Ketorolac
| Nível de evidência: L1 | Indicações previstas: 10 |
Índice
Cetorolaco: Da conjuntivite alérgica à cefaleia (enxaqueca e cefaleia tensional)
Resumo em Uma Frase
Cetorolaco (ketorolac) é um anti-inflamatório não esteroidal (AINE), associado nos dados compilados às conjuntivites atópica, papilar e primaveril. O modelo TxGNN prevê que pode ser eficaz para Cefaleia (Headache Disorder), atualmente com 16 ensaios clínicos e 18 publicações apoiando esta direção.
Visão Geral Rápida
| Item | Conteúdo |
|---|---|
| Indicação Original | Conjuntivite atópica, papilar e primaveril (segundo o grafo de conhecimento do TxGNN; não há texto de indicação aprovado no registro brasileiro) |
| Nova Indicação Prevista | Cefaleia (Headache Disorder) |
| Pontuação de Previsão TxGNN | 99,43% |
| Nível de Evidência | L1 |
| Situação no Mercado Brasileiro | ✗ Sem registro localizado nos dados compilados (situação "Não comercializado") |
| Número de Registros | 0 |
| Decisão Recomendada | Proceed with Guardrails |
Por que Esta Previsão é Razoável?
Atualmente, não há dados detalhados sobre o mecanismo de ação neste conjunto de dados. Segundo o conhecimento estabelecido da classe, o cetorolaco é um inibidor não seletivo de COX-1 e COX-2 (AINE). Ao bloquear a síntese de prostaglandinas, reduz a sensibilização periférica e central e a inflamação neurogênica envolvidas na dor da enxaqueca e da cefaleia tensional.
A indicação original (conjuntivites alérgicas oculares) baseia-se na ação anti-inflamatória e analgésica do fármaco. A nova indicação explora o mesmo mecanismo de inibição de prostaglandinas, agora em via sistêmica (intravenosa, intramuscular ou nasal) para a dor de cabeça aguda. A ligação mecanística é direta e coerente.
Há ainda uma observação importante: o cetorolaco parenteral e nasal existe em outros mercados e é amplamente usado em serviços de emergência. A situação "Não comercializado" no Brasil deve ser conferida antes de qualquer recomendação.
Evidências de Ensaios Clínicos
Foram listados os ensaios mais relevantes (até 10), priorizando os que testam o cetorolaco diretamente.
| Número do Ensaio | Fase | Status | Participantes | Principais Achados |
|---|---|---|---|---|
| NCT01596166 | Phase 4 | Concluído | 56 | Cetorolaco IV + metoclopramida na enxaqueca pediátrica no pronto-socorro |
| NCT01807234 | Phase 4 | Concluído | 72 | Spray nasal de cetorolaco vs. sumatriptano nasal vs. placebo na enxaqueca aguda |
| NCT01011673 | Phase 4 | Concluído | 123 | Metoclopramida/difenidramina vs. cetorolaco isolado na cefaleia tensional |
| NCT01267864 | Phase 4 | Concluído | 330 | Valproato IV vs. metoclopramida vs. cetorolaco na enxaqueca aguda |
| NCT00483717 | Phase 2 | Concluído | 173 | Cetorolaco intranasal vs. placebo (duplo-cego) na enxaqueca aguda |
| NCT02358681 | Phase 3 | Concluído | 59 | Cetorolaco intranasal vs. intravenoso na enxaqueca pediátrica (não inferioridade) |
| NCT05641363 | Phase 3 | Concluído | 171 | Comparação de três doses de cetorolaco em dor aguda pediátrica (não específico de cefaleia) |
| NCT06083571 | Phase 2 | Encerrado precocemente | 41 | Coquetel nasal com cetorolaco vs. cetorolaco IV em enxaqueca pediátrica |
| NCT03221569 | Phase 4 | Desconhecido | 60 | Cetamina vs. cetorolaco na cefaleia tensional |
| NCT02681211 | Não aplicável | Desconhecido | 80 | Acupuntura auricular vs. medicações IV (incluindo cetorolaco provável) na enxaqueca |
Observação: outros ensaios identificados foram retirados (0 participantes) ou não testam o cetorolaco como intervenção principal, e por isso não foram listados.
Evidências da Literatura
| PMID | Ano | Tipo | Periódico | Principais Achados |
|---|---|---|---|---|
| 35138658 | 2022 | Revisão sistemática/Meta-análise | Acad Emerg Med | Eficácia do cetorolaco parenteral no ataque agudo de enxaqueca |
| 23298250 | 2013 | Revisão sistemática | Headache | Efetividade do cetorolaco parenteral na enxaqueca aguda; evidência conflitante |
| 37849443 | 2024 | Revisão sistemática/Meta-análise | Adv Clin Exp Med | Cetorolaco IV vs. metoclopramida em adultos com enxaqueca |
| 39674934 | 2025 | Revisão sistemática/Meta-análise em rede | Ann Emerg Med | Eficácia e segurança relativas das terapias farmacológicas da enxaqueca no pronto-socorro |
| 41321235 | 2026 | Diretriz | Headache | Atualização 2025 da diretriz da Sociedade Americana de Cefaleia sobre terapias parenterais |
| 25600718 | 2015 | Diretriz | Headache | Avaliação de evidências das farmacoterapias da enxaqueca aguda |
| 24875925 | 2015 | Revisão sistemática/Recomendações | Cephalalgia | Recomendações canadenses para dor de enxaqueca em emergências |
| 24433525 | 2014 | Revisão sistemática | Headache | Tratamento parenteral da cefaleia tensional episódica |
| 35670115 | 2022 | Ensaio randomizado | Headache | Metoclopramida isolada vs. associada ao cetorolaco IV em crianças com enxaqueca |
| 1514724 | 1992 | Ensaio randomizado duplo-cego | Ann Emerg Med | Cetorolaco IM vs. meperidina e hidroxizina na enxaqueca aguda |
Considerações de Segurança
- Contraindicações associadas no grafo de conhecimento (não extraídas da bula): hipertensão, úlcera gástrica e péptica ativa, doença hepática, doença da vesícula biliar, doença inflamatória intestinal, asma (incluindo intrínseca e alérgica), diabetes e cetoacidose diabética, distúrbios de coagulação e hemofilia, AVC e doenças cerebrovasculares, infarto do miocárdio, doença cardiovascular, anemias e hemoglobinopatias, insuficiência renal, síndrome do olho seco.
- Interações medicamentosas (100 interações registradas; exemplos):
- Maior gravidade: ácido acetilsalicílico.
- Moderada: corticoides (betametasona, budesonida, dexametasona, hidrocortisona), sulfonilureias (clorpropamida, glimepirida, glipizida, glibenclamida, acetoexamida), balsalazida, canamicina, levofloxacino, exenatida, fenfluramina e dexfenfluramina.
- Menor: famotidina, ranitidina, cimetidina, linaclotida.
- Hipersensibilidade: há relatos de reação anafilática bifásica ao cetorolaco, e os AINEs são causa frequente de hipersensibilidade medicamentosa.
- Relato de toxicidade por lítio com uso concomitante de cetorolaco.
Medidas de proteção (guardrails): limitar a duração do tratamento, respeitar limites de dose em crianças e idosos, e monitorar risco de sangramento gastrointestinal, lesão renal e sangramento. As advertências e contraindicações da bula brasileira não estavam disponíveis; consulte a bula para informações completas.
Conclusão e Próximos Passos
Decisão: Proceed with Guardrails
Justificativa:
- Há vários ensaios de Phase 3/4 concluídos e meta-análises que apoiam o uso do cetorolaco na enxaqueca e na cefaleia tensional, com mecanismo coerente (inibição de COX). No entanto, o fármaco não tem registro localizado no Brasil e o perfil de risco típico dos AINEs exige cautela.
Para prosseguir, é necessário:
- Confirmar a situação regulatória real no Brasil (a classificação "Não comercializado" contradiz a existência de formulações parenterais e nasais) e verificar a necessidade de registro ou nova indicação na ANVISA.
- Obter as advertências e contraindicações da bula aprovada e os dados oficiais de mecanismo de ação (DrugBank).
- Definir regimes de dose e duração máxima, com atenção a crianças, idosos e pacientes com risco gastrointestinal, renal ou cardiovascular.
- Avaliar as outras previsões do modelo: conjuntivite viral (L2, evidência pequena e mista, "questão de pesquisa") pode ser explorada à parte. As demais previsões (conjuntivite rosácea, cefaleia autonômica trigeminal, colites, retocolite, nasofaringite e outras) têm evidência fraca ou apontam para riscos de segurança, devendo permanecer em Hold. A previsão de urticária alérgica reflete provavelmente um sinal de reação adversa, não de benefício terapêutico.
Aviso de isenção de responsabilidade
Este conteúdo é apenas para fins de pesquisa e não constitui aconselhamento médico. É necessária validação clínica antes de qualquer aplicação clínica.