Ketoprofen

Nível de evidência: L5 Indicações previstas: 10

Índice

  1. Ketoprofen
    1. Relatório de avaliação farmacêutica
  2. Cetoprofeno: De anti-inflamatório e antirreumático para displasia acromesomélica tipo Hunter-Thompson
    1. Resumo em Uma Frase
    2. Visão Geral Rápida
    3. Por que Esta Previsão é Razoável?
    4. Evidências de Ensaios Clínicos
    5. Evidências da Literatura
    6. Informações de Comercialização no Brasil
    7. Considerações de Segurança
    8. Conclusão e Próximos Passos
    9. Aviso de isenção de responsabilidade

Relatório de avaliação farmacêutica

Cetoprofeno: De anti-inflamatório e antirreumático para displasia acromesomélica tipo Hunter-Thompson

Resumo em Uma Frase

Cetoprofeno (ketoprofen) é um anti-inflamatório não esteroide (AINE), registrado no Brasil na categoria de anti-inflamatórios e antirreumáticos. O modelo TxGNN prevê que pode ser eficaz para displasia acromesomélica tipo Hunter-Thompson (acromesomelic dysplasia, Hunter-Thompson type), mas atualmente há 0 ensaios clínicos e 0 publicações apoiando esta direção; trata-se apenas de uma previsão computacional.

Visão Geral Rápida

Item Conteúdo
Indicação Original Anti-inflamatórios e antirreumáticos
Nova Indicação Prevista Displasia acromesomélica tipo Hunter-Thompson (acromesomelic dysplasia, Hunter-Thompson type)
Pontuação de Previsão TxGNN 99,98%
Nível de Evidência L5
Situação no Mercado Brasileiro Somente registros cancelados
Número de Registros 20 (todos cancelados)
Decisão Recomendada Hold

Por que Esta Previsão é Razoável?

Atualmente, não há dados detalhados sobre o mecanismo de ação nos dados compilados para este relatório. Segundo informações conhecidas, o cetoprofeno é um AINE que inibe as enzimas COX-1 e COX-2, reduzindo a síntese de prostaglandinas, e sua ação anti-inflamatória e antirreumática é bem estabelecida.

A displasia acromesomélica tipo Hunter-Thompson é um distúrbio esquelético raro, causado por mutações de perda de função em CDMP1/GDF5, que afetam a formação da cartilagem (condrogênese). A inibição da COX não atua sobre esse defeito de base, e não há vínculo mecanístico estabelecido entre o fármaco e a doença.

A pontuação alta (99,98%) reflete apenas a previsão do modelo, sem respaldo de ensaios ou literatura. Outras indicações previstas entre as dez primeiras seguem o mesmo padrão: em sua maioria são displasias ou malformações congênitas sem relação plausível com a ação do fármaco. As exceções com alguma plausibilidade biológica são condições articulares inflamatórias (suscetibilidade a espondiloartropatia e artrite juvenil por defeito em LACC1), nas quais o AINE poderia oferecer, no máximo, alívio sintomático, sem modificar a doença.

Evidências de Ensaios Clínicos

Atualmente não há ensaios clínicos relacionados registrados.

Evidências da Literatura

Atualmente não há literatura relacionada.

Informações de Comercialização no Brasil

Todos os 20 registros estão cancelados; não há registro vigente. Principais registros (5 de 20):

Número de Registro Nome Comercial Forma Farmacêutica Indicação Aprovada
Registro nº 100431249 Bicerto Não informada Anti-inflamatórios e antirreumáticos
Registro nº 100431236 Cetoprofeno Não informada Anti-inflamatórios e antirreumáticos
Registro nº 103700554 Cetofenid Não informada Anti-inflamatórios e antirreumáticos
Registro nº 105830930 Ceftfenpro LP Não informada Anti-inflamatórios e antirreumáticos
Registro nº 100431313 Bicerto IV Não informada Anti-inflamatórios e antirreumáticos

Considerações de Segurança

  • Contraindicações (base de conhecimento do TxGNN, não extraídas de bula): hipertensão arterial, insuficiência hepática, doença renal, úlcera péptica (incluindo ativa), doenças da coagulação sanguínea, infarto do miocárdio, trombose coronariana, hemoglobinopatias, doença cardiovascular e cardiopatias.
  • Interações Medicamentosas: foram identificadas 100 interações no total; a lista examinada mostra principalmente interações de nível moderado e algumas de nível menor. Entre as de nível moderado estão:
    • corticosteroides (hidrocortisona, dexametasona, betametasona, budesonida, triamcinolona);
    • ácido acetilsalicílico;
    • antidiabéticos (metformina, clorpropamida, glimepirida);
    • aminossalicilatos (mesalazina, balsalazida);
    • naltrexona e alguns agentes alcalinizantes/laxativos.

    Entre as de nível menor: famotidina, ranitidina, cimetidina e linaclotida.

As advertências e contraindicações da bula não estavam disponíveis nos dados compilados; consulte a bula para informações complementares de segurança.

Conclusão e Próximos Passos

Decisão: Hold

Justificativa:

  • A previsão tem pontuação alta, mas não há nenhum ensaio clínico nem publicação (nível L5), e não existe vínculo mecanístico plausível entre a inibição da COX e a deficiência de GDF5/CDMP1. Além disso, todos os registros brasileiros estão cancelados.

Para prosseguir, é necessário:

  • Obter e analisar a bula do ANVISA (advertências e contraindicações), lacuna que impede a triagem de segurança.
  • Complementar os dados de mecanismo de ação (por exemplo, via DrugBank).
  • Realizar busca sistemática da literatura e de ensaios; entre as dez indicações previstas, a suscetibilidade a espondiloartropatia e a artrite juvenil associada a LACC1 são as mais coerentes com o uso original e podem ser priorizadas, ciente de que seriam benefício sintomático de classe, não um achado de reposicionamento inédito.
  • Verificar a situação regulatória atual, pois não há registro vigente no Brasil.

    Aviso de isenção de responsabilidade

Este conteúdo é apenas para fins de pesquisa e não constitui aconselhamento médico. É necessária validação clínica antes de qualquer aplicação clínica.



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