Filgrastim

證據等級: L5 預測適應症: 10

目錄

  1. Filgrastim
  2. Filgrastim: Da Mobilização de Células-Tronco ao Distúrbio Primário de Liberação de Plaquetas
    1. Resumo em Uma Frase
    2. Visão Geral Rápida
    3. Por que Esta Previsão é Razoável?
    4. Evidências de Ensaios Clínicos
    5. Evidências da Literatura
    6. Informações de Comercialização no Brasil
    7. Considerações de Segurança
    8. Conclusão e Próximos Passos
    9. Revisão da literatura específica sobre expressão e função de G-CSFR em megacariócitos e plaquetas humanas

## 藥師評估報告

Filgrastim: Da Mobilização de Células-Tronco ao Distúrbio Primário de Liberação de Plaquetas

Resumo em Uma Frase

Filgrastim é um fator estimulador de colônias de granulócitos (G-CSF) recombinante, amplamente utilizado no tratamento de neutropenia induzida por quimioterapia e na mobilização de células-tronco hematopoiéticas periféricas para transplante. O modelo TxGNN prevê que pode ser eficaz para o Distúrbio Primário de Liberação de Plaquetas (Primary Release Disorder of Platelets), com 14 ensaios clínicos e 1 publicação identificados — embora nenhum deles avalie esta indicação de forma direta.


Visão Geral Rápida

Item Conteúdo
Indicação Original Neutropenia induzida por quimioterapia; mobilização de células-tronco hematopoiéticas periféricas
Nova Indicação Prevista Distúrbio Primário de Liberação de Plaquetas (Primary Release Disorder of Platelets)
Pontuação de Previsão TxGNN 99.998%
Nível de Evidência L4
Situação no Mercado Brasileiro ✓ Comercializado
Número de Registros 20
Decisão Recomendada Hold

Por que Esta Previsão é Razoável?

Atualmente, não há dados detalhados sobre o mecanismo de ação no Evidence Pack. Segundo informações conhecidas, Filgrastim é um G-CSF recombinante que atua ligando-se ao receptor de G-CSF (G-CSFR) na superfície celular, estimulando a proliferação, diferenciação e ativação funcional de neutrófilos e seus precursores mieloides. É utilizado clinicamente para encurtar o período de neutropenia grave após quimioterapia mielossupressora e para mobilizar células-tronco hematopoiéticas do compartimento medular para o sangue periférico.

A hipótese de reposicionamento apoia-se em dados que indicam a presença de receptores de G-CSF também na superfície dos megacariócitos — células precursoras das plaquetas. Teoricamente, a ativação desses receptores poderia influenciar a formação de grânulos plaquetários e o processo de liberação do conteúdo granular. Reforçando essa ideia, estudos em doadores de células-tronco submetidos à mobilização com G-CSF registraram flutuações transitórias na contagem e na composição funcional das plaquetas circulantes.

No entanto, o distúrbio primário de liberação de plaquetas é caracterizado por defeitos intrínsecos na secreção dos grânulos plaquetários (grânulos alfa e densos), e o G-CSF não possui mecanismo direto para corrigir essa falha secretória. A conexão mecanística permanece indireta e especulativa, sem suporte de estudos clínicos direcionados especificamente a esta condição.


Evidências de Ensaios Clínicos

Atenção: Nenhum dos ensaios abaixo avalia Filgrastim diretamente para o distúrbio primário de liberação de plaquetas. Todos os estudos utilizam Filgrastim como agente auxiliar de mobilização de células-tronco em contextos de transplante hematopoiético (HSCT).

Número do Ensaio Fase Status Participantes Principais Achados
NCT00245037 Phase 1/2 Concluído 147 HSCT não mieloablativa com bussulfano, fludarabina e irradiação corporal total para malignidades hematológicas; Filgrastim utilizado na mobilização do enxerto
NCT00043979 Phase 2 Concluído 60 Transplante alogênico/singênico de células-tronco sanguíneas para sarcomas pediátricos de alto risco e recorrentes
NCT00076752 Phase 2 Concluído 9 Linfodepleção intensificada seguida de HSCT autóloga para lúpus eritematoso sistêmico grave; amostra pequena
NCT00003138 Phase 3 Concluído 118 Eritropoietina com ou sem Filgrastim versus suporte transfusional em síndromes mielodisplásicas com anemia; estudo mais próximo do uso direto de Filgrastim
NCT01335932 Phase 2 Concluído 160 Ganciclovir para prevenção de reativação de CMV em insuficiência respiratória grave; Filgrastim não é o agente principal
NCT04047628 Phase 3 Em recrutamento 156 AHSCT versus melhor terapia disponível para esclerose múltipla recidivante resistente; Filgrastim como mobilizador
NCT02646098 Phase 2 Concluído 64 Seleção CD34+ versus não selecionada em ASCT para linfoma de células do manto e DLBCL avançado
NCT00923364 Phase 2 Concluído 19 HSCT de intensidade reduzida para pacientes com mutações GATA2; amostra pequena
NCT00281879 Phase 2 Encerrado 200 HSCT de doador não aparentado para malignidades hematológicas; encerrado precocemente
NCT05170828 Phase 1 Retirado 0 HSCT alogênico com medula óssea criopreservada de doador não aparentado com PTCy; sem dados

Evidências da Literatura

PMID Ano Tipo Periódico Principais Achados
29770133 2018 Clinical Cohort / Observacional Frontiers in Immunology G-CSF em doadores saudáveis causa mobilização preferencial de subpopulações de linfócitos; discute composição imunológica do enxerto e risco de complicações pós-transplante mediadas imunologicamente

Informações de Comercialização no Brasil

Filgrastim possui 20 registros ativos no Brasil. Os dados detalhados dos produtos (nome comercial, forma farmacêutica e texto de indicação aprovada) não estão disponíveis no Evidence Pack atual. Recomenda-se consultar diretamente o banco de dados de medicamentos da ANVISA para verificar os registros individuais e as indicações aprovadas.


Considerações de Segurança

Consulte a bula para informações de segurança.


Conclusão e Próximos Passos

Decisão: Hold

Justificativa: Embora o score TxGNN seja muito elevado (99.998%), os 14 ensaios clínicos identificados são todos estudos de transplante de células-tronco hematopoiéticas onde Filgrastim atua exclusivamente como agente mobilizador, sem nenhuma evidência de intervenção direta sobre o distúrbio primário de liberação de plaquetas. A conexão mecanística entre G-CSF e a disfunção secretória granular plaquetária é indireta e carece de validação experimental, justificando a classificação L4 e a recomendação de pausa para investigação básica antes de qualquer avanço clínico.

Para prosseguir, é necessário:

  • Dados do mecanismo de ação (MOA) de Filgrastim em megacariócitos, especificamente sobre regulação da biogênese e liberação de grânulos plaquetários
  • Estudos pré-clínicos (in vitro ou em modelos animais) avaliando o efeito de G-CSF em modelos de disfunção de liberação granular plaquetária
  • Advertências, contraindicações e precauções da bula aprovada pela ANVISA para avaliação completa de segurança
  • Dados completos dos 20 registros ANVISA (nome comercial, forma farmacêutica e indicações aprovadas)
  • Revisão da literatura específica sobre expressão e função de G-CSFR em megacariócitos e plaquetas humanas


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