência: L3 Indicações previstas: 10

Índice

  1. Phenylbutazone
    1. Relatório de avaliação farmacêutica
  2. Fenilbutazona: Do uso anti-inflamatório antirreumático à artrite reumatoide
    1. Resumo em Uma Frase
    2. Visão Geral Rápida
    3. Por que Esta Previsão é Razoável?
    4. Evidências de Ensaios Clínicos
    5. Evidências da Literatura
    6. Informações de Comercialização no Brasil
    7. Considerações de Segurança
    8. Conclusão e Próximos Passos
    9. Aviso de isenção de responsabilidade

Relatório de avaliação farmacêutica

Fenilbutazona: Do uso anti-inflamatório antirreumático à artrite reumatoide

Resumo em Uma Frase

Fenilbutazona (Phenylbutazone) é um anti-inflamatório não esteroidal (AINE) registrado no Brasil como anti-inflamatório antirreumático. O modelo TxGNN prevê que pode ser eficaz para Artrite Reumatoide (Rheumatoid Arthritis), atualmente com 0 ensaios clínicos registrados e 20 publicações (em sua maioria estudos antigos das décadas de 1950 a 1970) apoiando esta direção. Trata-se de uma previsão que reflete um uso histórico do fármaco, e não de um reposicionamento propriamente dito.


Visão Geral Rápida

Item Conteúdo
Indicação Original Anti-inflamatórios antirreumáticos
Nova Indicação Prevista Artrite Reumatoide (Rheumatoid Arthritis)
Pontuação de Previsão TxGNN 99,82%
Nível de Evidência L3
Situação no Mercado Brasileiro ✗ Somente registros cancelados
Número de Registros 2 (ambos cancelados)
Decisão Recomendada Hold

Por que Esta Previsão é Razoável?

Atualmente, não há dados detalhados sobre o mecanismo de ação nos dados compilados para este relatório. Segundo informações conhecidas, a fenilbutazona é um inibidor não seletivo da ciclo-oxigenase (COX), que reduz a inflamação e a dor mediadas por prostaglandinas. Esse mecanismo é compatível com o tratamento sintomático da artrite reumatoide.

A indicação original (anti-inflamatório antirreumático) e a artrite reumatoide praticamente coincidem. A fenilbutazona foi usada historicamente nessa doença, de modo que a previsão do modelo reflete o uso clínico passado e não uma nova aplicação. A literatura disponível é, em grande parte, de 1950 a 1970, incluindo um estudo de concentração plasmática e eficácia e uma comparação com a monofenilbutazona.

O fármaco foi retirado do mercado humano por problemas de segurança (agranulocitose, anemia aplástica e toxicidade gastrointestinal). Hoje, AINEs mais seguros e medicamentos modificadores do curso da doença (DMARDs) ocupam esse lugar.


Evidências de Ensaios Clínicos

Atualmente não há ensaios clínicos relacionados registrados.


Evidências da Literatura

Os estudos mais relevantes foram selecionados, priorizando estudos clínicos sobre revisões e relatos gerais. Quando o resumo não estava disponível, o achado indicado refere-se apenas ao título.

PMID Ano Tipo Periódico Principais Achados
4903691 1969 Comparação clínica (duplo-cego) Canadian Medical Association Journal Monofenilbutazona vs fenilbutazona em artrite reumatoide ambulatorial; sintomas indesejados menos frequentes com a monofenilbutazona
913873 1977 Estudo clínico farmacocinético/eficácia (duplo-cego) Journal of International Medical Research Doses de 50, 100, 200 e 400 mg/dia em 7 pacientes, avaliando dor, rigidez matinal e força de preensão
788739 1976 Estudo clínico (duplo-cego) British Journal of Clinical Pharmacology Relação entre concentração plasmática de fenilbutazona e efeito terapêutico em 7 pacientes
13009482 1952 Estudo clínico California Medicine Avaliação em 409 pacientes com doenças reumáticas; efeito supressor em alta porcentagem dos casos
13031444 1953 Estudo clínico Annals of the Rheumatic Diseases Estudos clínicos de fenilbutazona e butapirina em artrite reumatoide, espondilite e gota
6368185 1984 Revisão Drugs Panorama dos AINEs; não há boas evidências de que modifiquem a progressão da doença reumatoide
13059471 1953 Revisão British Medical Journal Revisão sobre a fenilbutazona
13126544 1954 Relato clínico British Medical Journal Uso da fenilbutazona na artrite reumatoide
37855282 2024 Comentário de farmacovigilância Endocr Metab Immune Disord Drug Targets Importância da farmacovigilância de AINEs devido a reações adversas, sobretudo com uso sem prescrição
6356911 1983 Revisão (outro fármaco: fenbufeno) American Journal of Medicine Eficácia do fenbufeno em artrite reumatoide e osteoartrite; evidência indireta

Informações de Comercialização no Brasil

Número de Registro Nome Comercial Forma Farmacêutica Indicação Aprovada
Registro nº 103920204 (cancelado) Fenilbutazona Cálcica Não informada Anti-inflamatórios antirreumáticos
Registro nº 103920155 (cancelado) Butacid Não informada Anti-inflamatórios antirreumáticos

Considerações de Segurança

  • Interações Medicamentosas: foram identificadas 100 interações no total; entre as listadas, a maioria é de gravidade moderada, e uma é leve. Exemplos principais:
    • Corticosteroides: hidrocortisona, dexametasona, betametasona, budesonida e triamcinolona (moderada)
    • Antidiabéticos: metformina, clorpropamida, glimepirida, saxagliptina e linagliptina (moderada)
    • Ácido acetilsalicílico (moderada)
    • Salicilatos/aminossalicilatos: mesalazina e balsalazida (moderada)
    • Outros: aprepitanto, eliglustate, citrato de potássio, bicarbonato de potássio, ácido picossulfúrico e polietilenoglicol com eletrólitos (moderada); linaclotida (leve)
  • Riscos de segurança conhecidos (informados no racional da previsão, não extraídos da bula): agranulocitose, anemia aplástica e toxicidade gastrointestinal, motivos da retirada do fármaco para uso humano.

Consulte a bula para advertências e contraindicações formais, que não estavam disponíveis nos dados compilados.


Conclusão e Próximos Passos

Decisão: Hold

Justificativa:

  • A previsão é plausível, mas corresponde a um uso histórico já superado, sustentado apenas por estudos antigos e pequenos, sem ensaios registrados. O perfil de toxicidade grave e a disponibilidade de alternativas mais seguras desaconselham a reintrodução.

Para prosseguir, seria necessário:

  • Obter e analisar a bula na ANVISA (advertências e contraindicações)
  • Complementar os dados de mecanismo de ação (consulta ao DrugBank)
  • Demonstrar vantagem clara sobre AINEs e DMARDs atuais, com avaliação formal de benefício-risco
  • Gerar evidência clínica moderna (ensaios controlados) caso haja interesse real em retomar a indicação

    Aviso de isenção de responsabilidade

Este conteúdo é apenas para fins de pesquisa e não constitui aconselhamento médico. É necessária validação clínica antes de qualquer aplicação clínica.



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