Esomeprazole

Nível de evidência: L1 Indicações previstas: 10

Índice

  1. Esomeprazole
    1. Relatório de avaliação farmacêutica
  2. Esomeprazol: Do tratamento antiulceroso à úlcera duodenal
    1. Resumo em Uma Frase
    2. Visão Geral Rápida
    3. Por que Esta Previsão é Razoável?
    4. Evidências de Ensaios Clínicos
    5. Evidências da Literatura
    6. Informações de Comercialização no Brasil
    7. Citotoxicidade
    8. Considerações de Segurança
    9. Conclusão e Próximos Passos
    10. Aviso de isenção de responsabilidade

Relatório de avaliação farmacêutica

Esomeprazol: Do tratamento antiulceroso à úlcera duodenal

Resumo em Uma Frase

Esomeprazol é um inibidor da bomba de prótons, originalmente registrado na ANVISA como antiulceroso e para outros produtos do aparelho digestivo e metabolismo. O modelo TxGNN prevê que pode ser eficaz para Úlcera Duodenal (duodenal ulcer), com 36 ensaios clínicos e 19 publicações associados a esta direção. Trata-se de um uso já próximo da indicação original, portanto não é um reposicionamento no sentido estrito.

Visão Geral Rápida

Item Conteúdo
Indicação Original Antiulcerosos
Nova Indicação Prevista Úlcera Duodenal (duodenal ulcer)
Pontuação de Previsão TxGNN 99,40%
Nível de Evidência L1
Situação no Mercado Brasileiro ✗ Somente registros cancelados
Número de Registros 15 (todos cancelados)
Decisão Recomendada Proceed with Guardrails

Observação: a previsão de maior pontuação (refluxo duodenogástrico, 99,53%) tem apenas uma revisão geral sobre IBPs como evidência (nível L4, decisão Hold). Por isso, este relatório se concentra na úlcera duodenal, a previsão com maior sustentação clínica entre as dez avaliadas.

Por que Esta Previsão é Razoável?

Não há dados detalhados sobre o mecanismo de ação nos dados compilados para este relatório. Segundo informações conhecidas, o esomeprazol é o S-isômero do omeprazol e inibe de forma irreversível a bomba de prótons H+/K+ ATPase das células parietais gástricas, reduzindo a secreção de ácido. Isso permite a cicatrização de úlceras e faz do fármaco um pilar dos esquemas de erradicação do Helicobacter pylori.

A indicação original (antiulceroso) e a úlcera duodenal pertencem ao mesmo grupo de doenças pépticas relacionadas ao ácido. A previsão é, portanto, mecanisticamente coerente e praticamente equivale a um uso já estabelecido.

Há uma ressalva importante: todos os 15 registros brasileiros constam como cancelados. Antes de qualquer avanço, é preciso verificar a disponibilidade regulatória atual.

Evidências de Ensaios Clínicos

Foram identificados 36 ensaios; abaixo estão os mais relevantes (priorizando fase 3 concluídos e diretamente ligados a úlcera).

Número do Ensaio Fase Status Participantes Principais Achados
NCT00542789 Phase 3 Concluído 343 Esomeprazol 20 mg vs placebo na prevenção de úlceras gástricas/duodenais associadas a AINE por até 24 semanas
NCT00629928 Phase 3 Concluído 800 Esomeprazol 20/40 mg vs placebo na prevenção de úlceras gástricas e duodenais associadas a AINE
NCT01069939 Phase 3 Concluído 427 Esomeprazol 20 mg vs placebo na prevenção de úlceras gástricas/duodenais com ácido acetilsalicílico em baixa dose
NCT00595517 Phase 3 Concluído 395 Segurança e tolerabilidade por até 52 semanas na prevenção de úlceras associadas a AINE
NCT01142245 Phase 3 Concluído 263 Esomeprazol intravenoso e oral na prevenção de ressangramento de úlcera péptica após terapia endoscópica
NCT03553563 Phase 3 Concluído 50 Terapia de manutenção e prevenção de recorrência de úlcera gástrica/duodenal em pacientes pediátricos japoneses
NCT06850480 Phase 3 Recrutando 356 Zastaprazana vs Nexium® em esofagite de refluxo (esomeprazol como comparador)
NCT02296021 Phase 4 Concluído 612 Terapia quádrupla com berberina vs bismuto na erradicação de H. pylori, com esomeprazol
NCT04678492 Phase 4 Concluído 658 Terapia dupla de alta dose (esomeprazol + amoxicilina) vs quádrupla com bismuto no resgate de H. pylori
NCT07312370 Phase 4 Ainda não recrutando 120 Esomeprazol IV com sucralfato na cicatrização de úlcera após dissecção endoscópica da submucosa

Evidências da Literatura

PMID Ano Tipo Periódico Principais Achados
11742194 2001 RCT Eur J Gastroenterol Hepatol Uma semana de terapia tripla com esomeprazol erradica H. pylori e cicatriza úlcera duodenal
11121908 2000 RCT Aliment Pharmacol Ther Terapia tripla de uma semana com esomeprazol é eficaz na erradicação de H. pylori em úlcera duodenal
12093317 2002 Revisão Drugs Esomeprazol oferece melhor controle ácido que IBPs racêmicos e maiores taxas de cicatrização de esofagite erosiva
18627213 2008 Revisão Drugs Uso em doenças ácidas gástricas, incluindo úlcera associada a AINE e úlcera duodenal por H. pylori
10983736 2000 Revisão Drugs Esomeprazol, primeiro IBP em isômero único, com melhor controle do pH intragástrico
22372726 2012 Revisão Drugs Aging Combinação fixa de AAS/esomeprazol para pacientes em AAS em baixa dose com risco de úlcera
19221370 2009 Ensaio randomizado Ann Intern Med Esomeprazol intravenoso na prevenção de ressangramento de úlcera péptica
16335855 2005 Revisão Drugs IBPs devem ser usados na erradicação de H. pylori, cicatrização de úlcera péptica e lesões por AINE
11060758 2000 Revisão Expert Opin Investig Drugs Atualização sobre tratamentos de úlceras gástricas e duodenais
39319279 2024 Estudo clínico Pediatr Gastroenterol Hepatol Nutr Uso prolongado de esomeprazol em pacientes pediátricos japoneses (1–14 anos) com doença ácida crônica

Informações de Comercialização no Brasil

Todos os registros encontrados estão cancelados. Os dados compilados não informam a forma farmacêutica.

Número de Registro Nome Comercial Forma Farmacêutica Indicação Aprovada
Registro nº 116180105 Nexium Não informada Antiulcerosos
Registro nº 105730119 Esomeprazol Magnésico Não informada Antiulcerosos
Registro nº 100431217 Ésio Não informada Antiulcerosos
Registro nº 105730531 Gaeso Não informada Antiulcerosos
Registro nº 165070003 Yesom Não informada Outros produtos para o aparelho digestivo e metabolismo

Total de 15 registros, todos cancelados; apenas os 5 principais são exibidos.

Citotoxicidade

Esta seção não se aplica: esomeprazol não é antineoplásico.

Considerações de Segurança

  • Contraindicações segundo o grafo de conhecimento (não é texto de bula): insuficiência hepática, osteoporose, osteoporose pós-menopausa, fratura óssea e gastrite atrófica crônica.
  • Interações Medicamentosas: foram consultadas 100 interações. Entre as listadas, destacam-se as de nível grave: acalabrutinibe e atazanavir. As de nível moderado incluem hidroclorotiazida, anfotericina B, amicacina, anfetamina, fenofibrato, apalutamida, armodafinila, atorvastatina, bendamustina, bosutinibe e bumetanida. As de nível leve incluem ácido acetilsalicílico, axitinibe, bortezomibe, brivaracetam e cianocobalamina.
  • Estudos farmacocinéticos de interação (por exemplo, com clopidogrel e ácido acetilsalicílico) constam entre os ensaios identificados.
  • Um relato de caso descreve elevação de cromogranina A induzida por esomeprazol, o que pode confundir o diagnóstico de tumores neuroendócrinos.

Para advertências e contraindicações formais, consulte a bula, pois o texto da bula da ANVISA não estava disponível nos dados compilados.

Conclusão e Próximos Passos

Decisão: Proceed with Guardrails

Justificativa: Há vários ensaios de fase 3 concluídos e ensaios randomizados que sustentam o uso do esomeprazol em úlceras gástricas e duodenais (nível L1). Contudo, trata-se de uso praticamente já estabelecido, e todos os registros brasileiros estão cancelados, o que exige verificação regulatória antes de qualquer avanço.

Para prosseguir, é necessário:

  • Confirmar a situação regulatória atual na ANVISA (registros cancelados, possível novo registro ou alternativas disponíveis no mercado).
  • Obter e analisar a bula para advertências e contraindicações formais.
  • Obter dados do mecanismo de ação (por exemplo, via DrugBank).
  • Avaliar os riscos de interação medicamentosa (acalabrutinibe e atazanavir) e as preocupações em populações específicas (insuficiência hepática, osteoporose).
  • Manter as demais previsões (refluxo duodenogástrico, obstrução duodenal, perfuração, acne, entre outras) em Hold, pois carecem de evidência clínica direta ou de plausibilidade mecanística.

    Aviso de isenção de responsabilidade

Este conteúdo é apenas para fins de pesquisa e não constitui aconselhamento médico. É necessária validação clínica antes de qualquer aplicação clínica.



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