Medroxyprogesterone Acetate
| 證據等級: L5 | 預測適應症: 10 個 |
目錄
- Medroxyprogesterone Acetate
- Medroxyprogesterone Acetate: Da Contracepção Hormonal à Amenorreia
- Resumo em Uma Frase
- Visão Geral Rápida
- Por que Esta Previsão é Razoável?
- Evidências de Ensaios Clínicos
- Evidências da Literatura
- Situação no Mercado Brasileiro
- Considerações de Segurança
- Conclusão e Próximos Passos
- Conduzir análise comparativa com alternativas disponíveis no mercado brasileiro (p.ex., progesterona micronizada) para posicionamento regulatório e competitivo
Medroxyprogesterone Acetate: Da Contracepção Hormonal à Amenorreia
Resumo em Uma Frase
Medroxyprogesterone acetate (MPA) é um progestágeno sintético amplamente utilizado como contraceptivo injetável de longa duração (Depo-Provera®) e como componente da terapia de reposição hormonal em mulheres pós-menopausa. O modelo TxGNN prevê que pode ser eficaz para Amenorreia (Amenorrhea), atualmente com 10 ensaios clínicos e 20 publicações apoiando esta direção. Vale destacar que o MPA apresenta uma relação clinicamente complexa com a amenorreia: pode induzi-la como efeito adverso do uso contraceptivo prolongado e, ao mesmo tempo, ser empregado terapeuticamente para restaurar ciclos menstruais em certos subtipos da condição.
Visão Geral Rápida
| Item | Conteúdo |
|---|---|
| Indicação Original | Contracepção hormonal injetável (Depo-Provera®); terapia de reposição hormonal |
| Nova Indicação Prevista | Amenorreia (Amenorrhea) |
| Pontuação de Previsão TxGNN | 99.999% |
| Nível de Evidência | L1 |
| Situação no Mercado Brasileiro | ✗ Sem registro ativo na ANVISA |
| Número de Registros | 0 |
| Decisão Recomendada | Proceed with Guardrails |
Por que Esta Previsão é Razoável?
MPA é um acetato de 17α-hidroxiprogesterona sintético com potente atividade progestogênica. Embora os dados detalhados do mecanismo de ação não estejam disponíveis neste Evidence Pack, seu perfil farmacológico é amplamente reconhecido na literatura: o MPA liga-se a receptores de progesterona no endométrio, induzindo a fase secretória. Após a suspensão de um ciclo terapêutico, ocorre sangramento de privação hormonal (withdrawal bleeding) — mecanismo que fundamenta o clássico teste de estimulação com progestágeno (progestin challenge test), utilizado no diagnóstico diferencial da amenorreia secundária.
A relação entre MPA e amenorreia é, por natureza, bidimensional. No contexto contraceptivo, o uso prolongado de Depot-MPA (150 mg IM a cada 3 meses) suprime o eixo hipotálamo-hipófise-ovário e leva à amenorreia em 50–70% das usuárias após 12 meses — efeito adverso buscado por algumas pacientes. No contexto terapêutico, a administração cíclica de MPA oral é reconhecida como intervenção padrão para restaurar padrões menstruais em mulheres com insuficiência de progesterona endógena — como na amenorreia hipotalâmica funcional e na síndrome dos ovários policísticos com ciclos anovulatórios.
A previsão do TxGNN é, portanto, biologicamente plausível e alinhada com a prática clínica ginecológica estabelecida. O modelo captura uma indicação que, embora não seja farmacologicamente nova, não possui registro formal no mercado brasileiro — configurando uma oportunidade real de reposicionamento regulatório.
Evidências de Ensaios Clínicos
| Número do Ensaio | Fase | Status | Participantes | Principais Achados |
|---|---|---|---|---|
| NCT02449161 | Phase 3 | Encerrado | 60 | Avaliação direta do efeito do MPA pós-ablação endometrial sobre as taxas de amenorreia; objetivo primário é precisamente a relação MPA/amenorreia |
| NCT00808132 | Phase 3 | Concluído | 1.886 | Grande ECR duplo-cego avaliando bazedoxifeno/estrogênio conjugado vs. placebo para proteção endometrial e prevenção de osteoporose em mulheres pós-menopausa |
| NCT03309176 | Phase 4 | Concluído | 42 | ECR prospectivo multicêntrico avaliando se o sangramento de privação induzido por progesterona é necessário antes da indução ovulatória em mulheres com oligo- ou amenorreia |
| NCT06671548 | Phase 3 | Em recrutamento | 120 | ECR multicêntrico duplo-cego avaliando relugolix 40 mg para sangramento menstrual intenso associado a miomas uterinos |
| NCT03018366 | Phase 2 | Concluído | 29 | Estudo sobre aterosclerose e inflamação imunomediada em mulheres jovens com amenorreia hipotalâmica funcional e hipoestrogenemia |
| NCT00392093 | Phase 4 | Concluído | 108 | ECR duplo-cego analisando o efeito de TRH (contendo MPA) sobre atividade de doença, sintomas menopausais e densidade mineral óssea em mulheres com lúpus eritematoso sistêmico |
| NCT01463202 | Phase 4 | Concluído | 184 | ECR avaliando o timing da administração pós-parto de Depot-MPA e seu impacto sobre duração da amamentação e depressão pós-parto |
| NCT01300676 | Phase 2/3 | Concluído | 79 | Perfil de segurança de TRH (com MPA como progestágeno padrão) em mulheres pós-menopausa; inclui avaliação de efeitos menstruais |
| NCT02792153 | Phase 1 | Retirado | 0 | Estudo retirado sobre estradiol (não MPA) para extinção do medo de alimentos calóricos em pacientes com anorexia nervosa |
| NCT07020429 | N/A | Não iniciado | 276 | Ensaio sobre fórmula fitoterápica chinesa Huanjingjian para insuficiência ovariana prematura — sem relação direta com MPA |
Evidências da Literatura
| PMID | Ano | Tipo | Periódico | Principais Achados |
|---|---|---|---|---|
| 9554247 | 1998 | Ensaio Clínico | Contraception | 100 mulheres com amenorreia induzida por DMPA (≥6 meses) randomizadas para Cyclofem vs. continuação de DMPA; 82% das usuárias de Cyclofem retomaram sangramento vaginal vs. 10% no grupo DMPA |
| 842303 | 1977 | Estudo Clínico | Acta Obstet Gynecol Scand | Histologia endometrial e níveis circulantes de MPA, estradiol, FSH e LH em mulheres com amenorreia induzida por MPA vs. amenorreia secundária sem tratamento |
| 38530848 | 2024 | Ensaio Clínico | PLoS ONE | WHICH Trial: efeitos de DMPA-IM vs. NET-EN sobre níveis de estradiol, parâmetros menstruais, psicológicos e comportamentais relevantes para risco de HIV |
| 5107182 | 1971 | Estudo Clínico | Obstet Gynecol | Amenorreia terapêutica em distúrbios hematológicos — evidência direta do uso intencional de MPA para supressão menstrual em contexto clínico específico |
| 8725701 | 1996 | Revisão Clínica | J Reprod Med | Aconselhamento e manejo de efeitos adversos em usuárias de Depot-MPA, com protocolo detalhado para avaliação e tratamento da amenorreia induzida |
| 120837 | 1979 | Revisão | IARC Monographs | Monografia IARC sobre MPA: avaliação farmacológica abrangente cobrindo efeitos endócrinos, menstruais e de segurança |
| 8492647 | 1993 | Revisão Narrativa | MCN Am J Matern Child Nurs | Depo-Provera: revisão clínica com discussão detalhada da amenorreia como efeito esperado e estratégias de manejo |
| 6141923 | 1984 | Revisão | Drug Intell Clin Pharm | Infertilidade induzida por fármacos: mecanismos de supressão do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal pelo MPA e diferenças por sexo e idade |
| 6232474 | 1984 | Revisão | Obstet Gynecol Annual | Doença ovariana policística: contexto endocrinológico e papel dos progestágenos na regulação menstrual em pacientes com amenorreia |
| 12222332 | 1991 | Revisão | Entre Nous | Contraceptivos injetáveis mensais de estrogênio/progestágeno: perfil de efeitos menstruais e implicações clínicas para manejo da amenorreia |
Situação no Mercado Brasileiro
O Medroxyprogesterone acetate não possui registros ativos na ANVISA conforme os dados disponíveis neste Evidence Pack (0 registros identificados na consulta).
Nota: O MPA é amplamente disponível em outros mercados sob as marcas Depo-Provera® (contraceptivo injetável, Pfizer) e Provera® (comprimidos), e está incluído na Lista de Medicamentos Essenciais da OMS. Recomenda-se verificação direta no portal da ANVISA para confirmar o status regulatório atual, pois a ausência de registros pode refletir limitação da consulta realizada.
Considerações de Segurança
Consulte a bula para informações de segurança.
Conclusão e Próximos Passos
Decisão: Proceed with Guardrails
Justificativa: O uso de MPA no manejo da amenorreia é clinicamente fundamentado — baseado no mecanismo do teste de estimulação com progestágeno e na administração cíclica para restauração menstrual — e apoiado por múltiplos ensaios clínicos de Fase 3 e 4, atingindo nível de evidência L1. A previsão do TxGNN é biologicamente plausível e consistente com a prática ginecológica estabelecida. Contudo, a natureza bidimensional do MPA (que pode tanto induzir quanto tratar amenorreia) exige definição precisa do subtipo clínico-alvo e monitoramento rigoroso.
Para prosseguir, é necessário:
- Confirmar o status regulatório atual na ANVISA via consulta direta ao portal (os 0 registros podem refletir lacuna de dados)
- Obter dados completos de MOA via DrugBank API (DB00603) e extrair advertências, contraindicações e interações medicamentosas da bula oficial
- Delimitar o subtipo de amenorreia-alvo (primária vs. secundária; hipotalâmica vs. hipofisária vs. ovariana) para definir o escopo preciso do reposicionamento
- Avaliar o risco de amenorreia prolongada induzida pela formulação Depot-MPA em populações que requerem regularização menstrual
-
Conduzir análise comparativa com alternativas disponíveis no mercado brasileiro (p.ex., progesterona micronizada) para posicionamento regulatório e competitivo