Glutamic Acid

Nível de evidência: L4 Indicações previstas: 4

Índice

  1. Glutamic Acid
    1. Relatório de avaliação farmacêutica
  2. Ácido Glutâmico: Da nutrição parenteral à osteoporose pós-menopausa
    1. Resumo em Uma Frase
    2. Visão Geral Rápida
    3. Por que Esta Previsão é Razoável?
    4. Evidências de Ensaios Clínicos
    5. Evidências da Literatura
    6. Informações de Comercialização no Brasil
    7. Considerações de Segurança
    8. Conclusão e Próximos Passos
    9. Aviso de isenção de responsabilidade

Relatório de avaliação farmacêutica

Ácido Glutâmico: Da nutrição parenteral à osteoporose pós-menopausa

Resumo em Uma Frase

O ácido glutâmico é um aminoácido usado originalmente em formulações de nutrição parenteral, reposição hidroeletrolítica e polivitamínicos com minerais. O modelo TxGNN prevê que pode ser eficaz para osteoporose pós-menopausa (postmenopausal osteoporosis), mas atualmente há 0 ensaios clínicos e 10 publicações associadas, nenhuma delas com ensaio clínico do ácido glutâmico propriamente dito nessa condição.


Visão Geral Rápida

Item Conteúdo
Indicação Original Polivitamínicos com minerais
Nova Indicação Prevista Osteoporose pós-menopausa (postmenopausal osteoporosis)
Pontuação de Previsão TxGNN 99,34%
Nível de Evidência L4
Situação no Mercado Brasileiro ✗ Apenas registros cancelados
Número de Registros 10 (todos cancelados)
Decisão Recomendada Hold

Por que Esta Previsão é Razoável?

Atualmente, não há dados detalhados sobre o mecanismo de ação do ácido glutâmico. Segundo informações conhecidas, ele é um aminoácido proteinogênico, usado em produtos de nutrição parenteral e polivitaminas com minerais, e participa de diversas vias metabólicas.

A relação com o metabolismo ósseo é plausível, porém indireta: resíduos de glutamato são convertidos, após a síntese proteica, em resíduos de γ-carboxiglutamato em proteínas dependentes de vitamina K, como a osteocalcina. Esse processo depende da vitamina K, e não de um efeito direto do ácido glutâmico administrado. Um estudo em camundongos ovariectomizados sugeriu que o ácido glutâmico atenua sintomas semelhantes aos da menopausa, mas se trata de dado pré-clínico.

A pontuação elevada do TxGNN (99,34%) é apenas uma previsão do modelo. A maior parte da literatura recuperada trata de compostos relacionados (vitamina K2, vitamina D3, ácido poli-γ-glutâmico), e não do ácido glutâmico em si.


Evidências de Ensaios Clínicos

Atualmente não há ensaios clínicos relacionados registrados.


Evidências da Literatura

PMID Ano Tipo Periódico Principais Achados
19172219 2009 Estudo randomizado prospectivo (aberto) J Bone Miner Metab Em 109 pacientes, a menatetrenona (vitamina K2) por 6 meses aumentou a γ-carboxilação da osteocalcina, comparada ao aspartato de cálcio. Não envolve ácido glutâmico
18187428 2007 Estudo fisiológico humano pequeno J Am Coll Nutr Avaliou o efeito agudo do ácido poli-γ-glutâmico (polímero distinto) na absorção de cálcio em mulheres pós-menopausa
14529146 2003 Estudo clínico/revisão Keio J Med Tratamento com vitamina D3 e/ou K2 na osteoporose pós-menopausa; a vitamina K2 favorece a γ-carboxilação de resíduos de glutamato ósseos
14584089 2003 Estudo clínico Yonsei Med J Tratamento combinado de vitamina K2 e bisfosfonatos em mulheres pós-menopausa com osteoporose
26144993 2015 Pré-clínico (camundongo) Nutr Res O ácido glutâmico atenuou sintomas do tipo menopausa em camundongos ovariectomizados
34529430 2021 Pré-clínico Nano Lett Vesículas poliméricas com ácido glutâmico para liberação de estradiol direcionada ao osso; o ácido glutâmico é componente do material, não o princípio ativo
29437025 2018 Estudo de associação genética Endocr Metab Immune Disord Drug Targets Associação entre o polimorfismo VKORC1 -1639G>A e osteoporose em mulheres pós-menopausa
18414001 2008 Estudo farmacogenético Mol Cells SNPs do SLC22A11 (hOAT4) em pacientes coreanas com osteoporose
11668761 2001 Revisão Tidsskr Nor Laegeforen Resumo sobre vitamina K na dieta norueguesa e osteoporose
40950804 2025 Estudo transversal J Diabetes Metab Disord Estudo metabolômico de perfis de aminoácidos, envelhecimento e hormônios sexuais em idosos iranianos

Informações de Comercialização no Brasil

Todos os 10 registros encontram-se cancelados; atualmente não há registro válido.

Número de Registro Nome Comercial Forma Farmacêutica Indicação Aprovada
Registro 104440053 Organoneuro Cerebral — Polivitamínicos com minerais
Registro 100850145 Amixal — Nutrientes parenterais
Registro 100850109 Nutriflex Plus — Nutrientes parenterais
Registro 100850246 Nutriflex Lipid — Nutrientes parenterais
Registro 100850124 Nutriflex Lipid — Nutrientes parenterais

(Listados os 5 principais, de um total de 10 registros cancelados.)


Considerações de Segurança

  • Contraindicações relatadas no grafo de conhecimento (TxGNN/PrimeKG, não oriundas de bula): doença renal (incluindo doença renal crônica e insuficiência renal terminal), nefrolitíase, nefrocalcinose, hipercalcemia e distúrbios relacionados (hiperparatireoidismo, osteíte fibrosa, hipercalcemia humoral da malignidade, sarcoidose), distúrbios do metabolismo do fósforo, doenças cardíacas e cardiovasculares, intoxicação digitálica, fibrilação ventricular, nefropatia aguda por urato, fenilcetonúria e distúrbios do metabolismo da fenilalanina.
  • Interações Medicamentosas (5 registradas, todas de gravidade moderada): anfetamina, benzfetamina, dextroanfetamina, lisdexanfetamina e metanfetamina.

Para advertências e contraindicações formais, consulte a bula.


Conclusão e Próximos Passos

Decisão: Hold

Justificativa:

  • Não há ensaios clínicos do ácido glutâmico na osteoporose pós-menopausa; a literatura refere-se a compostos relacionados (vitamina K2, vitamina D3, ácido poli-γ-glutâmico) ou a modelos animais. A evidência é de nível L4 e a pontuação do modelo não é respaldada por dados clínicos diretos.
  • Todos os registros brasileiros estão cancelados, e há contraindicações potencialmente relevantes (doença renal, hipercalcemia, doenças cardiovasculares).

Para prosseguir, é necessário:

  • Dados do mecanismo de ação (MOA) e da relação direta entre o ácido glutâmico e o metabolismo ósseo
  • Bula oficial da ANVISA, com advertências e contraindicações
  • Estudos pré-clínicos específicos do ácido glutâmico em modelos de osteoporose, antes de qualquer ensaio clínico
  • Avaliação da viabilidade regulatória, dado que não há registro válido no Brasil, e da via de administração
  • Avaliação de segurança em pacientes com doença renal ou cardiovascular

Observação sobre outras indicações previstas: osteoporose associada à gravidez, glaucoma hereditário primário e gastroparesia têm nível de evidência L5 e recomendação Hold. Para o glaucoma, a excitotoxicidade do glutamato sugere risco, e não benefício. Para a gastroparesia, a literatura recuperada (anticorpos anti-GAD) não tem relação com o ácido glutâmico como fármaco.

Aviso de isenção de responsabilidade

Este conteúdo é apenas para fins de pesquisa e não constitui aconselhamento médico. É necessária validação clínica antes de qualquer aplicação clínica.



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