Magnesium Hydroxide

Nível de evidência: L3 Indicações previstas: 6

Índice

  1. Magnesium Hydroxide
    1. Relatório de avaliação farmacêutica
  2. Hidróxido de Magnésio: De antiácido para doença ulcerosa péptica ativa
    1. Resumo em Uma Frase
    2. Visão Geral Rápida
    3. Por que Esta Previsão é Razoável?
    4. Evidências de Ensaios Clínicos
    5. Evidências da Literatura
    6. Informações de Comercialização no Brasil
    7. Considerações de Segurança
    8. Conclusão e Próximos Passos
    9. Aviso de isenção de responsabilidade

Relatório de avaliação farmacêutica

Hidróxido de Magnésio: De antiácido para doença ulcerosa péptica ativa

Resumo em Uma Frase

O hidróxido de magnésio é um antiácido, originalmente usado para neutralizar a acidez gástrica e no tratamento de condições ulcerosas associadas. O modelo TxGNN prevê que pode ser eficaz para doença ulcerosa péptica ativa (active peptic ulcer disease), atualmente com nenhum ensaio clínico registrado e 9 publicações apoiando esta direção. Trata-se, na prática, de uma previsão que reafirma o uso já existente do fármaco, e não de um reposicionamento propriamente dito.


Visão Geral Rápida

Item Conteúdo
Indicação Original Antiácido
Nova Indicação Prevista Doença ulcerosa péptica ativa (active peptic ulcer disease)
Pontuação de Previsão TxGNN 99,98%
Nível de Evidência L3
Situação no Mercado Brasileiro ✗ Somente registros cancelados
Número de Registros 13
Decisão Recomendada Hold

Por que Esta Previsão é Razoável?

Atualmente, não há dados detalhados sobre o mecanismo de ação nos dados compilados para este relatório. Segundo informações conhecidas, o hidróxido de magnésio é um antiácido que neutraliza o ácido gástrico, e sua utilização como antiácido e antiulceroso consta nos registros brasileiros.

A relação entre a indicação original e a nova é direta: a doença ulcerosa péptica ativa é uma condição ácido-dependente, e a neutralização do ácido é justamente o princípio do uso original. Por isso, a previsão do TxGNN praticamente reafirma uma indicação já existente, sem representar um uso realmente novo.

Estudos em animais sugerem ainda um possível efeito citoprotetor da mucosa, envolvendo prostaglandinas endógenas, com um antiácido de alumínio e magnésio. Isso reforça a plausibilidade biológica, mas vale ressaltar que esses achados dizem respeito, em geral, a produtos combinados e não ao hidróxido de magnésio isolado.


Evidências de Ensaios Clínicos

Atualmente não há ensaios clínicos relacionados registrados.


Evidências da Literatura

PMID Ano Tipo Periódico Principais Achados
4059297 1985 Ensaio clínico randomizado Pharmatherapeutica 30 pacientes ambulatoriais com úlcera duodenal ativa, tratados por 8 semanas com antiácidos (hidróxido de alumínio + hidróxido de magnésio), triletida ou a combinação
3903784 1985 Ensaio clínico controlado Pharmatherapeutica 30 pacientes com úlcera gástrica ou duodenal; antiácido (Al/Mg) isolado comparado a antiácido com triletida por 8 semanas
3018068 1986 Estudo de fisiologia clínica J Clin Gastroenterol Bicarbonato de sódio vs. hidróxido de alumínio-magnésio no ácido gástrico pós-prandial em pacientes com úlcera duodenal
2228342 1990 Revisão Int J Clin Pharmacol Res Papel dos antiácidos na proteção da mucosa gastrointestinal alta; efeito sobre a produção de prostanoides em pacientes com úlcera antral
3660893 1987 Revisão Z Gastroenterol Misturas antiácidas de alumínio-magnésio cicatrizaram úlceras gástricas e duodenais, de forma comparável aos antagonistas H2 e melhor que placebo
9305482 1997 Estudo clínico Aliment Pharmacol Ther Antiácidos e antagonistas H2 com efeito agravante sobre a gastrite por H. pylori em pacientes com úlcera duodenal
1526089 1992 Ensaio clínico randomizado Clin Pharmacol Ther Nizatidina vs. placebo em úlcera gástrica benigna (o antiácido não foi o braço testado)
2595273 1989 Estudo animal Scand J Gastroenterol Antiácido de Al/Mg preveniu lesões gástricas em ratos de forma dose-dependente, com efeito semelhante ao de um análogo de PGE2
35720246 2022 Avaliação in vitro de produtos Med Pharm Rep Avaliação da capacidade de neutralização ácida de antiácidos comercializados no Marrocos

Informações de Comercialização no Brasil

Todos os 13 registros encontrados estão cancelados; abaixo, os 5 principais.

Número de Registro Nome Comercial Forma Farmacêutica Indicação Aprovada
Registro nº 155840396 GASTROL — Antiácido
Registro nº 115600111 GASTROLIV — Antiácido
Registro nº 155840640 PEPSAMAR PLUS — Antiácido
Registro nº 178170971 ESTOMAZIL — Antiácido
Registro nº 101430057 DROXAINE — Antiácidos e antiulcerosos associados

Considerações de Segurança

  • Contraindicações sugeridas pelo grafo de conhecimento (não extraídas de bula): doença renal e função renal comprometida, nefrolitíase e nefrocalcinose, doença hepática, doença da vesícula biliar, hipercalcemia, hiperparatireoidismo, distúrbios do metabolismo do fósforo e hipofosfatemia, doenças diarreicas (incluindo diarreia crônica), apendicite, impactação intestinal, hemorroidas, sarcoidose, neoplasias gástricas, entre outras.
  • Interações Medicamentosas: foram identificadas 100 interações, e a amostra analisada inclui:
    • Maior: dolutegravir.
    • Moderada: abiraterona, acalabrutinibe, tramadol, acetazolamida, doxiciclina, hidrocortisona, salbutamol, ácido alendrônico, alfuzosina, hidroclorotiazida, amilorida, amiodarona, amissulprida, dextroanfetamina.
    • Menor: acebutolol, famotidina, ranitidina, ibuprofeno, alprazolam.
  • Outros achados da literatura: o uso prolongado ou em altas doses de antiácidos que contêm magnésio e alumínio pode ligar o fosfato no intestino e levar à má absorção, havendo relato de osteomalacia com fratura de quadril após uso abusivo de hidróxido de magnésio.

Consulte a bula para as advertências e contraindicações oficiais, que não estavam disponíveis nos dados compilados.


Conclusão e Próximos Passos

Decisão: Hold

Justificativa: A previsão coincide com a indicação original de antiácido/antiulceroso, portanto não representa um reposicionamento genuíno. As evidências humanas são antigas, quase sempre envolvem combinações com alumínio e muitas vezes usam o antiácido apenas como comparador. Além disso, não há ensaios registrados, e todos os 13 registros brasileiros estão cancelados.

Para prosseguir, é necessário:

  • Confirmar a situação regulatória atual no Brasil e o motivo dos cancelamentos dos registros.
  • Obter as advertências e contraindicações oficiais na bula da ANVISA.
  • Complementar os dados de mecanismo de ação (MOA) no DrugBank.
  • Buscar estudos recentes do hidróxido de magnésio isolado em úlcera péptica, e não apenas em combinações.
  • Definir se há valor em avançar, dado que a indicação prevista se sobrepõe ao uso já existente.

    Aviso de isenção de responsabilidade

Este conteúdo é apenas para fins de pesquisa e não constitui aconselhamento médico. É necessária validação clínica antes de qualquer aplicação clínica.



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