Nystatin

Nível de evidência: L3 Indicações previstas: 10

Índice

  1. Nystatin
    1. Relatório de avaliação farmacêutica
  2. Nistatina: Do antimicótico à vulvovaginite
    1. Resumo em Uma Frase
    2. Visão Geral Rápida
    3. Por que Esta Previsão é Razoável?
    4. Evidências de Ensaios Clínicos
    5. Evidências da Literatura
    6. Informações de Comercialização no Brasil
    7. Considerações de Segurança
    8. Conclusão e Próximos Passos
    9. Aviso de isenção de responsabilidade

Relatório de avaliação farmacêutica

Nistatina: Do antimicótico à vulvovaginite

Resumo em Uma Frase

A nistatina (nystatin) é um antifúngico poliênico, registrado na ANVISA com a indicação genérica de "antimicótico". O modelo TxGNN prevê que pode ser eficaz para vulvovaginite (vulvovaginitis), mas essa direção é, na prática, uma extensão da indicação antifúngica original (candidíase vulvovaginal), e não um reposicionamento propriamente dito. Atualmente, há 0 ensaios clínicos e 20 publicações (todas revisões, estudos observacionais ou laboratoriais, sem ensaio randomizado identificável) apoiando esta direção.


Visão Geral Rápida

Item Conteúdo
Indicação Original Antimicótico
Nova Indicação Prevista Vulvovaginite (vulvovaginitis)
Pontuação de Previsão TxGNN 99,92%
Nível de Evidência L3
Situação no Mercado Brasileiro ✗ Somente registros cancelados
Número de Registros 20 (todos cancelados)
Decisão Recomendada Hold

Por que Esta Previsão é Razoável?

Atualmente, não há dados detalhados sobre o mecanismo de ação na base compilada para este relatório. Segundo informações farmacológicas conhecidas, a nistatina é um antifúngico poliênico que se liga ao ergosterol da membrana celular dos fungos, formando poros e causando extravasamento de conteúdo celular. Esse efeito atua diretamente sobre espécies de Candida, principal causa da candidíase vulvovaginal.

A relação entre a indicação original e a nova é muito próxima: a nistatina já é um antimicótico, e a vulvovaginite por Candida é uma infecção fúngica. Portanto, a previsão é mecanisticamente coerente, mas não representa um reposicionamento verdadeiro. A literatura indica que a nistatina vem sendo usada para candidíase vaginal desde a década de 1950, tendo sido posteriormente superada pelos azóis (imidazóis e triazóis) como primeira escolha. Ela permanece como alternativa, inclusive em casos de resistência ao fluconazol e na gestação.

Vale ressaltar que a vulvovaginite não infecciosa (por exemplo, a atrófica pós-menopausa, causada por deficiência de estrogênio) não deve responder a um antifúngico. As demais previsões do modelo (doença da região orbital, cisto teratoma, doença metabólica da biotina, entre outras) não têm vínculo mecanístico plausível nem evidência de apoio, e foram classificadas como L5 / Hold.


Evidências de Ensaios Clínicos

Atualmente não há ensaios clínicos relacionados registrados para vulvovaginite.


Evidências da Literatura

Foram compiladas 20 publicações. Abaixo estão as 10 mais relevantes, priorizando revisões sistemáticas e estudos clínicos comparativos com nistatina. Nenhuma foi confirmada como ensaio randomizado (RCT) apenas pelo título; o estudo de 2015 sobre candidíase recorrente compara grupos de tratamento e deve ter o desenho confirmado na publicação original.

PMID Ano Tipo Periódico Principais Achados
25416649 2015 Estudo clínico comparativo (desenho a confirmar) Mycopathologia Nistatina vaginal (14 dias por mês) vs. fluconazol oral na candidíase vulvovaginal recorrente (n = 293); cura micológica inicial de 78,3% (nistatina) vs. 73,8% (fluconazol)
21918792 2012 Estudo clínico Acta Derm Venereol Comparação de eficácia entre fluconazol e nistatina em mulheres brasileiras com Candida vaginal (932 mulheres rastreadas)
20406393 2011 Estudo clínico Mycoses Correlação entre sensibilidade in vitro ao fluconazol e à nistatina e desfecho clínico na candidíase vulvovaginal complicada (287 isolados)
39771534 2024 Revisão Pharmaceutics Manejo da candidíase vulvovaginal resistente ao fluconazol; nistatina citada entre as alternativas, junto a ácido bórico, oteseconazol e ibrexafungerpe
10796183 2000 Revisão sistemática (Cochrane) Cochrane Database Syst Rev Tratamento tópico da candidíase vaginal na gestação
25775428 2015 Revisão BMJ Clin Evid Candidíase vulvovaginal: segunda causa mais comum de vaginite; C. albicans responde por 85–90% dos casos
18729533 2008 Revisão Drugs Considerações gerais e práticas sobre o tratamento local; terapias local e oral consideradas igualmente eficazes na doença não complicada
1436934 1992 Revisão Obstet Gynecol Clin North Am Nistatina, introduzida nos anos 1950, foi superada pelos azóis como primeira escolha
36588489 2022 Estudo clínico/histopatológico Rom J Morphol Embryol Aspectos clínicos, microbiológicos e histopatológicos da candidíase vaginal antes do tratamento local com nistatina
41745294 2026 Revisão J Fungi (Basel) Agentes antifúngicos atuais e emergentes para candidíase vulvovaginal; azóis e poliênicos seguem como base do tratamento

Informações de Comercialização no Brasil

Todos os 20 registros encontrados estão cancelados, e não há registro válido atualmente. Abaixo estão os 5 primeiros. A forma farmacêutica não consta nos dados compilados.

Número de Registro Nome Comercial Forma Farmacêutica Indicação Aprovada
Registro nº 115600164 Nistatina Não informada Antimicótico
Registro nº 109630053 Nistatina Não informada Antimicótico
Registro nº 138410028 Nistamax Não informada Antimicótico
Registro nº 104971474 Nidazolin Não informada Antimicótico
Registro nº 107150112 Albistin Não informada Antimicótico

Outros nomes comerciais com registro cancelado incluem Micostalab, Nistrazin, Canditrat e Neo Mistatin.


Considerações de Segurança

  • Contraindicações (base de conhecimento do modelo, não texto de bula): o grafo de conhecimento associa à nistatina as seguintes condições: insuficiência adrenocortical, doença de Addison, atrofia da pele, telangiectasia, doença capilar e telangiectasia hemorrágica hereditária. Esses itens não foram confirmados em bula e devem ser verificados.
  • Interações Medicamentosas: foram identificadas 100 possíveis interações na consulta realizada, mas todas com nível de gravidade desconhecido. Exemplos: ciclosporina, octreotida, fluconazol, eritromicina, azitromicina, bortezomibe, tramadol, sildenafila, lorazepam e pantoprazol. A relevância clínica de cada uma ainda precisa ser avaliada.

Consulte a bula para as advertências e contraindicações oficiais, que não estavam disponíveis nos dados compilados.


Conclusão e Próximos Passos

Decisão: Hold

Justificativa:

  • A previsão para vulvovaginite é mecanisticamente sólida, mas é uma extensão da indicação antifúngica já existente, com evidência limitada a revisões e estudos de baixo nível (L3), sem ensaio clínico registrado. Além disso, todos os registros no Brasil estão cancelados, e os dados de segurança da bula não estão disponíveis, o que impede avançar na triagem de segurança.

Para prosseguir, é necessário:

  • Obter e analisar a bula na ANVISA (advertências e contraindicações), etapa que bloqueia a triagem de segurança.
  • Confirmar a situação regulatória atual e a disponibilidade comercial da nistatina no Brasil (formas vaginais), já que todos os registros estão cancelados.
  • Obter dados do mecanismo de ação a partir do DrugBank.
  • Revisar os estudos primários (como PMID 25416649 e 21918792) para confirmar o desenho e classificar corretamente o nível de evidência.
  • Esclarecer se o objetivo é a candidíase vulvovaginal (indicação antifúngica já coberta) ou um reposicionamento propriamente dito.
  • Avaliar as interações medicamentosas de gravidade desconhecida e as contraindicações sugeridas pelo grafo de conhecimento.

    Aviso de isenção de responsabilidade

Este conteúdo é apenas para fins de pesquisa e não constitui aconselhamento médico. É necessária validação clínica antes de qualquer aplicação clínica.



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