Gadobutrol
| Nível de evidência: L5 | Indicações previstas: 10 |
Índice
- Gadobutrol
- Gadobutrol: Do contraste para ressonância magnética à doença arterial periférica (uso diagnóstico)
Gadobutrol: Do contraste para ressonância magnética à doença arterial periférica (uso diagnóstico)
Resumo em Uma Frase
Gadobutrol é um agente de contraste à base de gadolínio, usado em exames de ressonância magnética. Não há dados sobre indicação aprovada no Brasil nos dados compilados para este relatório. O modelo TxGNN prevê como principal resultado a Hiperplasia Prostática Benigna (benign prostatic hyperplasia), sem nenhuma evidência clínica. A previsão com mais evidências é Doença Arterial Periférica (peripheral arterial disease), com 1 ensaio clínico e 13 publicações, todos de natureza diagnóstica (angiografia por ressonância magnética) e não terapêutica.
Visão Geral Rápida
| Item | Conteúdo |
|---|---|
| Indicação Original | Sem informação disponível |
| Nova Indicação Prevista | Hiperplasia Prostática Benigna (benign prostatic hyperplasia) |
| Pontuação de Previsão TxGNN | 83,24% |
| Nível de Evidência | L5 |
| Situação no Mercado Brasileiro | Não comercializado |
| Número de Registros | 0 |
| Decisão Recomendada | Hold |
Observação: a indicação de maior pontuação (hiperplasia prostática benigna) não tem nenhum respaldo. A doença arterial periférica (pontuação 76,72%, nível L3) é a única com evidência real, mas se restringe ao uso como meio de diagnóstico por imagem.
Por que Esta Previsão é Razoável?
Atualmente, não há dados detalhados sobre o mecanismo de ação. Segundo informações conhecidas, o gadobutrol é um contraste de gadolínio extracelular, macrocíclico, usado para realçar imagens de ressonância magnética. Ele não tem ação farmacológica conhecida sobre a próstata, a 5-alfa-redutase ou as vias alfa-adrenérgicas.
Para a hiperplasia prostática benigna, não foi identificada nenhuma ligação mecanística. A pontuação elevada (0,83) parece ser um artefato do grafo de conhecimento, sem base biológica, e a previsão não deve ser considerada plausível.
A doença arterial periférica aparece porque o gadobutrol é amplamente usado em angiografia por ressonância magnética (CE-MRA) para visualizar artérias. Isso é uso diagnóstico: o fármaco não trata nem modifica a doença. Portanto, não se trata de reposicionamento terapêutico verdadeiro.
Evidências de Ensaios Clínicos
Para a indicação de maior pontuação (hiperplasia prostática benigna), atualmente não há ensaios clínicos relacionados registrados.
Para a doença arterial periférica (indicação com evidências), há um ensaio:
| Número do Ensaio | Fase | Status | Participantes | Principais Achados |
|---|---|---|---|---|
| NCT01026389 | Phase 4 | Concluído | 189 | Compara a angiografia por RM com Dotarem® e com Gadovist® (gadobutrol) no diagnóstico de doenças arteriais abdominais ou de membros; o gadobutrol é o comparador e o foco é diagnóstico |
Evidências da Literatura
Para a hiperplasia prostática benigna, atualmente não há literatura relacionada.
Para a doença arterial periférica, as publicações mais relevantes (RCTs primeiro):
| PMID | Ano | Tipo | Periódico | Principais Achados |
|---|---|---|---|---|
| 26001243 | 2015 | RCT | AJR Am J Roentgenol | Comparação randomizada de gadoterato e gadobutrol em ARM 3 T, com DSA como referência, na doença arterial oclusiva periférica |
| 22848033 | 2012 | RCT | J Magn Reson Imaging | Estudo cruzado duplo-cego comparando gadoterato 0,5 M e gadobutrol 1,0 M em ARM periférica a 3,0 T |
| 18504760 | 2008 | RCT | J Magn Reson Imaging | Gadobutrol 1,0 M versus gadoterato 0,5 M em ARM dos membros inferiores |
| 15280530 | 2004 | RCT | Nephrol Dial Transplant | Função renal após gadobutrol versus contraste iodado (iohexol) em angiografia de pacientes azotêmicos |
| 12928960 | 2003 | Coorte | Eur Radiol | ARM com mesa móvel e gadobutrol em 203 pacientes, comparada cegamente com DSA |
| 12928957 | 2003 | Segurança | Eur Radiol | Segurança do gadobutrol 1,0 M em ARM, avaliada em 435 pacientes de três estudos multicêntricos |
| 15149986 | 2004 | Coorte | AJR Am J Roentgenol | ARM 3D de corpo inteiro com gadobutrol em 51 pacientes, comparada com DSA |
| 23188773 | 2013 | Coorte | J Magn Reson Imaging | Acurácia diagnóstica da ARM multiestação versus DSA em membros inferiores |
| 21031523 | 2010 | Coorte | J Magn Reson Imaging | Gadobenato 0,5 M versus gadobutrol 1,0 M em ARM de membros inferiores |
| 24893292 | 2014 | Coorte | PLoS One | Realce e qualidade de imagem de dois quelatos de gadolínio em ARM resolvida no tempo da panturrilha |
Todos os estudos tratam de desempenho diagnóstico ou segurança do contraste; nenhum avalia benefício terapêutico.
Considerações de Segurança
- Interações Medicamentosas: foram identificadas 25 interações no total (as 20 detalhadas nos dados compilados são de gravidade moderada). Todas envolvem betabloqueadores, entre eles acebutolol, atenolol, betaxolol, bisoprolol, carvedilol, labetalol, metoprolol, nadolol, nebivolol, pindolol, propranolol, sotalol, timolol (incluindo formulações oftálmicas), esmolol e carteolol.
Para advertências e contraindicações, consulte a bula.
Conclusão e Próximos Passos
Decisão: Hold
Justificativa:
- A indicação de maior pontuação (hiperplasia prostática benigna) não tem evidência clínica nem mecanismo plausível. As demais indicações previstas (síndrome da cauda equina, estrongiloidíase, cálculo prostático, bexiga neurogênica obsoleta, irite, hipertricose, doença da região orbital) também não têm respaldo. A doença arterial periférica tem evidência (L3), mas apenas diagnóstica, e não configura reposicionamento terapêutico.
Para prosseguir, é necessário:
- Obter a bula da ANVISA, com advertências e contraindicações, pois a lacuna de dados de segurança impede a triagem de segurança.
- Confirmar o mecanismo de ação via DrugBank.
- Confirmar a situação regulatória no Brasil (nenhum registro encontrado nos dados compilados).
- Definir se o uso diagnóstico em doença arterial periférica deve ser tratado fora do escopo de reposicionamento terapêutico.
Aviso de isenção de responsabilidade
Este conteúdo é apenas para fins de pesquisa e não constitui aconselhamento médico. É necessária validação clínica antes de qualquer aplicação clínica.