Gadobutrol

Nível de evidência: L5 Indicações previstas: 10

Índice

  1. Gadobutrol
    1. Relatório de avaliação farmacêutica
  2. Gadobutrol: Do contraste para ressonância magnética à doença arterial periférica (uso diagnóstico)
    1. Resumo em Uma Frase
    2. Visão Geral Rápida
    3. Por que Esta Previsão é Razoável?
    4. Evidências de Ensaios Clínicos
    5. Evidências da Literatura
    6. Considerações de Segurança
    7. Conclusão e Próximos Passos
    8. Aviso de isenção de responsabilidade

Relatório de avaliação farmacêutica

Gadobutrol: Do contraste para ressonância magnética à doença arterial periférica (uso diagnóstico)

Resumo em Uma Frase

Gadobutrol é um agente de contraste à base de gadolínio, usado em exames de ressonância magnética. Não há dados sobre indicação aprovada no Brasil nos dados compilados para este relatório. O modelo TxGNN prevê como principal resultado a Hiperplasia Prostática Benigna (benign prostatic hyperplasia), sem nenhuma evidência clínica. A previsão com mais evidências é Doença Arterial Periférica (peripheral arterial disease), com 1 ensaio clínico e 13 publicações, todos de natureza diagnóstica (angiografia por ressonância magnética) e não terapêutica.

Visão Geral Rápida

Item Conteúdo
Indicação Original Sem informação disponível
Nova Indicação Prevista Hiperplasia Prostática Benigna (benign prostatic hyperplasia)
Pontuação de Previsão TxGNN 83,24%
Nível de Evidência L5
Situação no Mercado Brasileiro Não comercializado
Número de Registros 0
Decisão Recomendada Hold

Observação: a indicação de maior pontuação (hiperplasia prostática benigna) não tem nenhum respaldo. A doença arterial periférica (pontuação 76,72%, nível L3) é a única com evidência real, mas se restringe ao uso como meio de diagnóstico por imagem.

Por que Esta Previsão é Razoável?

Atualmente, não há dados detalhados sobre o mecanismo de ação. Segundo informações conhecidas, o gadobutrol é um contraste de gadolínio extracelular, macrocíclico, usado para realçar imagens de ressonância magnética. Ele não tem ação farmacológica conhecida sobre a próstata, a 5-alfa-redutase ou as vias alfa-adrenérgicas.

Para a hiperplasia prostática benigna, não foi identificada nenhuma ligação mecanística. A pontuação elevada (0,83) parece ser um artefato do grafo de conhecimento, sem base biológica, e a previsão não deve ser considerada plausível.

A doença arterial periférica aparece porque o gadobutrol é amplamente usado em angiografia por ressonância magnética (CE-MRA) para visualizar artérias. Isso é uso diagnóstico: o fármaco não trata nem modifica a doença. Portanto, não se trata de reposicionamento terapêutico verdadeiro.

Evidências de Ensaios Clínicos

Para a indicação de maior pontuação (hiperplasia prostática benigna), atualmente não há ensaios clínicos relacionados registrados.

Para a doença arterial periférica (indicação com evidências), há um ensaio:

Número do Ensaio Fase Status Participantes Principais Achados
NCT01026389 Phase 4 Concluído 189 Compara a angiografia por RM com Dotarem® e com Gadovist® (gadobutrol) no diagnóstico de doenças arteriais abdominais ou de membros; o gadobutrol é o comparador e o foco é diagnóstico

Evidências da Literatura

Para a hiperplasia prostática benigna, atualmente não há literatura relacionada.

Para a doença arterial periférica, as publicações mais relevantes (RCTs primeiro):

PMID Ano Tipo Periódico Principais Achados
26001243 2015 RCT AJR Am J Roentgenol Comparação randomizada de gadoterato e gadobutrol em ARM 3 T, com DSA como referência, na doença arterial oclusiva periférica
22848033 2012 RCT J Magn Reson Imaging Estudo cruzado duplo-cego comparando gadoterato 0,5 M e gadobutrol 1,0 M em ARM periférica a 3,0 T
18504760 2008 RCT J Magn Reson Imaging Gadobutrol 1,0 M versus gadoterato 0,5 M em ARM dos membros inferiores
15280530 2004 RCT Nephrol Dial Transplant Função renal após gadobutrol versus contraste iodado (iohexol) em angiografia de pacientes azotêmicos
12928960 2003 Coorte Eur Radiol ARM com mesa móvel e gadobutrol em 203 pacientes, comparada cegamente com DSA
12928957 2003 Segurança Eur Radiol Segurança do gadobutrol 1,0 M em ARM, avaliada em 435 pacientes de três estudos multicêntricos
15149986 2004 Coorte AJR Am J Roentgenol ARM 3D de corpo inteiro com gadobutrol em 51 pacientes, comparada com DSA
23188773 2013 Coorte J Magn Reson Imaging Acurácia diagnóstica da ARM multiestação versus DSA em membros inferiores
21031523 2010 Coorte J Magn Reson Imaging Gadobenato 0,5 M versus gadobutrol 1,0 M em ARM de membros inferiores
24893292 2014 Coorte PLoS One Realce e qualidade de imagem de dois quelatos de gadolínio em ARM resolvida no tempo da panturrilha

Todos os estudos tratam de desempenho diagnóstico ou segurança do contraste; nenhum avalia benefício terapêutico.

Considerações de Segurança

  • Interações Medicamentosas: foram identificadas 25 interações no total (as 20 detalhadas nos dados compilados são de gravidade moderada). Todas envolvem betabloqueadores, entre eles acebutolol, atenolol, betaxolol, bisoprolol, carvedilol, labetalol, metoprolol, nadolol, nebivolol, pindolol, propranolol, sotalol, timolol (incluindo formulações oftálmicas), esmolol e carteolol.

Para advertências e contraindicações, consulte a bula.

Conclusão e Próximos Passos

Decisão: Hold

Justificativa:

  • A indicação de maior pontuação (hiperplasia prostática benigna) não tem evidência clínica nem mecanismo plausível. As demais indicações previstas (síndrome da cauda equina, estrongiloidíase, cálculo prostático, bexiga neurogênica obsoleta, irite, hipertricose, doença da região orbital) também não têm respaldo. A doença arterial periférica tem evidência (L3), mas apenas diagnóstica, e não configura reposicionamento terapêutico.

Para prosseguir, é necessário:

  • Obter a bula da ANVISA, com advertências e contraindicações, pois a lacuna de dados de segurança impede a triagem de segurança.
  • Confirmar o mecanismo de ação via DrugBank.
  • Confirmar a situação regulatória no Brasil (nenhum registro encontrado nos dados compilados).
  • Definir se o uso diagnóstico em doença arterial periférica deve ser tratado fora do escopo de reposicionamento terapêutico.

    Aviso de isenção de responsabilidade

Este conteúdo é apenas para fins de pesquisa e não constitui aconselhamento médico. É necessária validação clínica antes de qualquer aplicação clínica.



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