Megestrol Acetate

Nível de evidência: L2 Indicações previstas: 10

Índice

  1. Megestrol Acetate
    1. Relatório de avaliação farmacêutica
  2. Acetato de Megestrol: De antineoplásico (indicação genérica) para carcinoma endometrial do corpo uterino
    1. Resumo em Uma Frase
    2. Visão Geral Rápida
    3. Por que Esta Previsão é Razoável?
    4. Evidências de Ensaios Clínicos
    5. Informações de Comercialização no Brasil
    6. Citotoxicidade
    7. Considerações de Segurança
    8. Conclusão e Próximos Passos
    9. Outras Previsões do Modelo (Contexto)
    10. Aviso de isenção de responsabilidade

Relatório de avaliação farmacêutica

Acetato de Megestrol: De antineoplásico (indicação genérica) para carcinoma endometrial do corpo uterino

Resumo em Uma Frase

O acetato de megestrol é uma progestina sintética, registrada no Brasil com a indicação genérica de "antineoplásico". O modelo TxGNN prevê que pode ser eficaz para carcinoma endometrial do corpo uterino (uterine corpus endometrial carcinoma), atualmente com 1 ensaio clínico (Phase 2, concluído) apoiando esta direção. Não há literatura específica associada a esta indicação nos dados compilados.

Visão Geral Rápida

Item Conteúdo
Indicação Original Antineoplásico
Nova Indicação Prevista Carcinoma endometrial do corpo uterino (uterine corpus endometrial carcinoma)
Pontuação de Previsão TxGNN 99,94%
Nível de Evidência L2
Situação no Mercado Brasileiro Apenas registros cancelados
Número de Registros 1 (0 válidos, 1 cancelado)
Decisão Recomendada Proceed with Guardrails

Por que Esta Previsão é Razoável?

O acetato de megestrol é uma progestina sintética que atua nos receptores de progesterona. A terapia com progestágenos é uma abordagem hormonal estabelecida para o carcinoma endometrial com receptores hormonais positivos, pois induz diferenciação e supressão do crescimento das células endometriais. Atualmente, não há dados detalhados de mecanismo de ação no registro do fármaco; a descrição acima baseia-se no conhecimento farmacológico geral da classe.

A indicação original (antineoplásico, de forma genérica) já situa o fármaco em oncologia, e o câncer endometrial é um tumor classicamente sensível a hormônios. Por isso, o uso de um progestágeno nesse cenário tem lógica biológica.

O ensaio disponível (NCT00729586) é um estudo Phase 2 randomizado e concluído, em que um regime hormonal contendo megestrol (com tamoxifeno) foi comparado com temsirolimus. Como a pergunta principal do estudo era sobre o temsirolimus, a evidência para o megestrol isolado é indireta.

Evidências de Ensaios Clínicos

Número do Ensaio Fase Status Participantes Principais Achados
NCT00729586 Phase 2 Concluído 73 Temsirolimus isolado ou associado a terapia hormonal (megestrol + tamoxifeno) em câncer endometrial avançado, persistente ou recorrente. O megestrol faz parte de um braço combinado, o que limita a atribuição do efeito ao fármaco isolado.

Informações de Comercialização no Brasil

Número de Registro Nome Comercial Forma Farmacêutica Indicação Aprovada
Registro nº 106460123 (cancelado) FEMIGESTROL Não informada Antineoplásico

Citotoxicidade

Item Conteúdo
Classificação de Citotoxicidade Terapia hormonal (progestina), não é citotóxico convencional
Risco de Mielossupressão Baixo (sem dados específicos compilados; consulte a bula)
Classificação de Emetogenicidade Baixa
Itens de Monitoramento Glicemia, pressão arterial, função hepática e renal; função adrenal em uso prolongado ou em altas doses
Proteção no Manuseio Consulte as advertências e precauções na bula

Considerações de Segurança

  • Contraindicações previstas pelo grafo de conhecimento (não provenientes da bula): hipertensão, doença renal, doença hepática, doença da vesícula biliar, hiperglicemia, diabetes mellitus, cetoacidose diabética, insuficiência adrenocortical (doença de Addison), hipogonadismo masculino, menopausa precoce e síndrome de insensibilidade androgênica.
  • Interações Medicamentosas: foram identificadas 100 interações, das quais as principais listadas (todas de nível moderado) são com antidiabéticos: acarbose, metformina, pioglitazona, glimepirida, repaglinida, clorpropamida, inibidores de DPP-4 (alogliptina, linagliptina, saxagliptina, sitagliptina), inibidores de SGLT2 (canagliflozina, dapagliflozina, empagliflozina), agonistas de GLP-1 (albiglutida, dulaglutida, semaglutida) e insulinas (asparte, degludeca). Também há interação moderada com aprepitanto e claritromicina. O efeito sobre a glicemia é coerente com a contraindicação em hiperglicemia/diabetes.
  • Os dados de advertências e contraindicações da bula brasileira não estavam disponíveis; consulte a bula para informações de segurança completas.

Conclusão e Próximos Passos

Decisão: Proceed with Guardrails

Justificativa:

  • Há um ensaio Phase 2 randomizado e concluído em câncer endometrial com regime que inclui megestrol, e a progestina tem fundamento hormonal plausível nessa doença. Contudo, a evidência é indireta (braço combinado), não há literatura específica para esta indicação, e o único registro brasileiro está cancelado.

Para prosseguir, é necessário:

  • Obter e analisar os resultados do NCT00729586, especialmente a contribuição do braço com megestrol.
  • Obter a bula da ANVISA para avaliar advertências e contraindicações (lacuna de dados bloqueante para a triagem de segurança).
  • Confirmar o mecanismo de ação em fontes como o DrugBank.
  • Definir a situação regulatória: o registro está cancelado, e seria necessário um novo registro ou outra via de acesso.
  • Estabelecer plano de monitoramento para pacientes com diabetes, hipertensão e doença hepática/renal, além de avaliar interações com antidiabéticos.

Outras Previsões do Modelo (Contexto)

A previsão com melhor sustentação é a de câncer de ovário, que tem um ensaio Phase 3 concluído (NCT00005975, n=288) e estudos Phase 2 de megestrol em doença refratária à platina (PMID 11593052, PMID 9856656). No entanto, o ensaio Phase 3 avaliou fogachos em mulheres tratadas para câncer de mama, não atividade antitumoral, e resultados não foram fornecidos; por isso, esse nível L1 deve ser interpretado com cautela e a recomendação é tratá-la como questão de pesquisa. As demais previsões (por exemplo, carcinossarcoma uterino, com evidência apenas indireta, e tumores raros) permanecem em Hold, com evidência limitada à previsão do modelo.

Aviso de isenção de responsabilidade

Este conteúdo é apenas para fins de pesquisa e não constitui aconselhamento médico. É necessária validação clínica antes de qualquer aplicação clínica.



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