Aspartic Acid

證據等級: L5 預測適應症: 1

目錄

  1. Aspartic Acid
  2. Ácido Aspártico: De Aminoácido Não-Essencial para Acidose Tubular Renal
    1. Resumo em Uma Frase
    2. Visão Geral Rápida
    3. Por que Esta Previsão é Razoável?
    4. Evidências de Ensaios Clínicos
    5. Evidências da Literatura
    6. Considerações de Segurança
    7. Conclusão e Próximos Passos
    8. Definir a via de administração adequada para uso terapêutico (oral vs. intravenosa) e as doses clinicamente relevantes

## 藥師評估報告

Ácido Aspártico: De Aminoácido Não-Essencial para Acidose Tubular Renal

Resumo em Uma Frase

Ácido aspártico (aspartic acid) é um aminoácido não-essencial sem indicação terapêutica registrada no Brasil, utilizado primariamente como nutriente metabólico e suplemento. O modelo TxGNN prevê que pode ser eficaz para Acidose Tubular Renal (Renal Tubular Acidosis), atualmente com nenhum ensaio clínico diretamente relevante e 10 publicações identificadas — sendo a maioria estudos de ciência básica, estudos genéticos ou relatos de caso históricos.


Visão Geral Rápida

Item Conteúdo
Indicação Original Sem indicação terapêutica registrada (aminoácido nutricional/metabólico)
Nova Indicação Prevista Acidose Tubular Renal (Renal Tubular Acidosis)
Pontuação de Previsão TxGNN 99.47%
Nível de Evidência L4
Situação no Mercado Brasileiro Não comercializado
Número de Registros 0
Decisão Recomendada Hold

Por que Esta Previsão é Razoável?

Atualmente, não há dados detalhados sobre um mecanismo de ação terapêutico específico para o ácido aspártico. Com base na literatura disponível, sabe-se que este aminoácido desempenha papéis fisiológicos relevantes no funcionamento das células tubulares renais, o que embasa — de forma indireta — a previsão do modelo TxGNN.

O transportador SLC22A13, expresso na membrana basolateral das células intercaladas tipo A do ducto coletor renal, é responsável pelo efluxo unidirecional de aspartato e glutamato (PMID 24147638). Isso demonstra que o aspartato é um metabólito intermediário normal do epitélio tubular. Paralelamente, o malate-aspartate shuttle participa do metabolismo mitocondrial dessas células, e durante acidose metabólica crônica, o metabolismo de aminoácidos — incluindo aspartato — é reorganizado para sustentar a amoniagênese renal (PMIDs 2884989, 14301365, 5641145).

A evidência clínica mais direta disponível é um relato de caso de 1983 (PMID 6422151): uma criança com deficiência de piruvato carboxilase e acidose tubular renal proximal associada evoluiu favoravelmente após suplementação com ácido aspártico. Apesar de ser apenas um relato isolado, representa o único dado clínico que conecta diretamente a molécula à condição. É importante ressaltar, contudo, que todos os mecanismos identificados são de natureza fisiológica indireta: não há evidência direta de que a suplementação de ácido aspártico corrige o defeito central da acidose tubular renal — seja a disfunção da H⁺-ATPase ou a absorção deficiente de HCO₃⁻. O elo mecanístico permanece especulativo.


Evidências de Ensaios Clínicos

O único ensaio clínico identificado na busca automatizada (NCT04725812) não é relevante para esta indicação: trata-se de um estudo de Fase 2 sobre regulação do complemento em pré-eclâmpsia (23–30 semanas de gestação), encerrado precocemente com apenas 2 participantes. O tema central — complemento e pré-eclâmpsia — não tem relação com acidose tubular renal ou com ácido aspártico. Este registro é considerado um falso positivo na correspondência de dados (grau de relevância C) e não contribui para a avaliação desta indicação.

Atualmente não há ensaios clínicos registrados em ClinicalTrials.gov ou ICTRP avaliando o uso de ácido aspártico em acidose tubular renal.


Evidências da Literatura

PMID Ano Tipo Periódico Principais Achados
6422151 1983 Relato de caso J Inherited Metabolic Disease Paciente com deficiência de piruvato carboxilase e acidose tubular renal proximal com cistinúria; melhora clínica com suplementação de ácido aspártico — evidência clínica mais direta disponível
990372 1976 Estudo de carga metabólica clínico Biomedicine Infusão IV de arginina-HCl e ornitina-aspartato em crianças com síndrome neurológica familiar e cistinúria; inclui casos com acidose tubular renal incompleta
24147638 2014 Ciência básica / estudo de transportador Biochemical Journal SLC22A13 catalisa efluxo unidirecional de aspartato/glutamato na membrana basolateral das células intercaladas tipo A do ducto coletor renal; co-localização com AE1
2884989 1987 Estudo animal / metabolômica por RMN Biochemical Journal Destino metabólico do carbono do glutamato em túbulos renais de ratos com acidose metabólica crônica; reorganização do metabolismo incluindo aspartato
5641145 1968 Estudo animal / bioquímica Nature Concentrações de intermediários metabólicos em rins de ratos com acidose metabólica; alterações em vias envolvendo aspartato
14301365 1965 Ciência básica / fisiologia renal Am J Physiology Relação entre pNH₃ das células tubulares e produção renal de amônia; papel dos aminoácidos como substrato
26208211 2015 Diagnóstico / sequenciamento de exoma Jornal de Pediatria Sequenciamento de exoma completo como ferramenta diagnóstica para acidose tubular renal distal em quatro crianças
20068363 2010 Série de casos genéticos Nephron Physiology dRTA em crianças filipinas causada por mutações no gene SLC4A1 (AE1/Band 3)
12087557 2002 Relato de caso genético Am J Kidney Diseases dRTA autossômica recessiva por mutação G701D no gene do trocador de ânions 1 (AE1/SLC4A1)
23053187 2013 Relato de caso Annals of Hematology Púrpura trombocitopênica idiopática e dRTA hipocalêmica com hemólise compensada e acantocitose em paciente homozigoto para Band 3 (AE1) A858D

Considerações de Segurança

Consulte a bula para informações de segurança.


Conclusão e Próximos Passos

Decisão: Hold

Justificativa: As evidências disponíveis são predominantemente de ciência básica, estudos genéticos descritivos e relatos de caso históricos (Nível L4), sem ensaios clínicos controlados que demonstrem eficácia terapêutica do ácido aspártico na acidose tubular renal. O elo mecanístico entre a molécula e o defeito fisiopatológico central da doença permanece especulativo e indireto.

Para prosseguir, é necessário:

  • Estabelecer o mecanismo de ação terapêutico com estudos pré-clínicos controlados, demonstrando que a suplementação de aspartic acid corrige o defeito central da RTA (disfunção de H⁺-ATPase ou reabsorção de HCO₃⁻)
  • Identificar subpopulações específicas onde o benefício seja mais biologicamente plausível — por exemplo, pacientes com deficiência de piruvato carboxilase e RTA secundária associada, conforme sugerido pelo relato de 1983
  • Coletar dados de segurança, advertências e contraindicações da bula oficial (atualmente indisponíveis — DG001)
  • Confirmar dados de mecanismo de ação no DrugBank (DG002)
  • Definir a via de administração adequada para uso terapêutico (oral vs. intravenosa) e as doses clinicamente relevantes


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