Albendazole

Nível de evidência: L2 Indicações previstas: 10

Índice

  1. Albendazole
    1. Relatório de avaliação farmacêutica
  2. Albendazol: Do tratamento de helmintos intestinais à equinococose alveolar
    1. Resumo em Uma Frase
    2. Visão Geral Rápida
    3. Por que Esta Previsão é Razoável?
    4. Evidências de Ensaios Clínicos
    5. Evidências da Literatura
    6. Informações de Comercialização no Brasil
    7. Considerações de Segurança
    8. Conclusão e Próximos Passos
    9. Aviso de isenção de responsabilidade

Relatório de avaliação farmacêutica

Albendazol: Do tratamento de helmintos intestinais à equinococose alveolar

Resumo em Uma Frase

Albendazol é um anti-helmíntico benzimidazólico, registrado no Brasil como antiparasitário do trato gastrointestinal. O modelo TxGNN prevê que pode ser eficaz para equinococose alveolar (Alveolar Echinococcosis), atualmente com 3 ensaios clínicos e 20 publicações apoiando esta direção.

Visão Geral Rápida

Item Conteúdo
Indicação Original Anti-helmínticos do trato gastrointestinal
Nova Indicação Prevista Equinococose alveolar (Alveolar Echinococcosis)
Pontuação de Previsão TxGNN 99,97%
Nível de Evidência L2
Situação no Mercado Brasileiro ✗ Somente registros cancelados
Número de Registros 20 (todos cancelados)
Decisão Recomendada Proceed with Guardrails

Por que Esta Previsão é Razoável?

Atualmente, não há dados detalhados sobre o mecanismo de ação na base compilada. Segundo informações conhecidas, o albendazol é um benzimidazólico que se liga à beta-tubulina do parasita, inibindo a polimerização dos microtúbulos e a captação de glicose, o que leva à depleção de energia e à morte do helminto.

A indicação original (parasitoses intestinais) e a equinococose alveolar têm a mesma natureza: ambas são helmintíases. A equinococose alveolar é causada pela forma larval do cestódeo Echinococcus multilocularis, que acomete principalmente o fígado e se comporta de forma semelhante a um tumor.

Na prática, esta previsão está mais próxima de um uso já estabelecido da classe do que de um reposicionamento genuíno: o albendazol já é o tratamento quimioterápico de referência na equinococose alveolar, conforme consensos de especialistas. Sua ação é parasitostática, não parasiticida, e por isso muitas vezes é necessário tratamento prolongado ou até vitalício após ressecção incompleta.

Evidências de Ensaios Clínicos

Número do Ensaio Fase Status Participantes Principais Achados
NCT07182305 Phase 2 Concluído 194 Tratamento com albendazol em equinococose alveolar em estágio inicial, detectada por rastreamento ultrassonográfico no Quirguistão
NCT02876146 NA Concluído 50 Marcadores de viabilidade do parasita e de seguimento em pacientes tratados com albendazol, para decidir o momento de suspender o tratamento
NCT06483880 NA Desconhecido 24 Albendazol adjuvante após ressecção de cisto hidático pulmonar vs. placebo (doença cística, não alveolar; evidência indireta)

Evidências da Literatura

PMID Ano Tipo Periódico Principais Achados
19931502 2010 Revisão Acta Tropica Consenso de especialistas sobre diagnóstico e tratamento das equinococoses cística e alveolar
30760475 2019 Revisão Clin Microbiol Rev Avanços do século XXI em diagnóstico e tratamento da equinococose
39254012 2024 Revisão Tidsskr Nor Laegeforen Cirurgia ampla associada a uso prolongado de antiparasitário
40093668 2025 Revisão World J Gastroenterol Manejo atual da equinococose hepática; cirurgia como base do tratamento
34161992 2021 Revisão Semin Liver Dis Equinococose alveolar hepática: ressurgimento de casos e manejo
34808118 2022 Revisão Acta Tropica Albendazol e mebendazol continuam sendo os únicos fármacos licenciados; busca por alternativas
25526545 2014 Revisão Parasite Opções terapêuticas além de albendazol e mebendazol
10980173 2000 Estudo observacional J Antimicrob Chemother 35 pacientes acompanhados por cerca de 39 meses com mebendazol ou albendazol
39508157 2024 Reposicionamento Parasitology O tratamento depende exclusivamente do albendazol, que não é parasiticida e pode causar efeitos adversos graves; piridaronina como alternativa
38501660 2024 Pré-clínico Antimicrob Agents Chemother Formulações de albendazol com maior solubilidade em modelo de rato

Informações de Comercialização no Brasil

Todos os 20 registros encontrados estão cancelados; não há registro válido atualmente. Principais exemplos:

Número de Registro Nome Comercial Forma Farmacêutica Indicação Aprovada
Registro nº 154230323 ALBEL Não informada Anti-helmínticos do trato gastrointestinal
Registro nº 105730574 ALBENDAZOL Não informada Anti-helmínticos do trato gastrointestinal
Registro nº 103700685 ALBENTEL Não informada Anti-helmínticos do trato gastrointestinal
Registro nº 125680361 ELFI Não informada Anti-helmínticos do trato gastrointestinal
Registro nº 167730562 MONOZOL Não informada Anti-helmínticos do trato gastrointestinal

Considerações de Segurança

  • Contraindicações descritas na base de conhecimento (não extraídas da bula): doença hepática, doença da vesícula biliar, neutropenia, agranulocitose, anemia (incluindo macrocítica), pancitopenia e anemia aplástica.
  • Interações Medicamentosas: foram identificadas 96 interações. Exemplos de gravidade moderada: aprepitanto, cobicistate, deferasirox, iodeto I-123 e I-131, fostamatinibe, alentuzumabe, amprenavir, anagrelida, apalutamida, bendamustina, bexaroteno, binimetinibe, boceprevir e bosentana. Exemplos de gravidade leve: cimetidina, dexametasona, lidocaína e armodafinila.

As advertências e contraindicações da bula não estão disponíveis; consulte a bula para informações de segurança completas.

Conclusão e Próximos Passos

Decisão: Proceed with Guardrails

Justificativa: Há um ensaio de Phase 2 concluído (194 participantes) diretamente em equinococose alveolar, além de consensos de especialistas que reconhecem o albendazol como tratamento de referência. Porém, não há Phase 3 nesta indicação, a ação é apenas parasitostática e não há registro válido no Brasil.

Para prosseguir, é necessário:

  • Obter a bula da ANVISA (advertências e contraindicações), pois a ausência desses dados é uma lacuna bloqueante para a triagem de segurança
  • Obter dados detalhados do mecanismo de ação (por exemplo, via DrugBank)
  • Definir o caminho regulatório, já que todos os registros brasileiros estão cancelados
  • Plano de monitoramento hematológico e hepático para uso prolongado, dado o risco de mielossupressão e hepatotoxicidade
  • Verificar interações com os medicamentos concomitantes do paciente

Observação sobre as demais indicações previstas: a previsão de "cestódeos" em geral e a de coenurose têm sustentação indireta (principalmente em neurocisticercose). Já as indicações oncológicas e pulmonares benignas (dermatofibrossarcoma protuberans, neoplasias pulmonares benignas, entre outras) têm apenas previsão computacional ou dados pré-clínicos indiretos, e devem permanecer em Hold.

Aviso de isenção de responsabilidade

Este conteúdo é apenas para fins de pesquisa e não constitui aconselhamento médico. É necessária validação clínica antes de qualquer aplicação clínica.



Voltar ao topo

Copyright © 2026 藥提醒科技有限公司 (yao.care). Este relatório é apenas para fins de pesquisa e não constitui aconselhamento médico.

This site uses Just the Docs, a documentation theme for Jekyll.