Allopurinol

Nível de evidência: L4 Indicações previstas: 10

Índice

  1. Allopurinol
    1. Relatório de avaliação farmacêutica
  2. Alopurinol: Do tratamento da gota à porfiria hepática
    1. Resumo em Uma Frase
    2. Visão Geral Rápida
    3. Por que Esta Previsão é Razoável?
    4. Evidências de Ensaios Clínicos
    5. Evidências da Literatura
    6. Informações de Comercialização no Brasil
    7. Considerações de Segurança
    8. Conclusão e Próximos Passos
    9. Aviso de isenção de responsabilidade

Relatório de avaliação farmacêutica

Alopurinol: Do tratamento da gota à porfiria hepática

Resumo em Uma Frase

O alopurinol é um inibidor da xantina oxidase, originalmente registrado no Brasil como antigotoso. O modelo TxGNN prevê que pode ser eficaz para porfiria hepática (hepatic porphyria), mas atualmente há 0 ensaios clínicos e apenas 2 publicações (uma hipótese e um estudo animal, ambos indiretos) associadas a esta previsão. Nenhuma delas demonstra efeito terapêutico do alopurinol.

Visão Geral Rápida

Item Conteúdo
Indicação Original Antigotosos (gota)
Nova Indicação Prevista Porfiria hepática (hepatic porphyria)
Pontuação de Previsão TxGNN 99,95%
Nível de Evidência L4
Situação no Mercado Brasileiro Apenas registros cancelados
Número de Registros 5 (todos cancelados)
Decisão Recomendada Hold

Por que Esta Previsão é Razoável?

Atualmente, não há dados detalhados sobre o mecanismo de ação nos dados compilados para este relatório. Segundo informações conhecidas, o alopurinol é um inibidor da xantina oxidase, que reduz a produção de ácido úrico, e sua utilização em gota está estabelecida.

A ligação com a porfiria hepática é indireta e especulativa. Um artigo de hipótese de 2019 propõe direcionar a enzima 5-aminolevulinato sintase (ALAS1) por meio de triptofano e inibidores do uso de heme pelo triptofano 2,3-dioxigenase. Um estudo de 1992 em ratos avaliou os efeitos da carbamazepina sobre o metabolismo do heme hepático. Nenhum dos dois estudou o alopurinol nem mostrou efeito terapêutico dele em porfiria.

Não há um mecanismo claro que conecte a inibição da xantina oxidase à biossíntese do heme. Literatura antiga sugere que o alopurinol poderia influenciar o turnover de heme/citocromo P450 hepático, mas isso não é sustentado pelos dados compilados. A pontuação alta do modelo reflete sobretudo associações no grafo de conhecimento, não evidência específica.

Evidências de Ensaios Clínicos

Atualmente não há ensaios clínicos relacionados registrados.

Evidências da Literatura

PMID Ano Tipo Periódico Principais Achados
31443750 2019 Revisão/hipótese Medical Hypotheses Propõe o direcionamento metabólico da ALAS1 hepática, via triptofano ou inibição do uso de heme pela triptofano 2,3-dioxigenase, como terapia das porfirias hepáticas agudas. Não envolve o alopurinol.
1567472 1992 Pré-clínico (animal) Biochemical Pharmacology A carbamazepina, em dose muito baixa, agravou o metabolismo do heme em fígado de rato, potencializando a perda de heme utilizado pela triptofano pirrolase. Não envolve o alopurinol.

Informações de Comercialização no Brasil

Número de Registro Nome Comercial Forma Farmacêutica Indicação Aprovada
Registro nº 183260035 ALOPURINOL Não informada Antigotosos (cancelado)
Registro nº 100470331 ALOPURINOL Não informada Antigotosos (cancelado)
Registro nº 100681154 ALOPURINOL Não informada Antigotosos (cancelado)
Registro nº 137640122 ZYLORIC Não informada Não informada (cancelado)
Registro nº 125680191 ALOPURINOL Não informada Antigotosos (cancelado)

Considerações de Segurança

  • Contraindicações e condições de risco (grafo de conhecimento TxGNN, não texto de bula): doença hepática, doença da vesícula biliar, insuficiência da função renal, vasculite de hipersensibilidade, angeíte leucocitoclástica cutânea, vasculite cutânea alérgica e doença antimembrana basal glomerular. Chama atenção o fato de a porfiria hepática ser uma doença do fígado, o que exige cautela adicional.
  • Interações Medicamentosas (100 interações registradas; principais exemplos):
    • Moderadas: hidróxido de alumínio, atapulgita, caulim, magaldrato e sucralfato (antiácidos e protetores de mucosa).
    • Leves: amoxicilina e clorpropamida.
    • Nível não classificado: calcitriol, vitamina A, pantoprazol, glimepirida, mesalazina, doxiciclina, clotrimazol, acarbose, morfina, metformina, omeprazol, rosiglitazona e palonosetrona.

Conclusão e Próximos Passos

Decisão: Hold

Justificativa: A previsão se baseia essencialmente no modelo: não há ensaios clínicos, e a literatura disponível é uma hipótese e um estudo animal que não envolvem o alopurinol. Além disso, todos os registros brasileiros estão cancelados e os dados de bula não estão disponíveis, o que impede a triagem de segurança.

Para prosseguir, é necessário:

  • Obter e analisar a bula na ANVISA (advertências e contraindicações), etapa que bloqueia a triagem de segurança.
  • Obter dados do mecanismo de ação no DrugBank e investigar a relação entre a inibição da xantina oxidase e o metabolismo do heme.
  • Realizar estudos pré-clínicos específicos de alopurinol em modelos de porfiria hepática.
  • Avaliar a segurança em pacientes com doença hepática, dada a presença dessa condição entre as contraindicações do grafo de conhecimento.
  • Esclarecer a situação regulatória, já que não há registro vigente no Brasil.

    Aviso de isenção de responsabilidade

Este conteúdo é apenas para fins de pesquisa e não constitui aconselhamento médico. É necessária validação clínica antes de qualquer aplicação clínica.



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