Oxaliplatin

Nível de evidência: L2 Indicações previstas: 10

Índice

  1. Oxaliplatin
    1. Relatório de avaliação farmacêutica
  2. Oxaliplatina: Do câncer de cólon metastático ao mesotelioma pleural maligno
    1. Resumo em Uma Frase
    2. Visão Geral Rápida
    3. Por que Esta Previsão é Razoável?
    4. Evidências de Ensaios Clínicos
    5. Evidências da Literatura
    6. Informações de Comercialização no Brasil
    7. Citotoxicidade
    8. Considerações de Segurança
    9. Conclusão e Próximos Passos
    10. Aviso de isenção de responsabilidade

Relatório de avaliação farmacêutica

Oxaliplatina: Do câncer de cólon metastático ao mesotelioma pleural maligno

Resumo em Uma Frase

A oxaliplatina é um quimioterápico à base de platina, originalmente usado no tratamento de metástases de tumor maligno do cólon. O modelo TxGNN prevê que pode ser eficaz para o Mesotelioma Pleural Maligno (Malignant Pleural Mesothelioma), atualmente com 3 ensaios clínicos (2 diretamente relevantes, de Fase 2) e 20 publicações relacionadas a esta direção.

Visão Geral Rápida

Item Conteúdo
Indicação Original Metástase de tumor maligno do cólon (conforme o grafo de conhecimento do TxGNN; não há texto de indicação de registro no Brasil)
Nova Indicação Prevista Mesotelioma Pleural Maligno (Malignant Pleural Mesothelioma)
Pontuação de Previsão TxGNN 99,68%
Nível de Evidência L2
Situação no Mercado Brasileiro Não comercializado
Número de Registros 0
Decisão Recomendada Hold

Por que Esta Previsão é Razoável?

Não há dados detalhados de mecanismo de ação nos dados compilados para este relatório. Segundo informações conhecidas, a oxaliplatina é um agente de platina que forma adutos e ligações cruzadas no DNA, bloqueando a replicação e a transcrição e induzindo apoptose. Sua eficácia no câncer colorretal metastático está bem estabelecida.

Os compostos de platina (cisplatina e carboplatina) são a base da quimioterapia do mesotelioma. Por isso, existe uma justificativa por classe de mecanismo: um derivado da platina com ação semelhante pode, em teoria, ser aplicável a esse tumor. Em estudos de Fase 2, a oxaliplatina mostrou atividade em combinação com antifolatos (raltitrexede), gencitabina, vinorelbina e bortezomibe.

Há, porém, limitações importantes. Não existem dados de Fase 3 que mostrem superioridade sobre o esquema padrão com cisplatina/pemetrexede. Um estudo de segunda linha com raltitrexede + oxaliplatina (14 pacientes) não obteve respostas objetivas. A previsão é plausível, mas ainda é uma pergunta de pesquisa.

Evidências de Ensaios Clínicos

Número do Ensaio Fase Status Participantes Principais Achados
NCT00996385 Phase 2 Desconhecido 29 Bortezomibe (Velcade) + oxaliplatina (Eloxatin) em mesotelioma pleural ou peritoneal previamente tratado; até 6 ciclos, com avaliação de resposta por TC a cada 8 semanas
NCT00859469 Phase 2 Concluído 29 Oxaliplatina + gencitabina como 1ª ou 2ª linha em mesotelioma pleural ou peritoneal; objetivo: taxa de resposta (braço único, pequeno)
NCT07532902 Phase 1 Recrutando 60 Estudo de cesta com BMS-986504 associado ao tratamento padrão em tumores sólidos metastáticos com deleção de MTAP; a oxaliplatina é apenas um possível componente (evidência indireta)

Evidências da Literatura

PMID Ano Tipo Periódico Principais Achados
12525529 2003 Fase 2 J Clin Oncol Raltitrexede + oxaliplatina em mesotelioma pleural difuso (70 pacientes, pré-tratados e virgens de quimioterapia); regime considerado ativo
14609447 2003 Fase 2 Clin Lung Cancer Gencitabina + oxaliplatina em mesotelioma pleural maligno, estudo multicêntrico com 25 pacientes
15639727 2005 Fase 2 Lung Cancer Vinorelbina + oxaliplatina como 1ª linha em mesotelioma pleural maligno
11989592 2001 Fase 2 (piloto) Tumori Oxaliplatina + raltitrexede em mesotelioma pleural maligno inoperável
15893013 2005 Fase 2 Lung Cancer Raltitrexede + oxaliplatina como 2ª linha: sem respostas objetivas em 14 pacientes; estabilização da doença em 28,6%
19091133 2008 Observacional J Occup Med Toxicol Oxaliplatina ± gencitabina em pacientes com mesotelioma pleural maligno pré-tratados com pemetrexede
10930799 2000 Revisão Eur J Cancer Experiência do Instituto Gustave Roussy com 163 pacientes com mesotelioma; discute a combinação raltitrexede-oxaliplatina
15261443 2004 Revisão Lung Cancer Revisão da quimioterapia no mesotelioma pleural maligno: poucas respostas acima de 30% com citotóxicos tradicionais
11836672 2002 Revisão Semin Oncol Papel emergente dos antifolatos; destaca os regimes pemetrexede/cisplatina e raltitrexede/oxaliplatina
31455014 2019 Pré-clínico/Revisão Int J Mol Sci Efeito de cisplatina, oxaliplatina e pemetrexede sobre a expressão de checkpoints imunológicos, em apoio a combinações com imunoterapia

Informações de Comercialização no Brasil

Não há registros da oxaliplatina na ANVISA nos dados compilados para este relatório (0 registros; situação: não comercializado).

Citotoxicidade

Item Conteúdo
Classificação de Citotoxicidade Citotóxico convencional (agente de platina, análogo da cisplatina com ligante DACH)
Risco de Mielossupressão Consulte as advertências e precauções na bula
Classificação de Emetogenicidade Consulte as advertências e precauções na bula
Itens de Monitoramento Hemograma completo, função hepática e renal (compatível com as doenças relacionadas nas contraindicações do grafo de conhecimento); avaliação neurológica periférica
Proteção no Manuseio Seguir os regulamentos de manuseio de citotóxicos

Considerações de Segurança

  • Doenças associadas a contraindicação (grafo de conhecimento TxGNN, não texto de bula): doença renal, piureter, doença hepática, doença da vesícula biliar, doença do sistema nervoso periférico, neuropatia periférica, doença pulmonar intersticial, fibrose pulmonar e fibrose pulmonar pós-inflamatória.
  • Interações Medicamentosas: foram identificadas 100 interações; as mais relevantes entre as listadas:
    • Grave: dolasetrona.
    • Moderadas: famotidina, anfotericina B (inclusive complexo lipídico), loperamida, mesalazina, balsalazida, bisacodil, metronidazol, claritromicina, picossulfato, polietilenoglicol com eletrólitos, palonosetrona, sulfato de sódio, vancomicina, canamicina, naltrexona, levofloxacino, lactitol e lactulose.

As advertências e contraindicações da bula brasileira não estavam disponíveis; consulte a bula para informações completas de segurança.

Conclusão e Próximos Passos

Decisão: Hold

Justificativa:

  • Há dois estudos de Fase 2 diretamente relevantes (ambos com 29 participantes; um concluído, outro com status desconhecido) e vários estudos de Fase 2 publicados, mas sem Fase 3, com resultados heterogêneos (inclusive um estudo de segunda linha negativo) e sem demonstração de superioridade sobre o padrão. A oxaliplatina também não tem registro no Brasil e as informações de segurança da bula estão ausentes, o que impede avançar para a triagem de segurança.

Para prosseguir, é necessário:

  • Obter e analisar a bula aprovada (advertências e contraindicações) na ANVISA.
  • Complementar os dados de mecanismo de ação via DrugBank.
  • Avaliar os resultados do NCT00859469 (concluído) e comparar com o esquema padrão cisplatina/pemetrexede.
  • Verificar a viabilidade regulatória no Brasil (ausência de registro vigente) antes de qualquer plano de desenvolvimento.
  • Se houver interesse em outras indicações, o carcinoma de mama feminino (L2, Fase 2 terminado com n=18) e os subtipos de mesotelioma (epitelioide, sarcomatoide) têm evidência ainda mais limitada; os sarcomas embrionários listados dependem apenas da previsão do modelo (L5).

    Aviso de isenção de responsabilidade

Este conteúdo é apenas para fins de pesquisa e não constitui aconselhamento médico. É necessária validação clínica antes de qualquer aplicação clínica.



Voltar ao topo

Copyright © 2026 藥提醒科技有限公司 (yao.care). Este relatório é apenas para fins de pesquisa e não constitui aconselhamento médico.

This site uses Just the Docs, a documentation theme for Jekyll.