Medroxyprogesterone Acetate

證據等級: L5 預測適應症: 10

目錄

  1. Medroxyprogesterone Acetate
  2. Medroxyprogesterone Acetate: Da Contracepção Hormonal à Amenorreia
    1. Resumo em Uma Frase
    2. Visão Geral Rápida
    3. Por que Esta Previsão é Razoável?
    4. Evidências de Ensaios Clínicos
    5. Evidências da Literatura
    6. Situação no Mercado Brasileiro
    7. Considerações de Segurança
    8. Conclusão e Próximos Passos
    9. Conduzir análise comparativa com alternativas disponíveis no mercado brasileiro (p.ex., progesterona micronizada) para posicionamento regulatório e competitivo

## 藥師評估報告

Medroxyprogesterone Acetate: Da Contracepção Hormonal à Amenorreia

Resumo em Uma Frase

Medroxyprogesterone acetate (MPA) é um progestágeno sintético amplamente utilizado como contraceptivo injetável de longa duração (Depo-Provera®) e como componente da terapia de reposição hormonal em mulheres pós-menopausa. O modelo TxGNN prevê que pode ser eficaz para Amenorreia (Amenorrhea), atualmente com 10 ensaios clínicos e 20 publicações apoiando esta direção. Vale destacar que o MPA apresenta uma relação clinicamente complexa com a amenorreia: pode induzi-la como efeito adverso do uso contraceptivo prolongado e, ao mesmo tempo, ser empregado terapeuticamente para restaurar ciclos menstruais em certos subtipos da condição.


Visão Geral Rápida

Item Conteúdo
Indicação Original Contracepção hormonal injetável (Depo-Provera®); terapia de reposição hormonal
Nova Indicação Prevista Amenorreia (Amenorrhea)
Pontuação de Previsão TxGNN 99.999%
Nível de Evidência L1
Situação no Mercado Brasileiro ✗ Sem registro ativo na ANVISA
Número de Registros 0
Decisão Recomendada Proceed with Guardrails

Por que Esta Previsão é Razoável?

MPA é um acetato de 17α-hidroxiprogesterona sintético com potente atividade progestogênica. Embora os dados detalhados do mecanismo de ação não estejam disponíveis neste Evidence Pack, seu perfil farmacológico é amplamente reconhecido na literatura: o MPA liga-se a receptores de progesterona no endométrio, induzindo a fase secretória. Após a suspensão de um ciclo terapêutico, ocorre sangramento de privação hormonal (withdrawal bleeding) — mecanismo que fundamenta o clássico teste de estimulação com progestágeno (progestin challenge test), utilizado no diagnóstico diferencial da amenorreia secundária.

A relação entre MPA e amenorreia é, por natureza, bidimensional. No contexto contraceptivo, o uso prolongado de Depot-MPA (150 mg IM a cada 3 meses) suprime o eixo hipotálamo-hipófise-ovário e leva à amenorreia em 50–70% das usuárias após 12 meses — efeito adverso buscado por algumas pacientes. No contexto terapêutico, a administração cíclica de MPA oral é reconhecida como intervenção padrão para restaurar padrões menstruais em mulheres com insuficiência de progesterona endógena — como na amenorreia hipotalâmica funcional e na síndrome dos ovários policísticos com ciclos anovulatórios.

A previsão do TxGNN é, portanto, biologicamente plausível e alinhada com a prática clínica ginecológica estabelecida. O modelo captura uma indicação que, embora não seja farmacologicamente nova, não possui registro formal no mercado brasileiro — configurando uma oportunidade real de reposicionamento regulatório.


Evidências de Ensaios Clínicos

Número do Ensaio Fase Status Participantes Principais Achados
NCT02449161 Phase 3 Encerrado 60 Avaliação direta do efeito do MPA pós-ablação endometrial sobre as taxas de amenorreia; objetivo primário é precisamente a relação MPA/amenorreia
NCT00808132 Phase 3 Concluído 1.886 Grande ECR duplo-cego avaliando bazedoxifeno/estrogênio conjugado vs. placebo para proteção endometrial e prevenção de osteoporose em mulheres pós-menopausa
NCT03309176 Phase 4 Concluído 42 ECR prospectivo multicêntrico avaliando se o sangramento de privação induzido por progesterona é necessário antes da indução ovulatória em mulheres com oligo- ou amenorreia
NCT06671548 Phase 3 Em recrutamento 120 ECR multicêntrico duplo-cego avaliando relugolix 40 mg para sangramento menstrual intenso associado a miomas uterinos
NCT03018366 Phase 2 Concluído 29 Estudo sobre aterosclerose e inflamação imunomediada em mulheres jovens com amenorreia hipotalâmica funcional e hipoestrogenemia
NCT00392093 Phase 4 Concluído 108 ECR duplo-cego analisando o efeito de TRH (contendo MPA) sobre atividade de doença, sintomas menopausais e densidade mineral óssea em mulheres com lúpus eritematoso sistêmico
NCT01463202 Phase 4 Concluído 184 ECR avaliando o timing da administração pós-parto de Depot-MPA e seu impacto sobre duração da amamentação e depressão pós-parto
NCT01300676 Phase 2/3 Concluído 79 Perfil de segurança de TRH (com MPA como progestágeno padrão) em mulheres pós-menopausa; inclui avaliação de efeitos menstruais
NCT02792153 Phase 1 Retirado 0 Estudo retirado sobre estradiol (não MPA) para extinção do medo de alimentos calóricos em pacientes com anorexia nervosa
NCT07020429 N/A Não iniciado 276 Ensaio sobre fórmula fitoterápica chinesa Huanjingjian para insuficiência ovariana prematura — sem relação direta com MPA

Evidências da Literatura

PMID Ano Tipo Periódico Principais Achados
9554247 1998 Ensaio Clínico Contraception 100 mulheres com amenorreia induzida por DMPA (≥6 meses) randomizadas para Cyclofem vs. continuação de DMPA; 82% das usuárias de Cyclofem retomaram sangramento vaginal vs. 10% no grupo DMPA
842303 1977 Estudo Clínico Acta Obstet Gynecol Scand Histologia endometrial e níveis circulantes de MPA, estradiol, FSH e LH em mulheres com amenorreia induzida por MPA vs. amenorreia secundária sem tratamento
38530848 2024 Ensaio Clínico PLoS ONE WHICH Trial: efeitos de DMPA-IM vs. NET-EN sobre níveis de estradiol, parâmetros menstruais, psicológicos e comportamentais relevantes para risco de HIV
5107182 1971 Estudo Clínico Obstet Gynecol Amenorreia terapêutica em distúrbios hematológicos — evidência direta do uso intencional de MPA para supressão menstrual em contexto clínico específico
8725701 1996 Revisão Clínica J Reprod Med Aconselhamento e manejo de efeitos adversos em usuárias de Depot-MPA, com protocolo detalhado para avaliação e tratamento da amenorreia induzida
120837 1979 Revisão IARC Monographs Monografia IARC sobre MPA: avaliação farmacológica abrangente cobrindo efeitos endócrinos, menstruais e de segurança
8492647 1993 Revisão Narrativa MCN Am J Matern Child Nurs Depo-Provera: revisão clínica com discussão detalhada da amenorreia como efeito esperado e estratégias de manejo
6141923 1984 Revisão Drug Intell Clin Pharm Infertilidade induzida por fármacos: mecanismos de supressão do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal pelo MPA e diferenças por sexo e idade
6232474 1984 Revisão Obstet Gynecol Annual Doença ovariana policística: contexto endocrinológico e papel dos progestágenos na regulação menstrual em pacientes com amenorreia
12222332 1991 Revisão Entre Nous Contraceptivos injetáveis mensais de estrogênio/progestágeno: perfil de efeitos menstruais e implicações clínicas para manejo da amenorreia

Situação no Mercado Brasileiro

O Medroxyprogesterone acetate não possui registros ativos na ANVISA conforme os dados disponíveis neste Evidence Pack (0 registros identificados na consulta).

Nota: O MPA é amplamente disponível em outros mercados sob as marcas Depo-Provera® (contraceptivo injetável, Pfizer) e Provera® (comprimidos), e está incluído na Lista de Medicamentos Essenciais da OMS. Recomenda-se verificação direta no portal da ANVISA para confirmar o status regulatório atual, pois a ausência de registros pode refletir limitação da consulta realizada.


Considerações de Segurança

Consulte a bula para informações de segurança.


Conclusão e Próximos Passos

Decisão: Proceed with Guardrails

Justificativa: O uso de MPA no manejo da amenorreia é clinicamente fundamentado — baseado no mecanismo do teste de estimulação com progestágeno e na administração cíclica para restauração menstrual — e apoiado por múltiplos ensaios clínicos de Fase 3 e 4, atingindo nível de evidência L1. A previsão do TxGNN é biologicamente plausível e consistente com a prática ginecológica estabelecida. Contudo, a natureza bidimensional do MPA (que pode tanto induzir quanto tratar amenorreia) exige definição precisa do subtipo clínico-alvo e monitoramento rigoroso.

Para prosseguir, é necessário:

  • Confirmar o status regulatório atual na ANVISA via consulta direta ao portal (os 0 registros podem refletir lacuna de dados)
  • Obter dados completos de MOA via DrugBank API (DB00603) e extrair advertências, contraindicações e interações medicamentosas da bula oficial
  • Delimitar o subtipo de amenorreia-alvo (primária vs. secundária; hipotalâmica vs. hipofisária vs. ovariana) para definir o escopo preciso do reposicionamento
  • Avaliar o risco de amenorreia prolongada induzida pela formulação Depot-MPA em populações que requerem regularização menstrual
  • Conduzir análise comparativa com alternativas disponíveis no mercado brasileiro (p.ex., progesterona micronizada) para posicionamento regulatório e competitivo


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