Medroxyprogesterone Acetate

Nível de evidência: L4 Indicações previstas: 10

Índice

  1. Medroxyprogesterone Acetate
    1. Relatório de avaliação farmacêutica
  2. Acetato de Medroxiprogesterona: Da contracepção à amenorreia
    1. Resumo em Uma Frase
    2. Visão Geral Rápida
    3. Por que Esta Previsão é Razoável?
    4. Evidências da Literatura
    5. Informações de Comercialização no Brasil
    6. Considerações de Segurança
    7. Conclusão e Próximos Passos
    8. Aviso de isenção de responsabilidade

Relatório de avaliação farmacêutica

Acetato de Medroxiprogesterona: Da contracepção à amenorreia

Resumo em Uma Frase

O acetato de medroxiprogesterona (MPA) é um progestágeno sintético, registrado no Brasil como progestágeno simples e anticoncepcional. O modelo TxGNN prevê que pode ser eficaz para amenorreia (amenorrhea), atualmente sem ensaios clínicos registrados, mas com 20 publicações recuperadas (em sua maioria revisões indiretas, sobre contracepção).

Visão Geral Rápida

Item Conteúdo
Indicação Original Progestágenos simples
Nova Indicação Prevista Amenorreia (amenorrhea)
Pontuação de Previsão TxGNN 99,99%
Nível de Evidência L4
Situação no Mercado Brasileiro ✗ Somente registros cancelados
Número de Registros 8 (todos cancelados)
Decisão Recomendada Hold

Por que Esta Previsão é Razoável?

Atualmente, não há dados detalhados sobre o mecanismo de ação nos dados compilados para este relatório. Segundo informações conhecidas, o MPA é um progestágeno sintético. Na amenorreia secundária com estrogênio endógeno adequado, o desafio com progestágeno induz sangramento por privação ao transformar o endométrio preparado pelo estrogênio. Trata-se de um uso clínico consolidado, e a justificativa biológica é forte.

Porém, a literatura recuperada trata principalmente do uso contraceptivo (incluindo a amenorreia como efeito colateral do Depo-Provera), e não do tratamento da amenorreia. A evidência é, portanto, indireta, e a pontuação elevada do TxGNN é parcialmente explicada pelo conhecido efeito do fármaco de causar amenorreia.

Outras previsões do modelo incluem doença fibrocística da mama (L3, com dois relatos clínicos antigos e pequenos sobre o MPA), displasia mamária benigna, endometriose em diferentes localizações e hipoplasia renal. Esta última não tem vínculo mecanístico plausível e parece ser um artefato do modelo. Este relatório foca na previsão de maior pontuação.

Evidências da Literatura

Nenhum ensaio clínico está registrado para esta indicação. A literatura recuperada é composta majoritariamente por revisões (tier 3) sobre contracepção hormonal.

PMID Ano Tipo Periódico Principais Achados
23641480 2013 Revisão sistemática (Cochrane) Cochrane Database Syst Rev Contraceptivos injetáveis combinados são método reversível e altamente eficaz; aceitabilidade pode ser limitada por alterações no padrão de sangramento
18843662 2008 Revisão sistemática (Cochrane) Cochrane Database Syst Rev Versão anterior da revisão sobre injetáveis combinados
8178904 1994 Revisão Am J Obstet Gynecol DMPA 150 mg IM a cada 3 meses, com eficácia contraceptiva superior a 99%; aprovado pela FDA em 1992
8725701 1996 Revisão J Reprod Med Aconselhamento e manejo de efeitos colaterais do DMPA
8829701 1996 Revisão Int J Fertil Menopausal Stud Opções contraceptivas de longa duração, com taxas anuais de gravidez inferiores a 1 por 100 mulheres-ano
6119259 1981 Revisão Int J Gynaecol Obstet Contracepção pós-parto, considerando a amenorreia pós-parto e a lactação
6141923 1984 Revisão Drug Intell Clin Pharm Infertilidade induzida por fármacos
1604074 1992 Revisão Rev Med Liege Contracepção hormonal
8492647 1993 Revisão MCN Am J Matern Child Nurs Depo-Provera
120837 1979 Revisão IARC Monogr Avaliação do risco carcinogênico do acetato de medroxiprogesterona

Informações de Comercialização no Brasil

Todos os 8 registros estão cancelados; não há registro vigente.

Número de Registro Nome Comercial Forma Farmacêutica Indicação Aprovada
Registro 104971189 DEMEDROX Não informada Progestágenos simples
Registro 121100400 PROVERA Não informada Progestágenos simples
Registro 105830220 CONTRACEP Não informada Progestágenos simples
Registro 121100367 DEPO-PROVERA Não informada Progestágenos simples
Registro 110360266 CYCLOFEMINA Não informada Anticoncepcionais

Considerações de Segurança

  • Contraindicações sugeridas pelo grafo de conhecimento (relações fármaco-doença do TxGNN/PrimeKG, não texto de bula): hipertensão, insuficiência e doença hepática, doença renal, epilepsia, asma, diabetes mellitus e cetoacidose diabética, osteoporose, lúpus eritematoso sistêmico, hipotireoidismo, doença da vesícula biliar, hipertrigliceridemia, hipercalcemia, transtornos de ansiedade, abuso de substâncias e carcinoma de mama feminino.
  • Interações medicamentosas (100 registradas; nível moderado nos principais exemplos): antidiabéticos (acarbose, metformina, glimepiridina, clorpropamida, inibidores de SGLT2 como canagliflozina, dapagliflozina e empagliflozina, inibidores de DPP-4 como alogliptina e saxagliptina, agonistas de GLP-1 como semaglutida, liraglutida e dulaglutida, e insulinas), além de aprepitanto, dexametasona e claritromicina.
  • Em relação à doença fibrocística, os dados apontam que o sinal de segurança mamária do MPA em terapia hormonal combinada exige cautela.

Consulte a bula para as advertências e contraindicações oficiais, que não estavam disponíveis nos dados compilados.

Conclusão e Próximos Passos

Decisão: Hold

Justificativa:

  • A previsão tem forte plausibilidade biológica, mas a evidência é indireta (L4), sem ensaios clínicos, e o fármaco não possui registro vigente no Brasil. Além disso, o uso do MPA para induzir sangramento de privação em amenorreia secundária já é prática clínica estabelecida, o que limita o caráter de "reposicionamento" da previsão.

Para prosseguir, é necessário:

  • Obter a bula da ANVISA (advertências e contraindicações), atualmente ausente
  • Obter dados de mecanismo de ação (por exemplo, via DrugBank)
  • Realizar busca de literatura específica sobre MPA no tratamento da amenorreia (primária e secundária), e não apenas sobre contracepção
  • Confirmar a situação regulatória atual e a viabilidade de nova submissão, já que todos os registros estão cancelados
  • Avaliar o perfil de segurança (mama, hepático, metabólico, ósseo) para a população-alvo

    Aviso de isenção de responsabilidade

Este conteúdo é apenas para fins de pesquisa e não constitui aconselhamento médico. É necessária validação clínica antes de qualquer aplicação clínica.



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