Carboplatin

Nível de evidência: L2 Indicações previstas: 10

Índice

  1. Carboplatin
    1. Relatório de avaliação farmacêutica
  2. Carboplatina: Do câncer de ovário ao carcinoma de mama feminino
    1. Resumo em Uma Frase
    2. Visão Geral Rápida
    3. Por que Esta Previsão é Razoável?
    4. Evidências de Ensaios Clínicos
    5. Evidências da Literatura
    6. Informações de Comercialização no Brasil
    7. Citotoxicidade
    8. Considerações de Segurança
    9. Conclusão e Próximos Passos
    10. Aviso de isenção de responsabilidade

Relatório de avaliação farmacêutica

Carboplatina: Do câncer de ovário ao carcinoma de mama feminino

Resumo em Uma Frase

A carboplatina é um agente quimioterápico à base de platina, originalmente usado no tratamento do câncer de ovário. O modelo TxGNN prevê que pode ser eficaz para Carcinoma de Mama Feminino (Female Breast Carcinoma), atualmente com 45 ensaios clínicos e 19 publicações apoiando esta direção.

Visão Geral Rápida

Item Conteúdo
Indicação Original Câncer de ovário (e subtipos relacionados, como adenocarcinoma de ovário e tumores de células germinativas do ovário)
Nova Indicação Prevista Carcinoma de Mama Feminino (Female Breast Carcinoma)
Pontuação de Previsão TxGNN 99,86%
Nível de Evidência L2
Situação no Mercado Brasileiro Não comercializado
Número de Registros 0
Decisão Recomendada Proceed with Guardrails

Observação: os dados compilados para este relatório não trazem texto de indicação aprovada na ANVISA. A indicação original foi extraída das indicações do grafo de conhecimento do TxGNN.

Por que Esta Previsão é Razoável?

Atualmente, não há dados detalhados sobre o mecanismo de ação. Segundo informações conhecidas, a carboplatina é um agente de platina que forma ligações cruzadas no DNA, bloqueando a replicação e induzindo a morte das células tumorais. Sua eficácia no câncer de ovário está estabelecida.

A relação entre as duas indicações está na biologia de deficiência de recombinação homóloga (HRD). Tumores de mama associados a BRCA e o câncer de mama triplo-negativo (TNBC) compartilham essa característica com muitos tumores de ovário, o que os torna mais sensíveis a agentes que danificam o DNA, como a platina.

As evidências são mais fortes para o câncer de mama triplo-negativo. Os estudos GeparSixto, CALGB 40603 e BrighTNess mostraram que adicionar carboplatina à quimioterapia neoadjuvante aumenta a taxa de resposta patológica completa. Nos dados compilados, não há Phase 3 com resultado concluído claramente dedicado a esta indicação, apenas ensaios Phase 3 em que a carboplatina compõe um dos braços (por exemplo, esquema TCH).

Evidências de Ensaios Clínicos

Foram identificados 45 ensaios; a tabela lista os 10 mais relevantes.

Número do Ensaio Fase Status Participantes Principais Achados
NCT00321633 Phase 2 Concluído 148 Carboplatina vs docetaxel em câncer de mama metastático associado a BRCA (genético), randomizado
NCT00616967 Phase 2 Ativo, sem recrutamento 68 Carboplatina + nab-paclitaxel com ou sem vorinostat como quimioterapia pré-operatória em câncer de mama HER2-negativo, duplo-cego
NCT00021255 Phase 3 Concluído 3222 Adjuvante em câncer de mama HER2-positivo: AC-T vs AC-TH vs TCH (docetaxel, carboplatina, trastuzumabe)
NCT00047255 Phase 3 Concluído 263 Docetaxel + trastuzumabe com ou sem carboplatina em câncer de mama avançado HER2-positivo
NCT02125344 Phase 3 Concluído 961 GeparOcto: duas abordagens neoadjuvantes intensificadas, uma delas com carboplatina, em câncer de mama de alto risco
NCT01208480 Phase 2 Concluído 45 Bevacizumabe, docetaxel e carboplatina neoadjuvantes em câncer de mama triplo-negativo
NCT00003612 Phase 2 Concluído 92 Paclitaxel, carboplatina e trastuzumabe em primeira linha em câncer de mama metastático HER2-positivo, randomizado
NCT00068341 Phase 2 Concluído 74 Docetaxel e carboplatina neoadjuvantes, com ou sem trastuzumabe, em câncer de mama localmente avançado
NCT06291064 Phase 2 Recrutando 85 Resposta patológica completa com epirrubicina/ciclofosfamida seguida de docetaxel + carboplatina em TNBC (Nigéria)
NCT00669747 Phase 2 Desconhecido 45 Carboplatina intraductal em carcinoma ductal in situ; foco em segurança

Evidências da Literatura

Foram identificadas 19 publicações; a tabela lista as 10 mais relevantes.

PMID Ano Tipo Periódico Principais Achados
24794243 2014 RCT (Phase 2) The Lancet Oncology GeparSixto: carboplatina neoadjuvante em câncer de mama triplo-negativo e HER2-positivo
35044810 2022 RCT (Phase 2) J Clin Oncol CALGB 40603: desfechos de longo prazo com carboplatina e/ou bevacizumabe neoadjuvantes em TNBC
29501363 2018 RCT (Phase 3) The Lancet Oncology BrighTNess: veliparibe + carboplatina ou carboplatina isolada somados à quimioterapia neoadjuvante em TNBC
41436191 2025 RCT (Phase 3) BMJ CITRINE: carboplatina adjuvante intensificada vs quimioterapia padrão em TNBC de alto risco
41115255 2026 RCT (Phase 3) J Clin Oncol Adição de carboplatina à quimioterapia neoadjuvante com taxano-antraciclina em TNBC
33208340 2021 RCT (Phase 2) Clin Cancer Res NeoSTOP: regimes neoadjuvantes com carboplatina, sem e com antraciclina, em TNBC
40593759 2025 RCT (Phase 2b) Nature Communications ARX788 + pirotinibe vs TCbHP (padrão com carboplatina) em câncer de mama HER2-positivo
29175149 2018 RCT (Phase 3) The Lancet Oncology KRISTINE: regime neoadjuvante com quimioterapia (incluindo carboplatina) vs T-DM1 + pertuzumabe em HER2-positivo
16720915 2006 Revisão Medical Oncology Evidências de sinergia, eficácia e segurança de paclitaxel + carboplatina em câncer de mama avançado
39631485 2024 Revisão Pharmacological Research Inibidores alvo-dirigidos e citotóxicos usados no tratamento do câncer de mama

Informações de Comercialização no Brasil

Segundo os dados compilados, não há registros de carboplatina na ANVISA nesta consulta (situação: não comercializado). Esse ponto deve ser verificado diretamente na base da ANVISA, pois a carboplatina é amplamente usada em oncologia.

Citotoxicidade

Item Conteúdo
Classificação de Citotoxicidade Citotóxico convencional (agente de platina que forma ligações cruzadas no DNA)
Risco de Mielossupressão Alto (mielossupressão é a toxicidade limitante da dose; trombocitopenia, neutropenia e anemia são frequentes)
Classificação de Emetogenicidade Média a alta (dependente da dose)
Itens de Monitoramento Hemograma completo com diferencial e plaquetas, função renal, função hepática, eletrólitos e audiometria se houver sintomas
Proteção no Manuseio Necessário seguir os regulamentos de manuseio de citotóxicos (preparo em cabine de segurança, EPI adequado)

Os dados de toxicidade acima baseiam-se em conhecimento geral da classe e nas contraindicações do grafo de conhecimento; consulte a bula para confirmação.

Considerações de Segurança

  • Condições associadas a contraindicação (grafo de conhecimento TxGNN, não texto de bula): doença renal, doença hepática, doença da vesícula biliar, trombocitopenia, neutropenia, agranulocitose, leucopenia, anemia (incluindo macrocítica), distúrbios da coagulação sanguínea, doença do sistema nervoso periférico e neuropatia periférica, perda funcional visual, distúrbios da audição e doenças do sistema auditivo, além de piureter.
  • Interações Medicamentosas: foram identificadas 100 interações no total. Entre as principais, de gravidade moderada:
    • Inibidores de bomba de prótons (rabeprazol, omeprazol, esomeprazol, lansoprazol, dexlansoprazol, pantoprazol)
    • Aminoglicosídeos e vancomicina (canamicina, neomicina, estreptomicina, vancomicina), com atenção a nefrotoxicidade e ototoxicidade
    • Metronidazol e tinidazol
    • Estatinas (rosuvastatina, sinvastatina)
    • De gravidade menor: levofloxacino

Conclusão e Próximos Passos

Decisão: Proceed with Guardrails

Justificativa:

  • Há vários ensaios Phase 2 e Phase 3 e RCTs publicados indicando benefício da carboplatina, sobretudo em câncer de mama triplo-negativo, com plausibilidade biológica baseada em HRD. Porém, a evidência concentra-se em subgrupos, não em todo o carcinoma de mama, e a carboplatina frequentemente compõe esquemas combinados.

Para prosseguir, é necessário:

  • Verificar a situação de registro e comercialização no Brasil, já que a consulta retornou zero registros
  • Obter as advertências e contraindicações da bula da ANVISA (dados de segurança ainda ausentes)
  • Complementar os dados de mecanismo de ação (MOA)
  • Delimitar a população-alvo (TNBC, associado a BRCA/HRD, HER2-positivo) e confirmar os resultados dos ensaios Phase 3 recentes
  • Definir plano de monitoramento hematológico, renal e auditivo, e de manejo das interações medicamentosas

    Aviso de isenção de responsabilidade

Este conteúdo é apenas para fins de pesquisa e não constitui aconselhamento médico. É necessária validação clínica antes de qualquer aplicação clínica.



Voltar ao topo

Copyright © 2026 藥提醒科技有限公司 (yao.care). Este relatório é apenas para fins de pesquisa e não constitui aconselhamento médico.

This site uses Just the Docs, a documentation theme for Jekyll.